Reino Dos Dilacerados
Sana
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 11/11/16 16:15
Editado: 11/11/16 16:21
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 1min
Apreciadores: 5
Comentários: 1
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Usuários que Visualizaram: 7
Palavras: 200
[Texto Divulgado] "Sem história " Esse é um conto bem ao contrário e entendedores entenderão as entrelinhas dele
Livre para todos os públicos
Notas de Cabeçalho

oi quanto tempo

Capítulo Único Reino Dos Dilacerados

Meus calcantes feridos e descalços sangram enquanto persistem em andar sobre os inúmeros cacos do que um dia eu cheguei a ser.

Este é o Reino dos Dilacerados, os fragmentos neste solo infértil são os fiéis súditos e eu sou sua eterna e solitária rainha.

Cada passo que dou é um segundo em que me torturo pensando mais em você. A dor de cada vidro que corta meus pés não é nada comparada a ferida profunda que deixou nessa cavidade que um dia foi meu coração

Com estilhaços nas mãos, observo o reflexo do sofrimento.

Um ser colorido com um vazio preto e branco dentro de si.

Nem mais nem menos; apenas esse nada chamado eu, cantando a mórbida melodia diariamente e lesionando a mim mesma como o pior dos masoquistas.

“Espelho, espelho meu. Espelha, espelha-me.

Se quebre em infinitas partes como quebraram a mim.

Espelho, espelho meu. Espelha, espelha-me.

Mostre-me aquele que em incontáveis pedaços me estilhaçou para não ficar com nenhum deles no fim.”

E como a mais dolorosa automutilação te observo enquanto mais uma parte de mim se despedaça e é lançada ao chão, formando mais um súdito que me idolatra em minha enorme e amargurada solidão.

❖❖❖
Notas de Rodapé

obrigada por lerem

Apreciadores (5)
Comentários (1)
Postado 11/11/16 21:01

E novamente o tão amado amor (bleargh!) mostra o que faz de melhor... Despedaçar âmagos e mutilar pessoas por dentro com requintes de crueldade inerentes a ele e somente a ele....

Um texto pequeno, todavia de mensagem profunda, robusta e recorrente. Achei fenomenal o modo como utilizou as comparações entre as coisas e os sentimentos, foi algo muito sublime, ainda que pesaroso! Simplesmente admirável!

Parabéns por este primoroso trabalho!

Atenciosamente,

Um ser mutilado desde o ventre, Diablair.

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