Lembranças do ipê roxo
Meiling Yukari
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 31/07/17 23:30
Gênero(s): Drama Reflexivo
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 2min a 3min
Apreciadores: 3
Comentários: 4
Total de Visualizações: 98
Usuários que Visualizaram: 8
Palavras: 440
Livre para todos os públicos
Notas de Cabeçalho

Olá queridos leitores...

Esse texto é um pouquinho velho, mas o sentimento é atemporal...

Capítulo Único Lembranças do ipê roxo

Suzanne sempre fora uma menina frágil, desde pequena muito apegada em quem demonstrasse amor, e a tratasse com carinho. Desse modo Suzanne teve um lindo amor de infância, o seu querido Edgar, com quem passou a dividir a vida desde que tinha 8 anos de idade.

Edgar amou Suzanne com o amor mais puro e sincero que pudesse existir... Era visível em seu olhar! E Suzanne também amou Edgar do fundo de seu coração. Mas algumas vezes Suzanne chegava até mesmo a se esquecer de Edgar, e o deixava de lado, indo fazer outras coisas... Apesar disso, Edgar nunca deixou de amá-la com todas as suas forças...

Edgar se entregou 100% para Suzanne, jamais deixou faltar amor, carinho, proteção... Ele sempre esteve presente, em qualquer que fosse a situação, não se importando com a gravidade da coisa, se importando apenas com o bem de Suzanne.

Suzanne sempre tentou retribuir todo esse amor incondicional, mas às vezes era falha... Afinal os humanos são falhos... Quantas vezes Suzanne se esqueceu da comida de Edgar? Quantas vezes Suzanne se esqueceu das cobertas de Edgar no frio? Quantas e quantas vezes Suzanne foi falha? Muitas. Mas Edgar sempre compreendeu tudo com toda a paciência do mundo...

Edgar sabia que Suzanne se esforçava por ele, então ele também se esforçava por ela! Mas o tempo foi passando, e Suzanne começou a perceber que Edgar estava gradativamente envelhecendo...

Suzanne sofreu muito... Era muito mais difícil do que ela imaginava... Era extremamente doloroso ver a vida se esvaindo aos poucos dos olhinhos outrora felizes, agora tristes, de Edgar... Edgar era um Labrador marrom, grande, saudável. Porém, infelizmente, a vida dos cachorros é muito mais curta que a dos homens...

Dizem que os cães (e os animais em geral...) vivem menos do que nós humanos, pois eles já nascem sabendo amar de uma tal maneira, que demoramos todos os anos de nossa longa vida inteira para aprender a amar...

Edgar dedicou toda a sua vida para ajudar Suzanne da melhor maneira que conseguisse... Durante os doze anos em que viveram juntos, eles foram o melhor amigo um do outro, um amor verdadeiro, sentido pelo coração e pela alma... Suzanne segurou a pata de Edgar até o último instante, e mesmo depois de morto o abraçou com todo carinho, chorando seu sofrimento...

Suzanne realizou uma singela cerimônia para Edgar, e após o improvisado velório, terminou o funeral enterrando-o aos pés de uma linda árvore de ipê roxo... Todo ano, na data de morte de Edgar, Suzanne vai até a árvore e se senta na terra macia... tentando assim sentir uma vez mais a maciez dos pelos marrons de Edgan...

❖❖❖
Notas de Rodapé

Muitíssimo obrigada por ler...

Espero que tenham gostado!! ♡

Apreciadores (3)
Comentários (4)
Comentário Favorito
Postado 06/08/17 16:33

Depois de ver que você leu as minhas histórias (o que eu a propósito deixei de agradecer, no entanto, muito obrigada) eu resolvi ler um pouco sobre as suas e acabei caindo aqui.

Como é que eu vou começar a dizer, eu primeiramente tenho que confessar que deixar derramar uma lágrima [risca]ou duas, ou três, ou o rio Amazonas...[/risca]

Eu adoro dramas, principalmente esses que fazem a gente chorar. Simplesmente tenho um fraco muito grande por animais, o que me fez lembrar sobre os que eu tive, mas de alguma forma, não foi uma memória tão ruim, pois assim como no texto, tiveram vários momentos bons (lá vou eu segurar as lágrimas novamente, me perdoe)

Fiquei no princípio até bastante comovida, por se tratar de uma história mais triste, por outro lado, me emocionei com cada frase da mesma. Espero ler mais textos seus, você é uma autora incrível!

Não sei escrever comentário direito, mas o que eu quis passar mesmo é que eu já amei essa história e não é à toa que está em destaque.

— Flo

Postado 06/08/17 17:02

Senhorita Flo...

A senhorita não sabe o quanto me deixou feliz com esse seu comentário!!!

Sabe, eu adoro assistir animes e doramas com histórias super tristes, daqueles que fazem a gente chorar toda a água do corpo... rsrs

Sobre esse meu texto, eu meio que o escrevi baseado em todos os animaizinhos que eu já tive... e é sempre tão triste... não é? Quando a gente para pra pensar, e acabamos em meio as lembranças das memórias que fizemos junto deles, a vontade de chorar é imensa...

Eu quero ser Veterinária. Eu sinto um amor gigantesco pelos bichinhos, e não suporto ver animais sofrendo...

Nem mesmo se for um ''sofrimento natural'' da velhice... eles não merecem dor e sofrimento...

Enfim, moça Flo... seu comentário foi muito gentil, muito bonito, e muito carinhoso... muitíssimo obrigada por tudo!!!

Um grande abraço! Meiling!

Postado 02/08/17 23:43

A dor da perda, seja ela humana ou animal, nos une... E nos devasta na mesma proporção...

Este texto me trouxe péssimas recordações, mas isso de forma alguma denigre a qualidade do mesmo. Apenas a repetição do nome dos personagens causa certa estranheza, todavia o cerne e a mensagem deste belo e triste conto mais que suprem tal sensação com uma bem maior e melhor: a de uma leitura dotada de sentimentos e pensamentos sinceros, consistentes e realistas.

Muito bom trabalho, Srta Yukari!

Atenciosamente,

Um ser que morre, Diablair.

Postado 03/08/17 15:45 Editado 03/08/17 15:47

Ah Diab...

A perda é sempre tão... horrível.

Mas as vezes é normal, e inevitável, e até mesmo desejavél dependendo do caso... uma pessoa ou um animal de muita idade, que esteja sofrendo... não tem necessidade de ficar aqui só sofrendo cada vez mais... e até mesmo nos sentimos aliviados quando a vida se vai...

Mas por outro lado, quando a perda é repentina, e alguém nos é retirado de súbito, sem avisos... o nosso sofrimento é maior que tudo... e acho que nunca cessa, não importa o tempo que passe...

Perdão por trazer essas recordações para você Diab...

Muito obrigada, do fundo do coração, por ter gostado desse meu texto!

Sobre a repetição de nomes, é porque no inicio eu queria escrever algo quase como comédia, para fazer parecer que Suzanne e Edgar eram ambos humanos (já que Edgar nem parece tanto com nome de cachorro), mas no fim se descobrir que o amor só era verdadeiro porque Edgar era um animal... o único tipo de ser que consegue amar de verdade...

Mas então eu pensei melhor e quis escrever algo mais triste... porque achei que ficaria muito melhor assim...

Enfim, muitíssimo obrigada!!! <3

Um abraço, Meiling!

Postado 03/08/17 11:18

Ai, meu maldito pequeno coração, pequeno ataque...

Adorei essa narrativa, calma e ao mesmo tempo triste. Adorával.

Dá uma vontade de ler mais rápido para ver aonde chega e próximo do final, um desejo, que não acabe aparece HAHAH (ou sou só eu mesmo).

Obrigado por compartilhar essa história tão amável.

<3

Postado 03/08/17 15:50 Editado 03/08/17 15:51

Senhorita!!!! *-----*

Muito obrigada pelo lindo comentário!!! <3

Me sinto extremamente feliz em saber que gostou desse texto! O escrevi realmente com carinho... !

Obrigada mais uma vez, Srta Shizu!!! *-*

Um abraço! Meiling! <3

Postado 08/08/17 15:20

É triste de uma forma que não sei bem como explicar. Gostei bastante!

Postado 09/08/17 17:40

Mocinha trevosa fofolosa!!! *--*

Muito obrigada pelo comentário!!

Fico muito feliz que você tenha gostado... mesmo que de uma forma triste...! Me sinto muito grata por ter conseguido transmitir o sentimento de tristeza...!

Obrigada novamente!! <3

Um abraço, Meiling!