Eu, assim como Ted Mosby
Matan
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 17/12/17 11:05
Editado: 18/12/17 11:44
Gênero(s): Drama
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 4min a 6min
Apreciadores: 3
Comentários: 2
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Palavras: 722
[Texto Divulgado] "A noiva" Com uma taça em mãos e olhar voraz, se flagrava confortável por não ter alguém ao seu lado prometendo o que não é capaz de cumprir. Observava a concentração do pianista, as velas agora já derretidas na bancada e o sorriso que iluminava o belo rosto da noiva.
Livre para todos os públicos
Notas de Cabeçalho

Não leia, é apenas um desabafo.

Capítulo Único Eu, assim como Ted Mosby

Segunda-feira: Acordo, preparo o café, ligo meu computador, e passeio pelas fotos de todas a garotas que me deixam sem ar, mostrando como foi o fim de semana delas, e como elas estão felizes. Escolho uma delas e mando mensagem, depois de algumas horas conversando, marcamos de sair ainda no mesmo dia, afinal é férias e eu preciso registrar isso.

Chegando no local, e depois de alguns longos minutos esperando, recebo a mensagem que surgiu um outro compromisso: tudo bem, acontece, nem todo mundo é um desocupado igual a mim. Compro alguma coisa pra beber, volto pra casa, algumas horinhas de jogos, e cama.

Terça-feira: Segundo dia da semana, mesmo ritual de acordar, vejamos quem está sem compromissos hoje, uma amiga minha, linda, olhos e cabelos castanhos, um sorriso celestial, marcamos de nos ver ainda na mesma tarde.

Um ótimo encontro, com longas conversas, várias risadas, algumas pausas de reflexão, tudo perfeito, exceto por minha coragem, aos 45 do segundo tempo, ela na frente de casa, um minuto infinito parados, conversando sobre as estrelas, eu a cutuco no abdómem (ela sente muitas cócegas), ela me beija o rosto, diz tchau, e entra. Em casa eu olho no espelho e me anuncio: "Senhoras e senhores, com vocês, o Super Corta Clima!", hora de dormir, pra não perder nada no jogo também, chega de decepções.

Quarta-feira: Acho que vou limpar a casa e correr, dito e feito, depois disso, meu adorável café, algumas horas de jogatina, quando uma terceira amiga me pergunta se podemos caminhar à noite, eu aceito, não tenho nada pra fazer mesmo.

Ela estava triste com os problemas de casa, e queria extravazar um pouco. Foi um dia legal, algumas horas de caminhada, sempre conversando, espero que ela supere seus problemas.

A deixei em casa, e fui pra minha, um banho, escovar os dentes, olhar no espelho Por que você ainda tenta?, e cama.

Quinta-feira: Algo estava me dizendo que eu deveria dar uma caminhada, que fiz logo depois do almoço, pelo centro da cidade, acabei de encontrar uma garota que conheci pelo face, a gente conversou bastante, e marcamos de ir no cinema, dessa vez vai dar certo.

Chegando no local do cinema, eu a vejo de longe, pelo menos não me deu bolo. O filme tava muito massa, voltando e conversando sobre o filme, decido levar ela em casa ao invés de só dar tchau. Noite fria, ambos começamos a tossir incontrolavelmente, eu não acredito que isso não vai acontecer, ela me da um beijo no rosto, depois, quando chego em casa, ela diz que só não ganhei um beijo por causa da tosse O QUE EU FIZ PRA MERECER ISSO?

Sexta-feira: Hoje eu vou viver pra mim, meus jogos, minhas séries, meus filmes, o dia todo, e mesmo assim, mesmo com depois dessa semana, tem outra que não sai da minha cabeça, eu não sei o motivo, só sei que não sai. O dia inteiro, músicas, jogos, filmes, séries, e eu só conseguia imaginar como seria se ela estivesse ali do meu lado, rindo, chorando, brincando, me olhando, estando comigo. Talvez o dia mais sofrido.

Sábado: Reunião de família, uma tarde agradável e prazerosa, um ótimo dia de paz e sossego, a mente parte aqui, parte nela, acho que esse dia conseguiu me afastar das minhas preocupações, depois que todos foram embora, eu estava tranquilo e bem, a mente extasiada e limpa, a noite voou e as horas passaram rápidamente, caí na cama como se fosse um dia exaustivo.

Domingo: Faz uma semana que não a vejo, o pesar praticamente me acorda quando lembro disso, quase que como um soco, eu acordo num espanto, depois me deito novamente, algumas horas pensando em como eu poderia vê-la, em como seria bom se ela estivesse aqui, de repente, é hora do almoço.

Depois, tinha marcado com amigos, maratona de alguma série qualquer, no começo da tarde estavamos lá, conversando, eu contando como foi minha semana, e como eu não gosto de me sentir incapaz, cometendo os erros que cometi ao longo da semana, também contando como eu queria que ela estivesse lá, e como eu acho incrível minha capacidade de mesmo não confiando nas pessoas, eu consigo colocar tanto de mim em alguém, mesmo sem resposta.

Segunda: Acordo, preparo o café, ligo meu computador, e a semana começa outra vez...

❖❖❖
Notas de Rodapé

Uma ilustração do que vejo no espelho, frente as coisas que já me aconteceram, inúmeras vezes.

"Why does he keep doing this? He meet someone, he like some way to much, he goes a way to big, to soon" - Marshall Eriksen

Apreciadores (3)
Comentários (2)
Postado 03/01/18 01:00 Editado 03/01/18 01:02

Realmente, o título faz jus ao conteúdo da obra. Os dias da semana e os encontros/desencontros, me fizeram recordar das inúmeras experiências do Ted até chegar ele encontrar a Tracy e, só depois dela partir, ele ainda amar a Robin (eu ainda não superei o final da série). É engraçado como uma pessoa pode permanecer em nosso coração, mesmo após tantas outras morarem nele.

Parabéns pela obra ❤

Postado 05/01/18 01:12

Muito obrigado ❤, só aplicar a lei de Murphy e pensar no que pode ser ainda pior. Eu também não superei o final da série, e sou um apaixonado pela Tracy desde a primeira vez que vi ela.

Postado 06/10/18 10:03

Um texto muito interessante. Estes encontros e desencontros, a rotina do personagem, tudo ilustra muito bem como é a sensação de amar alguém e nao a termos por perto.

Parabéns