Academia da Carnificina (Terminado)
Julih Co-Autores Ozymandias
Hlodyn
Usuários Acompanhando
Tipo: Romance ou Novela
Postado: 02/10/16 03:45
Editado: 23/09/17 19:05
Qtd. de Capítulos: 6
Cap. Postado: 13/10/16 17:20
Cap. Editado: 14/10/16 18:10
Avaliação: 9.82
Tempo de Leitura: 12min a 16min
Apreciadores: 11
Comentários: 6
Total de Visualizações: 490
Usuários que Visualizaram: 27
Palavras: 2022
[Texto Divulgado] "a dança" sabe-se lá quanto vinho tomamos naquele quarto, de repente tu ligaste o rádio, colocou a musica lenta e pediu para que eu pegasse sua mão, e eu o fiz. dançamos desajeitados, rindo como tolos, nem sabíamos direito os passos, mas tudo bem, só nós estávamos lá, e estávamos felizes. era o que valia.
Não recomendado para menores de dezoito anos
Academia da Carnificina
Notas de Cabeçalho

Olá! Este capítulo foi escrito majoritariamente por Daniel Lima e revisado por Joice Paz, Daniel Lima e eu!

A partir desse capítulo, alguns personagens podem começar a desenvolver uma personalidade mais forte, e por isso precisaremos ter um pouco de liberdade criativa com os mesmos para construir uma história interessante. Caso algum personagem não esteja 100% de acordo com sua ficha, esperamos que compreendam!

O tópico de discussão se encontra [url=http://www.academiadecontos.com/forum/topico.php?id=216]neste[/url] link.

Capítulo 2 Janela da Alma

Dia 12 de agosto, Lua Crescente.

Após o assassinato de Lecrivain e a condução de uma investigação rigorosa pelos alunos, todos se reuniram no pátio para discutir os possíveis culpados. As duas principais acusadas, Fernanda e Rakkiel, foram amordaçadas e amarradas sentadas, cada uma em uma cadeira. Durante a exposição dos fatos, uma discussão surgiu, da qual nenhuma das suspeitas pode participar.

— Vocês não estão vendo? É óbvio que foi a Rakkiel. — Pamela disse, apresentando os resultados de suas observações.

— Não, você só está defendendo a Fernanda! Deve ser uma assassina, também! — Argumentou Kyou. — A Rakkiel é inocente, ela estava trancada!

— Fernanda não tem motivos para matar Lecrivain, afinal, quem terminou em oitavo foi Rakkiel, não ela. — Pamela retrucou.

— Mas Fernanda mentiu sobre o motivo de ter chegado atrasada. — Kyou suspirou. — E todas as pistas apontam para ela.

— Negativo! O verdadeiro culpado de tudo é o Manoel! — Chegou Domus, espalhafatoso. — Afinal, tudo indica que foi ele e, inclusive, aquele ursinho patético deve ter sido posto no corpo do Lecrivain para que ele fosse absolvido do caso, afinal, quem iria pensar nele com algo tão óbvio?

A discussão continuava sem progressos e ficava cada vez mais intensa. Não era difícil ver que logo tornar-se-ia uma briga mais violenta.

— Aposto que vocês estão se unindo com a assassina e são da mesma laia que ela. — Kyou disse para Pamela e Flávia. — E você, Domus, sequer tem algo além de teorias conspiratórias absurdas.

— Rakkiel é definitivamente a culpada, ela tem esse jeito. — Flávia disse. — O olhar de assassina!

— E quem disse que você não está se aliando à assassina, Kyou? — Giordano indagou. — Provavelmente você teve um crushzinho nela e caiu para o lado dos assassinos.

— Ninguém iria para o lado dos assassinos por conta de um amorzinho. — Vitória respondeu. — Ao menos alguém são.

Enquanto a discussão ocorria, Beatriz foi até Rakkiel, que até o momento não havia recebido a chance de se defender, segurou a cabeça da condenada com firmeza, utilizando as duas mãos, e a deu um torção rápido, quebrando o pescoço da ruiva, que logo parou de tremer. Seu corpo caiu no chão, totalmente sem vida.

— Não tem sentido manter entre nós alguém que provê um risco para os demais — Beatriz disse, dando de ombros.

— Ela não era a culpada! — Gritou Vitória desesperada.

— Justiça ou morte! — Exclamou Flávia.

— Enquanto vocês só sabem discutir e discutir, alguém deveria tomar a ação necessária. — Beatriz respondeu. — E nesse caso, infelizmente, era esta.

A moça introvertida de cabelo curto, que acabara de executar a colega que fora votada como a mais provável assassina de Lecrivain, desceu do palco do pátio e foi caminhando de volta para seu dormitório. Alguns alunos olharam atônitos para a situação. Rakkiel perdera sua vida em pouquíssimos minutos. Alguns concordaram e acharam merecido, contudo, outros não compartilhavam desse pensamento.

Joice e Júlia, que estavam presentes o tempo todo, observando e analisando as atitudes dos alunos, logo libertaram Fernanda, dispersaram a turma e trataram de dar aos corpos de Lecrivain e Rakkiel um enterro respeitável. Durante a próxima noite, e algumas que viriam a seguir, nenhum aluno teve coragem de ficar sozinho.

❖❖❖

Dia 13 de Agosto. Às 8h45, pouco antes das aulas começarem, Kyou e Vitória se dirigiram juntos para a secretaria, pois tinham marcado de conversar com a diretora Joice.

— Diretora. — Kyou falou. — Nós precisamos conversar sobre os dois julgamentos que ocorreram aqui na escola.

— Pois não, prossigam. — Joice Paz deu continuidade.

— Acreditamos que erros podem estar sendo cometidos. — Vitória respondeu.

— E nós, assim como alguns outros alunos, achamos que é injusto matar uma pessoa por uma suspeita de assassinato, quando não há provas concretas sobre quem realmente cometeu o crime. — Kyou completou. — Nos dois casos de execução, tudo que os alunos encontraram foram algumas poucas dicas que os levaram a votar uns nos outros, mas não parece que nenhum julgamento foi realmente conduzido com provas 100% confiáveis.

— Entendo seus questionamentos — Disse Joice friamente, se levantando. — Mas, bem ou mal, acho que esses dias sombrios na Academia possam estar servindo para ensinar uma lição valiosa a todos. Todas as ações geram consequências, muitas vezes consequências que não esperamos, e a vida não é justa.

— Mas diret…

— Sem mais, Kyou e Vitória. Pensem nesse tempo aqui como uma experiência que simula como suas vidas serão no futuro. No dia-a-dia, estamos sempre “matando” e julgando uns aos outros. Às vezes julgamos corretamente, às vezes não. Às vezes matamos com razão, às vezes não, mas tudo que podemos fazer é seguir em frente, assumir a responsabilidade por nossos atos e torcer para que nossas decisões sejam as mais corretas.

Após terminar seu discurso reflexivo e profundo, Joice mostrou a porta para os dois alunos, que se retiraram. Kyou fez algumas anotações em seu bloquinho. Ele se mostrava nervoso.

Às 9h em ponto, a professora Júlia iniciou a aula tranquilamente, apesar de Manoel não estar presente na sala. Diversas vezes ao longo da manhã, Júlia teve que pedir silêncio para os alunos, que comentavam sobre o ursinho de Manoel, ou sobre o ocorrido com Lecrivain. Alguns consideravam os julgamentos justos, enquanto outros estranhavam a atitude de Beatriz ao executar Rakkiel e poucos se limitavam a questionar a integridade de Fernanda. Os dois alunos que haviam falado com a diretora anteriormente se mostravam mais sensatos com a professora, e próximos.

Quando tocou o sinal do intervalo, todos saíram da sala e se espalharam nas instalações da Academia, exceto por alguns poucos alunos, como Kallyandra, Kyou, Vitória, Domus e Fernanda. Domus se aproximou de onde Kyou e Vitória estavam sentados.

— Fiquei sabendo que vocês foram até a secretaria reclamar com a diretora. — Ele argumentou. — Vocês são ingênuos. Fracos. Já deveriam saber desde o momento que pisaram aqui, mas visto que não sabem, irei lhes dizer: a Academia é um local para as pessoas fortes.

— Acredito que a Academia seja um ambiente para se criar pessoas, não monstros como você. — Kyou respondeu ligeiramente irritado.

A discussão continuou, até o ponto de Kyou perder o controle de si e desferir um soco no rosto de Domus, que revidou instantaneamente. A essa hora, os outros alunos já estavam sabendo da briga e se dirigiram para a sala outra vez. Gustavo se animou com a situação e começou a debochar de ambos:

— Haha — Riu alto o garoto. — O metido a certinho enfrentando o babaca! Essa eu quero ver!

Irritado com a provocação, Domus foi atacar aquele que chamavam de Gans.

— Olê! — Gustavo disse, após desviar do soco de Domus. — Se nem sóbrio você me acerta, imagina como é nos outros 90% do dia!

— Parou com a palhaçada! — Pedro disse, interferindo na briga e afastando os dois.

— Ah, agora que tava ficando bacana. — Giordano riu.

— Todos podiam apenas morrer logo. — Kallyandra sussurrou.

Beatriz e Alícia estavam paradas observando a situação toda se desenrolar, enquanto Pamela sussurrava algo no ouvido de Flávia, fazendo com que as duas começassem a rir baixo.

❖❖❖

Após as aulas da manhã, Alícia e Beatriz resolveram ir visitar Manoel em seu quarto, pois ele estava chateado e isolado por conta dos últimos acontecimentos.

— Como está se sentindo, Manu? — Perguntou Beatriz.

— Depois de tudo que aconteceu ficamos preocupadas por não te ver na aula hoje. — Acrescentou Alícia.

O rapaz estava deitado em sua cama abraçado com seu ursinho rosa.

— Eu vim para cá achando que ia me tornar um melhor escritor. — Resmungou o rapaz. — E acabei vindo parar num inferno. Um inferno que eu não gosto. Satã que me proteja. Sinto que a única pessoa em quem posso confiar por aqui é meu Diabin. — Disse ele, apertando a pelúcia.

Ao retornar para o dormitório, Domus passou pelo quarto de Manoel e brincou com a situação.

Own… — debochou o barbudo. — Que cuti cuti… Um homem desse tamanho encolhido com seu ursinho boiola. Vê se cresce!

— Qual é o seu problema!? — Disse Alícia, enfrentando-o. — A gente tá vivendo numa situação em que todos parecem estar em constante risco de vida, e em vez de ajudar uns aos outros, pessoas como você só ficam brigando e julgando os demais!

— Ora… — Riu Domus. — Quem você pensa que é pra me dizer o que fazer? Eu falo o que eu quiser de quem eu quiser. A Academia não é um colégio para qualquer um, e vocês deveriam saber disso ao virem para cá — Terminou, dando as costas e indo embora.

— Fica tranquila, Alícia. — Disse Beatriz, que apenas observou a briga. — E Manoel, não liga para o que ele diz. Acho melhor só ignorar e não provocá-lo, ele pode ser perigoso.

Com o final da tarde se aproximando, murmurinhos sobre uma festa que a professora Júlia havia mencionado há alguns dias - antes de boa parte do clima pesado se instalar na Academia - se espalharam.

— Fava! Você vai ir na festa hoje à noite? — Pamela perguntou para a amiga, animada. — Vai ser no refeitório.

— Desculpa, Pãozinha. — Flávia disse meio triste por quebrar o clima. — Eu já tinha dito que iria passar um tempo com o Manu, porque ele anda meio chateado.

— Tudo bem. Acho que o Giordano pode me acompanhar. — Pamela responde já procurando o garoto citado para confirmar sua companhia durante a festa.

❖❖❖

Ao chegar o momento da festa, Flávia foi até o quarto de Manoel e se deparou com Vitória. Ambos estavam se divertindo jogando baralho. Parecia que a moça também havia decidido passar um tempo ali. Kallyandra e Fernanda preocuparam-se com o barulho da música e então decidiram ir até a biblioteca para estudar, a fim de manter a concentração. Todos os outros alunos, entretanto, decidiram ir para a festa.

Ao dispor dos alunos podia-se encontrar bebidas alcoólicas, refrigerantes e todos os tipos de petiscos. Não foi difícil imaginar que logo um ou outro aluno apareceria levemente bêbado dançando mais feliz que o normal. Domus, que já havia perdido as contas de quantos copos tomou, passou perto de Lucia, que acabou pisando acidentalmente no pé do rapaz. Sem notar, a mesma continuou a dançar, algo que despertou a ira de Domus. Irritado, atirou a bebida que estava no seu copo na garota.

— Vai se fuder. Vai pisar de salto no rabo da diretora. — Disse, irritado, enquanto se dirigia para a janela, onde ficou observando a lua calmamente.

— Vai se fuder, sua mãe. Babaca! — Exclamou Lucia, empurrando o barbudo e logo correndo até Giordano, para contar sobre o que havia acontecido.

Algumas horas depois, praticamente todos os alunos estavam bêbados - e se alguns não estavam, faltava muito pouco para isso -, algo que pode se comprovar com Pamela derramando lamentações, enquanto Pedro, que parecia estar sóbrio, a consolava. Giordano e Lucia se beijavam loucamente em um canto, enquanto Alícia estava com o rosto rosado e conversava alegremente com Beatriz, que ainda mantinha sua sobriedade. Kyou não bebia, mas se divertia observando a situação, e Gustavo estava de saída, já que aquele ambiente não era do gosto dele.

Porém, antes do mesmo sair do ambiente a luz se apagou. Algumas pessoas correram assustadas e outros permaneceram em seus lugares quietos, contudo, apreensivos. Foi possível escutar um grito seguido de três baques que lembravam carne sendo amaciada por um martelo. Pedro ligou a lanterna de seu celular e tateou a parede até encontrar o disjuntor, que estava desligado. As luzes se acenderam.

— Estão todos bem? — Pedro perguntou, olhando a cena.

Pamela estava atirada no chão desesperada, Giordano e Lucia abraçados, ambos muito assustados. Alícia olhava para os lados, sem entender o que havia acontecido, enquanto Gustavo, Kyou e Beatriz se mantinham mais conscientes da situação. Domus parecia estar com parte do corpo para fora da janela.

— Domus! Você teve algo a ver com isso? — Pedro perguntou, gritando para o mesmo. Não se obteve resposta.

— Ei, bêbado. — Gustavo disse se aproximando do mesmo. — Quando as pessoas perguntam, você deve responder.

Domus continuou a não responder a pergunta, algo que irritou Gustavo, que se fez forçado a puxar o homem da janela, dando lugar a uma visão chocante: o pescoço de Domus estava esmagado e sua cabeça parecia estar mole por dentro do corpo, e a guilhotina da janela estava coberta de sangue. Não demorou para que todos percebessem que o homem já não detinha vida.

— Não, de novo não… — Suspirou Kyou.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Para Domus: Desculpa seu personagem virar um grande cuzão.

Apreciadores (11)
Comentários (6)
Postado 13/10/16 17:55

Minha teoria cada vez mais comprovada haha

Como falei lá no grupo do Whatsapp, posso até morrer, mas me tornarei um mito quando, no final, os cinco assasinos forem os mesmos cinco que falei quando saiu prologo.

Postado 13/10/16 18:19

Estou curiosa quando essa teoria! :D

Mal posso esperar, também.

Postado 13/10/16 18:37

Ok... Acho que eu realmente vou precisar daquelas sessões com um psicólogo que a gente tava falando, pq ó... Só teoria sinistra me vem.

Postado 13/10/16 18:44

AUHAHAUHAA Pode me consultar! ahuauhahuahua

Postado 13/10/16 18:50

kkkkkkkkkk

Postado 13/10/16 19:10

...

Postado 13/10/16 19:54

Perdeu o ursinho de novo?

AUSUAHSUAHSUAHSUAHSUAHSUAHSUASHAUSHUAHSUAHSUAHSUAHSUHAUHSAUHSAUHSUASHUA

Postado 13/10/16 21:01

Hahahaha, agora sim, um baita capítulo!

Morte, brigas, ofensas, alcool, pegação, diretora achando isso tudo maravilhoso.

Muito bom, pessoal. E Domus, vamos tomar todas no céu! Deixem esses cuzões se matando, hahaha.

Postado 13/10/16 21:24

Hey!

Estou subindo (ou descendo?) com o Jägermeister.

Postado 13/10/16 21:26

Nós inocentes, vítimas desses assassinos brutais, vamos ao céu. E se acharmos o Rakkiel por lá, é porque ela era inocente e os acadêmicos deram trela pros assassinos, é mole?

Postado 13/10/16 21:29

Falam pro Sr. Barba Branca que o título dele está em cheque comigo escrevendo. Se bobear, até ele dança.

Postado 13/10/16 21:31

hahaha, ele vai te acertar um raio na cabeça. Ele não tá gostando nada disso aí.

Postado 13/10/16 21:57

PODE VIR

Postado 15/10/16 20:15 Editado 15/10/16 20:16

Salvando os bêbados de seus conflitos, até parece a vida real kk

Postado 16/10/16 20:35

Talvez tenha sido inspirado.. vai se saber ahahaha

Postado 19/10/16 11:10

O comportamento um tanto exaltado de um grupo de personagens, entra em contraste com aqueles de ar mais sereno e analítico da situação. Não tenho teorias ou palpites, visto que ainda há algo a se firmar como material de possibilidades; o que vem acontecendo, nos apresenta atos já concluídos, sem vestígios de sua gênese. Aguardo amostras disso, nem que sejam subliminares para aprimorar ainda mais a boa linha dramática que vós estão nos possibilitando apreciar nesse antro de escritores doentios !

Postado 19/10/16 13:06

Não irei prometer nada, mas acredite, está para vir algo muito mais do que o já ocorrido. Aguarde um pouco mais que até hoje devemos postar!