Academia da Carnificina (Terminado)
Julih Co-Autores Ozymandias
Hlodyn
Usuários Acompanhando
Tipo: Romance ou Novela
Postado: 02/10/16 03:45
Editado: 23/09/17 19:05
Qtd. de Capítulos: 6
Cap. Postado: 07/10/16 00:12
Cap. Editado: 12/10/16 00:15
Avaliação: 9.82
Tempo de Leitura: 11min a 15min
Apreciadores: 13
Comentários: 5
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Palavras: 1818
[Texto Divulgado] ""
Não recomendado para menores de dezoito anos
Academia da Carnificina
Notas de Cabeçalho

Olá! Esse capítulo teve sua primeira parte escrita por Joice Paz, enquanto a segunda foi um conjunto de Daniel Lima, Joice Paz e eu!

A partir deste capítulo só é permitido votar nos 16 personagens registrados da história, que podem ser encontrados no tópico de informações no fórum.

Capítulo 1 Custo da fama

Após os alunos investigarem a carta deixada pelo diretor, ficou claro para todos que o mesmo tinha sido assassinado e não cometido suicídio, como indicavam suas supostas últimas palavras, visto que as mesmas não faziam sentido com a maneira como ele se expressara em relação ao semestre, no mesmo dia de sua morte.

Todos discutiram e buscaram a verdade pelos próximos dias, e, apesar da discussão ter polarizado os alunos, Allan, cozinheiro da Academia, foi considerado o mais provável responsável por tal assassinato.

No dia 5 de agosto, após darem um digno e merecido enterro para Daniel, numa área arborizada dentro do território da Academia, com uma lápide que dizia “Ao querido diretor e professor, Daniel Lima, esperamos que descanse em paz”, os alunos e professoras se reuniram no pátio. Os acadêmicos entreolhavam-se sérios. Finalmente chegaria o momento de seu amado diretor ser justiçado.

— Quem vai falar por todos nós? — Lucia disse baixo.

— Nós vamos realmente fazer isso? — Pedro questionou — Eu não acho que é o ideal.

— Eu vou falar por nós — Lecrivain não pensou muito e, por impulso, se pronunciou.

— O que está acontecendo? — Joice perguntou.

— Estamos aqui para punir o culpado. — afirmou Kallyandra.

— Punir? Do que estão falando? — Joice parecia confusa. Olhou para Júlia e ela detinha a mesma feição.

— Pode trazer o assassino. — Lecrivain disse para Domus e o mesmo assim o fez.

— Não acho que seja ele… — Domus pensou. — Mas eu devo estar errado. — Respirou fundo e, com a ajuda de Manoel, trouxe Allan à frente de todos.

Ele estava amarrado por cordas (provavelmente as mesmas utilizadas para atividade física) e amordaçado por um pano qualquer.

— O que é isso? — Joice Paz disse. — Por que Allan está nessa situação? Por que estão fazendo isso?

— Diretora, temos uma razão. — respondeu Giordano.

— Exato. Passamos os últimos dias investigando de todas as formas o assassinato de Daniel Lima. E concluímos após muita discussão e reunião de evidências que foi ele. — Lecrivain apontou para Allan.

— E como vocês podem ter certeza disso? O que pretendem fazer? — Júlia questionou.

— Queremos justiça. E ele irá pagar com a vida. — Pamela respondeu.

— Aqui está um relatório com todas as evidências que coletamos. — Lecrivain entregou algumas folhas grampeadas para a diretora.

A mesma lia atônica. Podia-se ver que seus olhos passavam pelas palavras cada vez mais irritada. Joice ficou calada por um tempo, até que, ao terminar de ler, largou as folhas no chão enfurecida. Tomou algumas cordas que estavam na mão de Lúcia e as jogou com certa dificuldade sobre uma árvore. Com as mãos trêmulas, fez um nó e olhou para Allan. Seus olhos eram pura fúria.

— Bem que me disseram que ela tinha um olhar assustador… — Beatriz comentou com Vitória.

Allan foi empurrado sem delicadeza alguma até o lugar onde a corda balançava e foi posto sobre um banco. Joice passou o nó em volta de seu pescoço. “Justiça! Justiça!”, gritavam os impiedosos acadêmicos, enquanto Joice se preparava para empurrar Allan. Os olhos vazios da agora diretora contrastavam assustadoramente com com um sorriso sombrio. Lágrimas escorriam pelo rosto de Allan enquanto o mesmo tentava a todo custo se soltar e gritar sua inocência.

Será que ele estava pensando nos seus dois amados filhos que criou com tanto carinho e agora já podiam crescer e ter suas próprias famílias? Allan lembrou-se do sorriso doce de sua menina de quinze anos. Recém tinha tido uma festa de debutante. Pensou em seu rapaz, um homem de vinte e dois anos que já estava a caminho de ser pai. Allan queria ter conhecido o rosto do seu neto. Pensava na esposa que cuidou com tanto empenho e dedicação até o leito de morte. Sentiu falta, novamente, do seu abraço tenro. “Ela era tão gentil”, pensou.

O cozinheiro refletiu sobre sua vida e tudo que vivenciara até o momento. Desistiu de uma faculdade de direito por amor. Amava cozinhar e brigou com sua família para seguir seu sonho. “Do que adiantou tudo isso? No fim sou um ótimo cozinheiro, de fato. Enquanto estou vivo, mas e depois? Um assassino. Eu sou inocente. Eu não fiz isso”, pensava. Sua visão embaçava, à medida que as lágrimas invadiam seus olhos.

Allan não teve muito tempo para pensar. Antes que qualquer um pudesse cogitar sua inocência, Joice empurrou-o do palco. Debatia-se desesperado enquanto asfixiava, tentando escapar de seu triste destino. Seu rosto vermelho denunciava o sangue que já não corria mais livremente por seu corpo. Não demorou muito até que seus movimentos cessassem.

Nenhum dos alunos desviou o olhar.

❖❖❖

Dia 6 de agosto, lua nova. Um dia se passou desde o ocorrido. O clima na Academia era estranho. As pessoas estavam mais caladas que o normal, trocando olhares desconfiados umas com as outras. Contudo, ainda assim tentavam manter o ritmo como antes.

Durante a primeira aula, a diretora Joice anunciou que um concurso relâmpago estaria aberto na Academia em homenagem ao falecido diretor. O concurso daria troféus aos três primeiros colocados e seus nomes seriam para sempre gravados no hall da fama da Academia, e logo boa parte dos alunos tiveram seus rostos iluminados por um desejo de vitória.

Após os três dias para a inscrição, conclusão e divulgação dos resultados passarem, a noite dos alunos se encontrava dividida entre prantos ou comemorações, de acordo com os resultados obtidos no concurso.

Lecrivain recebeu a melhor nota, com Manoel em segundo lugar, e Giordano em terceiro. Os três foram premiados com troféus e um prêmio em dinheiro. Os troféus já haviam sido entregues e tomado sua devida posição na sala de concursos.

Sentados em um banquinho na biblioteca, Lecrivain e Manoel, após verem os resultados, divertiam-se brindando com um refrigerante. Estavam felizes por terem conquistado as melhores posições na competição.

— Bem que tu disseste que ajudando um ao outro iríamos conseguir algo! — Lecrivain levantou sua latinha oferecendo um brinde.

Os amigos continuaram se divertindo e brincando distraídos. Do outro lado, alguns metros distante deles, estavam Giordano, Lúcia e Fernanda, estudando. Pareciam concentrados, bem, pelo menos Giordano.

— Deixa para amanhã, Giordano. Eu me sinto cansada — disse Lúcia.

— Sinceramente eu também. O ensino aqui parece estar mais puxado. — Respondeu ele.

— Vamos lá, Fernanda… — Lúcia falou olhando para a garota, que parecia distraída observando a outra mesa. — Fernanda, Fernanda!

— Ah, sim… — disse ela, começando a arrumar as coisas.

— Ué, tá com crush novo, é? — brincou Giordano.

Fernanda negou balançando a cabeça, com um olhar um tanto frustrado. Os três logo deixaram a biblioteca. Enquanto passavam pelo arco da entrada, se esbarraram em Domus e Pedro, que estavam conversando distraidamente:

— Me desculpe! — Pedro logo disse, enquanto Domus concordou com a cabeça, como se dissesse o mesmo.

— Tudo bem. — Os três que iam saindo falaram em coro.

— Mas, então, Domus, o Lecrivain e o Manoel estão aqui, como eu havia te dito. Espero que tenha te ajudado.

— Obrigado, Pedro. — Domus disse, enquanto se virava para Lecrivain. — Lecrivain! Parabéns pelo resultado! E Manoel, parabéns pelo seu lugar! Ambos muito merecidos.

— Ah, muito obrigado. Eu já me acostumei com resultados assim, graças ao meu trabalho duro e esforço diário. — Lecrivain disse e tomou outro gole de refrigerante. — Continue treinando e algum dia você talvez será um escritor tão bom quanto eu!

O resto da conversa entre os garotos não podia mais ser escutada, devido ao distanciamento de Pedro, para retornar ao local onde estivera antes do pedido.

❖❖❖

10 de agosto. O resultado do concurso parecia ter movimentado a Academia. Os alunos só falavam disso no dia seguinte. Às nove horas da manhã em ponto, a professora Júlia adentrou a sala vestindo roupas casuais, como se fosse um aluno. Seu estilo não condizia com sua feição séria. Poucas pessoas já estavam sentadas na sala, sendo eles: Kyou, Giordano, Pamela e Flávia. Depois de Júlia chegar, entraram Gustavo, Alícia, Beatriz, Lucia, Kallyandra e Vitória. Um pouco atrasados, Pedro e Domus chegaram em seguida.

— Fico feliz em saber que algo bom como o concurso tem distraído vocês. A propósito, parabéns a todos que participaram. — A professora Júlia disse, finalizando com um sorriso seco.

A turma murmurou um pouco, assim que ela começou a escrever algumas coisas no quadro. Enquanto ela escrevia a segunda palavra, chegaram três alunos atrasados, tentando entrar ao mesmo tempo na porta. Esses eram Rakkiel, Manoel e Fernada. A professora olhou calmamente para o trio e pediu explicações pelo atraso.

— Desculpe, professora — disse Fernanda. — Encontrei um gatinho no pátio e busquei entregá-lo aos donos.

— A fechadura do meu quarto estava emperrada, e como eu acordei fora do horário, acabei me atrasando ainda mais. — disse a ruiva.

— Eu… eu estive procurando por algo muito importante que eu perdi. — Manoel respondeu, ofegante e suando.

— A sua virgindade de trás? — Giordano zombou, o que fez a turma inteira rir.

— Ei, galera, menos barulho, por favor. — A professora chamou a atenção.

Após o interrogatório, os três alunos se sentaram e a aula continuou tranquilamente, até que o sinal do intervalo bateu e todos saíram rapidamente do local, deixando apenas a professora olhando para a própria letra no quadro.

Flávia e Pamela foram correndo para o refeitório, e foram seguidas por outros amantes de comida e café, como Giordano, Pedro, Fernanda e Lucia, que conversavam tranquilamente. Em outra direção, Kallyandra ia até a biblioteca, desfrutar da paz do local, sem saber que estava acompanhada, também, por Kyou, que decidira revisar o conteúdo passado em aula.

Rakkiel decidiu ir até o pátio e tentar fazer amizade com Gustavo, que não parecia tão interessado assim. Vitória voltou para o dormitório, talvez para recuperar um pouco da vitalidade, assim como Beatriz e Alícia, que acabaram por ficar conversando no local. Domus e Manoel foram até a sala de concursos, o primeiro procurava o grande desfrutador de álcool com o qual conversava anteriormente, enquanto o segundo continuava na sua busca por seu objeto precioso.

Ao abrir a porta da sala de concursos, Domus se deparou com uma visão digna de filme de terror.

O corpo de Lecrivain encontrava-se deitado no chão do salão, de barriga para cima. Suas pernas e braços estavam esticados, e sobre sua cabeça, esmagando-a, encontrava-se o troféu de ouro que ganhara por conta de seu desempenho no concurso. Muito sangue e restos do cérebro do rapaz rodeavam o troféu.

Em volta de seu corpo, no chão, via-se o desenho de um pentagrama, feito com sangue. Na parede, havia uma mensagem, também escrita com o sangue do rapaz, dizendo “COMEMORE SUA FAMA COM SATÔ. Sobre sua barriga, e no centro do pentagrama, havia um ursinho de pelúcia rosa.

— Meu deus! — gritou Domus, ao que Manoel rapidamente adentrou a sala.

— Não creio! Como assim!? — desesperou-se Manoel. — Como ele veio parar aqui!? — disse ele correndo até o ursinho, muito nervoso com toda a situação.

Os demais alunos ouviram o grito e logo chegaram. Logo ficou claro para todos que o grande e modesto autor não mais os presentearia com a leitura de seus belos textos, e que alguém deveria ser julgado pelo feito.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Gostaria de agradecer à Joice por ter escrito a morte do Allan, que foi muito bem feita.

O tópico de discussão referendo ao capítulo está disponível neste link.

Boa sorte!

Edit: Troquei o gênero da palavra "concentradas", citada no parágrafo da biblioteca, pois havia garotos e garotas. E troquei "Francisco" por Lecrivain, pois o mesmo não utilizou esse apelido e usuários não frequentes podiam não saber sobre o nome e apelido do personagem.

Edit2: Arrumei a concordância de datas. De acordo com o texto, haviam se passado 3 dias, porém estava escrito do dia 6 pro 7, o que não bate.

Apreciadores (13)
Comentários (5)
Postado 07/10/16 00:43

SHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAGA! GIORDANO, SEU DESGRAÇADO! AQUELA FRASE FOI GENIAL! SHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!

SATAN! Que esta nobre alma seja muito bem acolhida por ti no Inferno! Que os demônios em uníssono comemorem a chegade do maior dos maiores!

Estou "all fired up" com essa obra! Por Lúcifer, os autores me amam! SHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! Só trollagem! E ainda me colocam na alça de mira do povo! Que maravilha!

Perfeição define esta postagem! Que narrativa e dedcrições descomunais! A melhoria foi muito significativa! Belíssimo trabalho em grupo! Verdadeiramente me sinto honrado e agradecido por fazer parte de tudo isso!

A carga emocional, na minha modesta opinião, foi ponto alto deste episódio, seguida de perto pelos detalhes implacáveis dos peesonagens e suas personalidades/sentimentos. Realmente, um trabalho exemplar, muitíssimo bem feito e diabolicamente cativante! Satanás tome conta de todos os envolvidos!

Uma vez mais... PARABÉNS E MUITÍSSIMO OBRIGADO!

Atenciosamente,

Um ser procurando a vitgindade de trás do Giordano, Diablair.

Ps: SATÃÃÃÃÃ!

Postado 07/10/16 00:48

FUI EU QUEM COLOQUEI A FRASE. AHAUHHUAUAHUHAUAHUHAHUAUHAUHAUAHA

AUHAHUAUHAUHAUHAHUUAHHAUHAUHAUAHUHAUHAA

ESSE COMENTÁRIO ME DEIXOU MUITO FELIZ, VELHO.

Mas eu tõ meio chapada porque tô com sono fazendo tema e resfriada, então sei lá ahuauhauh

Thank u.

Att: a Deusa da Academia da Carnificina.

Postado 07/10/16 11:06

Fui pro saco. Vou ter que reinar junto com Deus agora. Se tiver algum dilúvio, pode ter sido eu, hein? Hehehe.

Muito bom, organizadores do jogo. O texto tá bem bacana e fácil de entender quem fez o que. Vamos ver o desenrolar da história.

Ah! Só acho que os acadêmicos mataram um inocente com o enforcamento do Allan.

Postado 07/10/16 22:28

Eu disse que podia narrar tua morte, lembra? <3

Ahauhauhauhuahuahauaha

Bem, não estou autorizada a falar de Allan. UHAUAHUAH

Postado 07/10/16 13:41

Já tem um nó na minha cabeça!

Eu não consigo mais entender o que está acontecendo aqui! Nada mais faz sentido.

Postado 07/10/16 22:30

Esforce-se! :D

Postado 08/10/16 18:36

Gente sshaushausaushasua

Que julih sacana, eu jamais falaria isso. D:

Lamento pela morte, Chico, mas pelo menos não tinha a Thá aí no jogo pra roubar teu primeiro lugar shaushaus

Qualé desse ursinho de pelúcia? Tô por fora.

Postado 08/10/16 18:39

Foi o D quem disse que tu falaria isso UHAUHAUAHUAH

O ursinho? Avacalhar com o Diablerie.

Postado 09/10/16 22:22

Também lhe adoro, Garota do Crack...

Postado 09/10/16 22:51

Ah, que foi, não seja malvado, Diabetes :D

Postado 19/10/16 10:44

Um início muito bom !!!

Seguidos eventos de grande impacto, alimentam ainda mais a curiosidade do leitor em buscar o elemento mór da trama. É interessante saber que esta é uma obra desenvolvida em conjunto. Fato este que denota uma acuidosa preocupação para com o desdobramento do que se segue a partir da conclusão do capítulo.

O tema mistério, com o clássico requinte de acerbidade é a combinação perfeita para a criação de um conto consistente do gênero. Gostei do que li aqui, parabéns aos envolvidos !

Postado 19/10/16 13:03

Nós estamos muito felizes com o seus comentários, acredite! E estamos trabalhando no próximo, que está prometendo!

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