Maremotos (Terminado)
Alien
Usuários Acompanhando
Tipo: Romance ou Novela
Postado: 13/09/17 16:27
Editado: 13/09/17 18:54
Qtd. de Capítulos: 17
Cap. Postado: 13/09/17 18:51
Avaliação: 9.76
Tempo de Leitura: 3min a 4min
Apreciadores: 3
Comentários: 3
Total de Visualizações: 59
Usuários que Visualizaram: 4
Palavras: 521
[Texto Divulgado] "Arco e flecha" Se por um acaso você caiu aqui de paraquedas, saia enquanto é tempo. Não estou de brincadeira e nem quero ver crianças chorando e fracos se chocando com o que vou contar. Essa é minha história, e sim eu sou aquele que assustou e ainda vai assustar a todos vocês.
Não recomendado para menores de catorze anos
Maremotos
Capítulo 15 Capítulo 15

Eu resmungava enquanto minha mãe apoiava minha perna quebrada sobre uma almofada, ligando a televisão num canal de desenhos animados. Talita ria discretamente da minha cara feia, folheando uma revista sobre receitas de liquidificador. A minha vontade era de jogar nela o sanduíche que eu segurava, intacto no meu prato. Não havia nada de divertido em ser obrigado a ficar imóvel e ter que comer pão com uma pasta gosmenta não identificada no meio. A minha irmã era horrível tentando preparar qualquer coisa comestível.

Mas no momento eu apenas era um bibelô gigante na sala de estar.

“Assim tá confortável, Thiago?” minha mãe perguntou após terminar de arrumar tudo pra mim. “Tá” respondi mexendo a cabeça de modo que conseguisse ver o Bob esponja com a mulher parada na frente. Ela só balançou a cabeça indignada e seguiu de volta a cozinha.

Tomei coragem e mordi o pão com o recheio misterioso: não era identificável, mas até que era gostoso. Comi o lanche e meu estômago pesava como se tivesse comido uns três, pus a mão na barriga fazendo uma careta e xingando quem quer que fosse que resolvera tocar a campainha. Talita praticamente pulou do sofá abrindo a porta e abraçando a garota que estava parada no lado de fora.

As duas então vieram entrando, quem visitava minha irmã era uma garota baixa, de cabelos e olhos castanhos que eu me lembrava vagamente de muito tempo atrás. “E esse é o meu maninho, não sei se tu lembra dele! Agora está estudando direito e todo quebrado ai no sofá.” a outra menina me olhava sorridente “Ah nossa, sim, lembro! Cresceu bastante desde a última vez que eu te vi, hein Thiago! Só continua com a mesma cara de criança!” era só o que me faltava… “Não sou criança…” respondi e as duas apenas começaram a debochar, indo para o quarto fazer sei lá o quê de mulheres. Todo mundo já sabia o que tinha acontecido comigo, quase uma semana depois.

Não sei como diabos, mas eu me safara de qualquer punição real referente ao acidente. Os exames apontavam a existência de bebida alcoólica no meu organismo, mas foi comprovado que o carro que batera de frente ao que estávamos, estava vindo na contramão. Nele, havia somente o motorista e uma mulher, ambos apenas com ferimentos leves. A verdade era que o único com algum ferimento grave era eu, como uma punição a falta de atenção a pista. Ok, a culpa não fora minha, os outros sempre me diziam. “A bebida nesse caso não teve nada a ver”.

Mas a memória da voz falando comigo momentos antes do ocorrido ainda era vívida na minha cabeça… “você não gosta mais de mim...você me esqueceu, Thiago…” e eu tinha pesadelos com ela. Além do mais, o remorso corroía os meus momentos de alegria nos últimos dias. Porque de alguma maneira eu poderia ter evitado a batida. E poxa, quase matei todo mundo! Seriam várias famílias chorando, todos os conhecidos comovidos.

Minha visão já ia ficando embaçada e as mãos que seguravam o prato, frouxas. Dessa vez, a minha demência tinha ido longe demais.

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Postado 14/09/17 23:43

Como eu disse, alguém queria o Thi do outro lado. Acho que até gravaram o nome dele na portinha vermelha, mas acabou não dando certo.... Talvez um anjo da guarda? (Agora eu viajei além dos limites. Sorry).

Pensei no Thi como uma boneca viva. Embora triste (para ele), deve ser divertido ter alguém que não pode se movimentar muito sob seus cuidados. Acho que eu acabaria me divertindo um pouco. (ou muito!)

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Postado 17/11/17 14:11

Bem, por que não?! Vai saber hahaha.

Somos duas kkkkkkk

Postado 30/11/17 17:09

Quem não tem aquele familiar viciado em receitas como a Talita, que atire a primeira pedra. Aqui em casa é super normal comermos coisas não identificadas nas comidas. Mas acho que se pratos forem lançados, minha mãe é capaz de fazer as cabeças voarem.

Remorço, comidas não identificadas e namoradas mortas que causam acidentes, são a combinação mais bizarra. Eu tô rindo, mas é de nervoso mesmo.

Parabéns pelo capítulo!

Postado 03/12/17 15:19

Aqui em casa é eu. Sério, pizza de chocolate com maionese não fica ruim.

ashuasuhsa espero que não tenha ficada tão louco quanto eu tô achando agora D:

Obrigada!

Postado 03/12/17 20:07

Pizza de chocolate com maionese? MEU DEUS, QUE COMBINAÇÃO MAIS PECULIAR! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Olha, ficou louco num sentido mais que bom, pois fugiu completamente do clichê que vaga por histórias deste gênero!

Postado 05/12/17 20:33

O cara é tão insano que ele idealiza doença ciumenta até no espírito da menina morta socorrooooo!

Alguém abraça ele, dá uns beijos e depois leva pra uma internação psicológica?

Às vezes é super necessário, né meninas?