Academia da Carnificina (Terminado)
Julih Co-Autores Ozymandias
Hlodyn
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 02/10/16 03:45
Editado: 23/09/17 19:05
Qtd. de Capítulos: 6
Cap. Postado: 29/10/16 18:52
Cap. Editado: 29/10/16 19:18
Avaliação: 9.82
Tempo de Leitura: 9min a 12min
Apreciadores: 8
Comentários: 3
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Palavras: 1446
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Não recomendado para menores de dezoito anos
Academia da Carnificina
Notas de Cabeçalho

Boa noite!

Capítulo escrito primariamente por Joice Paz, com revisões e adicionais por Daniel e Júlia.

Boa leitura! :)

Capítulo 4 Noite do Terror

Dia 22 de Agosto, 11h30, Lua Cheia.

A maioria dos alunos já estavam dando-a como morta, quando a morena com três marcas de tiros no peito abriu os olhos e pigarreou baixo:

— M-Me ajudem… — Suspirou Lucia enquanto, de sua boca, um filete de sangue escorria.

— Como… como ela pode estar viva? — Beatriz questionou surpresa, aproximando-se da moça que logo desmaiou novamente.

Júlia abaixou-se, examinou a vítima por alguns segundos, e logo constatou a presença de fracos batimentos cardíacos.

— É uma milagre! — exclamou Alícia, levantando-se rapidamente e enxugando as lágrimas que chorara. — Vamos levá-la para enfermaria antes que seja tarde!

Os mais fortes dentre os presentes carregaram a moça desacordada até onde ela seria tratada, deixando pelo caminho um rastro de sangue. Os demais alunos também acompanharam, querendo certificar-se de que Lucia seria bem tratada. Ela foi deixada em repouso na enfermaria, e a funcionária que trabalhava no local mencionou que, em todos os seus anos de trabalho tratando ferimentos e doenças, jamais tinha visto alguém sobreviver àquelas condições.

Flávia, que também sofrera um ataque recentemente, já se sentia um pouco melhor, e apesar de ainda estar em recuperação, já se mostrava consciente.

— Lucia é uma garota forte — disse a mesma. — Tenho certeza que ela logo estará se sentindo melhor, assim como eu.

— Ela é muito especial — continuou Giordano, fazendo carinho no rosto da moça. — Tenho certeza que ela ficará bem.

Pedro e Alícia conversavam sobre besteiras num canto da sala, enquanto Pamela, Manoel e Gustavo observavam a cena próximos a porta, de braços cruzados. O grupo não pareciam se importar muito com o bem estar da mesma. Joice e Júlia conversavam com a enfermeira sobre o estado das duas alunas.

— Gente, agora que tudo ficou “mais calmo”, — Manoel fez aspas com as mãos — acho que devíamos pensar em quem fez algo assim com ela. Isso parece obra de humano, algo diferente do que atacou Flávia.

— Às vezes não sei do que tenho mais medo: Humanos ou monstros? — Giordano olhou para baixo e suspirou.

— Pois é. Se eu bem me lembro a professora Júlia chegou dizendo que a Vitória tinha sumido. — Gustavo se pronunciou.

— Você acha que foi ela? — Alícia perguntou.

— Quem mais seria? — Gustavo riu. — Tenho certeza. Ora, ela já estava com a arma antes, e agora vejam o que aconteceu justamente quando ela escapou de sua cela!

Todos deixaram Flávia e Lucia descansando na enfermaria, e, por estarem cansados e com fome, se dirigiram para o refeitório. Os 8 alunos se mantiveram juntos, com medo de serem atacados devido aos acontecimentos recentes da academia.

16h30.

Enquanto almoçavam, os alunos passaram horas no refeitório discutindo entre si sobre os possíveis culpados, hora divergindo e hora concordando. Quando chegaram numa conclusão, decidiram se dividir em três grupos a fim de procurar Vitória.

Manoel, Gustavo e Giordano partiram em direção aos arredores da quadra de esportes, enquanto Pamela, Pedro e Alícia foram vasculhar os dormitórios. Por fim, Beatriz e Fernanda foram procurar na biblioteca e nas salas de aula.

Devido ao risco de Vitória querer se vingar por conta do que acontecera com ela na sala de ferramentas, e pelo fato de ela provavelmente estar com uma arma de fogo em mãos, todos decidiram se preparar previamente antes de iniciar a busca. No primeiro grupo, todos os três muniram-se de facas, espetos e outros aparatos de cozinha, adquiridos após passarem rapidamente pela cozinha do refeitório. O segundo grupo pegou alguns aparatos na sala de ferramentas, e o terceiro levava consigo algumas cordas, tesouras e outros objetos pontiagudos.

17h.

Pedro, Pamela e Alícia, já no dormitório feminino, procuravam cautelosamente.

— Duvido que ela esteja por aqui. — disse Pamela.

— É verdade. Quem se esconderia no próprio quarto? — Alícia questionou.

— Pois é… Se trancar sozinho é tão… chato — Pedro disso ao se sentar perto de Alícia, na cama de Vitória. — Mas fiquei com inveja da cama dela, é bem maior e mais confortável que a minha!

Pamela vasculhava as gavetas à procura de pistas, quando o rapaz passou o braço por traz de Alícia, que ficou vermelha.

— A gente podia até passar o resto da tarde “investigando” essa cama, né Lice? — Sorriu Pedro.

A menina colocou a mão na boca e os dois entreolharam-se com um sorriso de canto.

— Ah, ninguém merece isso — Pamela revirou os olhos, virou as costas e saiu andando, ignorando o casalzinho. — Era melhor tomar um tiro do que ficar de vela.

17h45.

O segundo grupo, Gustavo, Giordano e Manoel, estavam na quadra de esportes. Após procurarem bem pelas arquibancadas e os arredores, eles dirigiram-se para os vestiários e banheiros. No feminino, nada foi encontrado, mas ao abrirem a porta do masculino, uma sombra foi vista nos fundos, atrás de um dos “box” onde os alunos tomavam banho. Ao ouvir o ranger da porta, Vitória saiu do cubículo, tremendo e com um olhar assustado, ainda com as marcas deixadas nela pela tortura dos demais.

— Lucia! Você demor… — começou a dizer ela, em tom de alívio.

— Pare de fingimento! — interrompeu Gustavo. — Sabemos que foi você quem atirou nela!

— Ahn? — a moça estranhou. — Do que você está fal… — Antes que a loira pudesse entender tudo que estava sendo dito, Giordano e Manoel correram até ela e seguraram-na pelos braços, impedindo seus movimentos. — Ei! O que vocês estão fazendo? Eu já não sofri demais não? Me soltem! — Vitória se debatia tentando se livrar.

— Calada, assassina! — gritou Giordano.

— Foi um erro meu pedir desculpas e pensar que você merecia uma segunda chance — disse Gustavo, encarando-a e se aproximando devagar. — Não vou mais deixar ninguém deste colégio correr riscos por culpa sua!

Antes que a moça pudesse argumentar mais, o garoto de cabelos castanhos segurou-a pelo pescoço com força, cortando sua respiração. Gustavo pressionou com rigidez a garganta de Vitória por alguns minutos, enquanto a mesma debatia-se e Manoel e Giordano seguravam seus braços com firmeza.

Tudo que podia se ouvir eram os lamúrios abafados da menina que inutilmente tentava sobreviver. Um ou dois minutos se passaram e logo Giordano e Manoel soltaram seus braços. Vitória veio ao chão já sem vida. Manoel ia dizer algo quando os três ouviram um ranger da porta.

— Gente, eu… — Pamela olhou para o chão e viu o corpo de Vitória. Ignorou e prosseguiu — Eu me perdi dos meus parceiros de grupo. Posso ajudar vocês?

— Claro — disse Manoel, já se abaixando. — Ajude-nos a levar o corpo dessa assassina até o pátio.

18h15. O sol já havia se posto, e os jovens haviam acabado de fazer o transporte do corpo de Vitória para o pátio, quando um alto e agudo uivo foi ouvido por todos.

— Ai, meu deus! — exclamou Pamela, assustada. — É o mesmo som que ouvimos quando a Flávia foi atacada!

Após o alto e monstruoso som, alguns segundos se passaram nos quais os alunos se entreolharam, e de repente dois gritos foram ouvidos simultaneamente. Um de mulher provindo da sala de aula, e um de homem, provindo do dormitório.

O grupo largou o corpo de Vitória ali e todos partiram, juntos, em direção ao grito mais próximo. Na sala de aula, encontraram Beatriz pálida, completamente em pânico, com as costas contra a parede. A alguns metros dela, no outro canto da sala, pedaços do corpo de Fernanda estavam espalhados pelo local. A cena era digna de um filme de terror. Sangue, braços, dedos e outros pedaços estavam brutalmente dispersos pelo chão e cadeiras da sala como pedaços de frango num ensopado.

Manoel entrou no local e puxou Beatriz para fora da sala. Após o choque passar, o novo grupo correu em direção aos dormitórios e lá encontraram Pedro desolado com a parte inferior do corpo de Alícia em mãos. Sua cabeça havia desaparecido.

— E-Eu tinha dito para ela que... ia pegar um CD de uma banda que gosto. — Pedro disse com os olhos arregalados, vazios. — Eu disse para ela esperar aqui, mas… — Dos seus olhos vertiam lágrimas — Eu demorei muito... Eu demorei muito.... e quando eu voltei ela estava… assim.

— Meu… Satã… — Manoel disse após pôr a mão na boca.

— Eu não devia ter deixado-a sozinha por tanto tempo — Pedro chorava baixo.

— Olhem o estado dela! — Pamela exclamou. — Isso não foi coisa de gente!

— Pessoal! — exclamou Giordano. — Acho que devemos ir para a enfermaria, a Lucia e a Flávia podem estar em perigo!

— Vamos logo lá! — disse Gustavo.

Manoel decidiu ficar com Pedro. O rapaz estava tão desolado e chocado que não conseguia mais racionalizar, e Manoel, que também lamentava o acontecido, quis confortar o jovem. Afinal, Alícia também sempre fora gentil com ele.

Chegando na enfermaria, Gustavo, Beatriz, Giordano e Pamela novamente tiveram uma visão inesperada.

— Não tem ninguém aqui! — exclamou Beatriz, ao perceber que ambas as camas onde as garotas eram tratadas estavam vazias.

❖❖❖
Notas de Rodapé

O tópico de discussão está disponível aqui. Nesta rodada, dois julgamentos/votações serão conduzidos.

Boa sorte.

Apreciadores (8)
Comentários (3)
Postado 29/10/16 23:11

Ué, cadê? .-.

Postado 30/10/16 11:08

Num sei! :D

Postado 30/10/16 12:43 Editado 30/10/16 12:44

Apenas três coisas a dizer:

- Parabéns aos autores por estarem honrando o nome da obra com cada vez mais gosto e obrigado por finalmente terem esquecido aquela coisa desgraçada para lá.

- Eu ri feito um demente que sou quando li o estado do corpo de Fernanda e a comparação culinária, até imaginei a iguaria.

- Eu preferia que tivesse morrido eu do que a Srta Alícia... Pobre trevo... Rest in pieces.

Creio que o fim da obra se dê em no máximo dois capítulos. O que não denigre ou mesmo diminui o valor desta inédita iniciativa. Keep going until the very end, dudes...

Atenciosamente,

Um ser que será morto em breve, Diablair.

Postado 30/10/16 13:01

OIE DIABLAIR EU ESCULPI UMA ABÓBORA A MANDEI A FOTO PRA TI NO WHATSAPP PORQUE TU NÃO VÊ? D:

Thank u <3 Ficamos felizes!

Postado 30/10/16 13:26

Que abóbora, Srta Julihpata?

Postado 30/10/16 19:12

Eu comi ela, sorry.

Postado 30/10/16 19:18

Tenho uma dúvida: o corpo da Srta Alícia estava apenas decapitado ou (como eu interpretei), além disso ele estava partido ao meio?

Postado 30/10/16 19:33

Não posso te responder isso, sorry. :c

Postado 30/10/16 20:05

Oxiiiii! Por que não?!

Postado 30/10/16 20:31

Porque posso influenciar na história e/ou comentar algo que estaria sendo revelado nas pistas. Sorry, bro.

Postado 30/10/16 21:31 Editado 30/10/16 21:32

Ok...

Sua ruim. Te odeio.

Postado 30/10/16 22:01

NOUFA

Postado 25/11/16 21:30

que cruel gente...quando menos percebi ja tava morta...caramba ;--; vcs me descreveram obrigada gente linda esse negóci da gente se ver no inferno foi be realistico quanto a vida real ;--; meus parabéns

Postado 25/11/16 21:55

Ahahaah Nesse jogo, ou tu morre, ou tu morre :c

Obrigada <3