Feita de Pensamentos
Yvi
Tipo: Lírico
Postado: 26/08/17 22:29
Gênero(s): Drama Poema
Avaliação: 10
Tempo de Leitura: 46seg a 1min
Apreciadores: 9
Comentários: 8
Total de Visualizações: 182
Usuários que Visualizaram: 10
Palavras: 123
[Texto Divulgado] "Pele de Sol" Pensamentos sobre uma moça que conquistou meu coraçãozinho em 2016 e logo em seguida, jogou ele morro abaixo.
Não recomendado para menores de dezesseis anos
Notas de Cabeçalho

Não era para ser assim, mas eu decidi só olhar para a tela em branco e deixar meus dedos digitarem livremente... Não modifiquei nada, tá do jeito que foi escrito....

Capítulo Único Feita de Pensamentos

Eu sou feita de pensamentos

Suicidas em sua maioria

Vontades contidas

Ilusões não vividas

Sou um perigo para mim

Travo batalhas sem parar

Corpo vs mente

Fazer vs conter

Sempre evitar lugares altos

Se distanciar de objetos afiados

Ventilador sempre com proteção

Apenas utensílios de plástico por precaução

Evitar eletricidade a todo e qualquer custo

Nunca usar colares e gargantilhas

Olhar duas vezes antes de atravessar

São nas pequenas coisas que devo me concentrar

Peixe sem espinha é a única opção

Fechar sempre as janelas do carro

Não esquecer de travar todas as portas

Nunca entrar em oceanos, piscinas ou banheiras

Mas quer saber um segredo?

Eu sou apenas um impulso

Uma ilusão falecida

Arremessada ao primeiro pensamento

Sem tempo para qualquer impedimento

❖❖❖
Apreciadores (9)
Comentários (8)
Postado 26/08/17 23:23

Pensamentos suicidas? Pensamentos homicidas combina mais..... né?

Anyway, bem escrito, as always :*

Postado 27/08/17 00:06

kkkkkkkkkkk Sei de nada.

Postado 27/08/17 18:54

Nunca sabe, minha anjinha, nunca sabe.....

Postado 27/08/17 20:38

Eu amei este poema e, ao mesmo tempo, me identifiquei bastante. É complicado lutar as cegas contra algo que reside em nós sem permissão. A vontade crescente, o impulso constante e a quase entrega é torturante. Parece que o mesmo sentimento que nos toma, é o primeiro a nos abandonar no ato. Depois que o impulso desaparece e tudo o que nos resta é o sentimento de frustação, o vazio volta e a dor recomeça do zero.

Não tenho muito a dizer e sinto muito por isso, Flávia das Facas, a obra realmente merece algo melhor que este comentário. Porém lhe parabenizo por mostrar uma situação tão intensa através destes versos!

Postado 28/08/17 00:34

O comentário é maravilhoso, Brina! Muito obrigada! <3

Postado 27/08/17 23:05

Eu tenho que esse poema, em especial, tem uma ligação direta com "Lembrete", pelo simples fato de um completar o outro. No caso, este seria o ínicio, a explicação de uma mente, enquanto o outro poema seria uma tentativa, similar a voz da razão. E não é isso da qual somos constituídos abstratamente? Toda, e qualquer ação, é resultado de um pensamento. Logo, somos de fato feitos de pensamentos.

E no caso do nosso eu-lírico, pensamentos suicidas. É um almejo pela dor, pelo esquecimento, pela simples vontade de acabar com a existência; talvez não de maneira consciente, mas aquela voz no fundo que deixa-nos no piloto automático, onde é aí que mora o perigo. Muitas vezes não há o pensamento na consequência, no que uma queda resulta, o que um corte mal pensado faz... O que uma vontade não contida inadvertida não gera.

É uma batalha árdua entre mente e corpo, como já citado; o espiritual e o físico. E quem ganha? Não sabemos, dependerá das circunstâncias. Nada é favorável para sempre. Tudo mundo, inclusive as atitudes.

Belo poema, Gema! ♡

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Postado 28/08/17 00:35

Uma ligação muito mais que direta.

Pami, você é a melhor quando o asusnto é captar/passar a mensagem.

Muito obrigada! <3

Postado 27/08/17 23:32 Editado 31/08/17 00:11

Ah, o anseio da aniquilação voluntária... Ele permeia o cerne feito um verme dentro do cérebro, rastejando pela alma enquanto incita o seu usuário a dar o próximo... O último passo.

Só deixo uma pergunta: Quem nunca?

Belíssima e inspiradora (e inspirada!) obra! Parabéns, Srta Flávia!

Atenciosamente,

Um ser que vive pensando, Diablair.

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Postado 28/08/17 00:36

É uma ótima pergunta.

Obrigada!

Postado 28/08/17 10:00

Estou paralisada. Me fez lembrar de um trecho de uma música da Pitty.

"E quando o caos chegar, nenhum muro vai te guardar de você".

Somos nosso próprio perigo, somos nossa guerra e o nosso pacificador, vivemos para nos conter, para não sentir tudo intensamente. Remédio para cabeça, remédio pra gripe, remédio para dormir, remédio para se sentir seguro... Nos limitamos, temos medo do que talvez possamos fazer a nós mesmos.

Nós deslizamos entre nossos próprios dedos, e ao mesmo tempo que essa ideia me assombra, me pacifica. Temos o poder para amarrar nossos pulsos e nos escravizar, mas são nossas próprias mãos que podem desatar os nós, da mesma forma.

Excepcional. Intenso. Triste. Uma obra digna, uma obra magnifíca... Posso dizer que sinto muito por estes fatos e que os conheço bem, aos poucos esses pensamentos pararam de defecar na minha mente, espero que eles saiam da sua também.

(Não sei se esse texto diz a seu respeito, ou foi inspirado em outras pessoas, mas...)

Quero te abraçar. Que poema verdadeiro e voraz. Devorou minha pele e a de todos aqui.

Você é ótima, sempre!

Postado 28/08/17 13:30

Digamos que é inspirada no mundo... É como o Diablair falou: Quem nunca?

Me abrace! *3*

Obrigada! <3

Postado 29/08/17 19:38

Esse texto foi assustador...

E triste...

Sabe, é exatamente como o Diab falou: "quem nunca?"

E é por isso que é tão horrível...

É horrível pensar que, mesmo se concentrando muito nas pequenas coisas, as brechas para a desgraça podem aparecer e engolir a pessoa...

Enfim, sobre o poema em si, a construção foi maravilhosa, toda a oposição, todos os sentimentos, todas as pequenas coisas... Tudo...

Parabéns Flávia por ter escrito um poema tão incrível sobre esse assunto!

Um abraço, Meiling!

P.S for Diablair #ad01-35

Postado 29/08/17 21:41

Muiro obrigada! <3

Postado 08/09/17 12:45

O título fez-me pensar que a obra falaria de vários pensamentos do eu-lírico, como pensamentos sobre amor, arrependimento, tristezas..., porém a primeira estrofe desfez totalmente a idéia inicial.

Jogando-me dee cara no chão de vidro, caramba... Minha imaginação fez-me imaginar todos os possíveis riscos que ela mesma poderia proporssionar a si mesma.

Contudo, mesmo o texto tratando de um assunto delicado como a depressão e o suicídio, não posso deixar de dizer que para mim foi muito divertido lê-lo. As rimas mesmo simples dão um ritmo para o poema, deve ter sido isso que gostei tanto.

Por fim, obrigado por compartilhar sua obra.

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<3

Postado 08/09/17 13:24 Editado 08/09/17 13:25

Muito obrigada!

Postado 15/11/17 15:13

Como disse o Diab: "Quem nunca"? Que fique só nos pensamentos...

Postado 15/11/17 20:46

Pois é. Obrigada!