Cafés, poesia e saudades
Maria Vitoria
Tipo: Lírico
Postado: 22/06/17 12:58
Gênero(s): Poema
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 1min
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Palavras: 191
[Texto Divulgado] "Universo" "Ela é arte, é emoção A poesia em que estou imerso." É a razão pela qual escrevo
Livre para todos os públicos
Notas de Cabeçalho
Capítulo Único Cafés, poesia e saudades

As noites se tornam tão frias quando eu não tenho sua xícara de café ao lado da minha.

Quando as ideias se dissipam e se mesclam com o aroma dos grãos que nos abraçavam enquanto nossos olhos se beijavam por toda uma madrugada.

Sem falar dos corpos, corpos estes que eram puro embolo, cheio de nós e cores, e listras e gostos.

É engraçado como todas as manhãs desde que você se foi jamais amanheceram ensolaradas novamente.

Agora passo meus dias olhando pela janela, escrevendo poemas tristes e imaginando por onde seus pés caminham que não mais é no parapeito de minha alma.

Sei lá, aonde quer que você esteja, você deve estar bem, mesmo longe de mim e de todas as obras de arte que nós criamos juntas.

No fundo da gaveta esquerda ainda há brincos seus, existe uma rosa murcha num vaso seco e um novo pires foi comprado, só para cimentar a saudades de você que eu sinto.

Obrigada pelas inúmeras xícaras de café e das conversas malucas sobre alienígenas e as bizarrices do universo.

Eu e minha loucura sentimos sua falta. Com amor, sua eterna poetisa solitária.

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Postado 27/08/17 20:07

Quero me deitar sobre essas palavras. Quero abraçá-las demoradamente. Quero que elas rondem minha alma e tomem meus pensamentos. Quem não gostaria de ler e reler palavras tão amavéis e bonitas?

É impressionante como em poucos linhas, um sentimento imenso e uma história foi passada ao leitor. É quase mágica a forma que as palavras dançam e nos tomam numa melodia melancolica, porém doce. Eu me engasgaria com essas palavras só para poder apreciá-las novamente e novamente e novamente...

Doloroso demais é amar alguém que parte e leva na mala um pedaço de nós. Enquanto ficamos nos deleitando de forma poética nas lembranças de um passado feliz, pois é apenas isso que podemos fazer: lembrar de como era bom, antes desse alguém partir. Isso é passado a nós de forma tão palpável que chega a ser aconchegante, mesmo que as linhas transmitam uma tristeza que não passará rapidamente.

Moça, se eu pudesse, moraria nessas palavras, pois ela são de uma simplicidade tão imensa que não me cansaria de nenhuma delas, jamais. Parabéns pela obra!

Postado 14/11/17 23:40

Bom, eu trocaria o café por um chá ou um suco. Sou estranha o suficiente para não ter amor por café, mas o que falta em afeição pelos grãos, me sobra para essa obra.

Não sei bem como explicar. É algo que vai te envolvendo aos poucos e quando você percebe já é tarde! Foi totalmente fisgada e não tem escapatória. Vai ver é culpa do café. O cheiro é tão bom que faz você querer ficar e reler.

Meus parabéns!!

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Postado 05/12/17 21:52

Ler sua obra ouvindo Just a Dream do cantor Nelly foi uma excelente/péssima ideia, pois toda a carga emocional que inunda os versos se torna palpável. Eu nunca passei por algo assim, mas consegui vislumbrar o que o texto passa ao leitor. Unindo isso aos relatos de outrem e à imaginação, criou-se uma espécie de mini-movie em minha mente doente.

E ali, testemunhando o que se passou e ainda passava, compreendi o quão melancólica e amarga é este poema . Tal qual uma xícara de café frio e sem açucar algum.

Muito bom trabalho, Srt Vitória!

Atenciosamente,

Um ser que gosta mais ou menos de café e poesia, mas que também nutre sua cota de saudades, Diablair.