Proibido
Nazarick
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 09/03/18 19:47
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 8min a 11min
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Palavras: 1437
[Texto Divulgado] "A noiva" Com uma taça em mãos e olhar voraz, se flagrava confortável por não ter alguém ao seu lado prometendo o que não é capaz de cumprir. Observava a concentração do pianista, as velas agora já derretidas na bancada e o sorriso que iluminava o belo rosto da noiva.
Não recomendado para menores de dezoito anos
Notas de Cabeçalho

Por enquanto irei deixar sem uma capa, mas logo irei providenciar uma.

Enjoy!

Capítulo Único Proibido

A brisa ligeiramente morna, fazia a longa e pesada cortina balançar em movimentos lentos e suaves. O silêncio aterrador e misterioso, era quase como uma presença que preenchia o quarto iluminado por pequenos filetes de luz acinzentada, oferecidos pela lua em sua luta para transpassar o espesso tecido.

Para a mulher deitada confortavelmente sobre a cama, não passava de uma noite como as outras, onde depois de fazer o serviço sujo para o rei de Hashwalth, ela se deliciava aproveitado os finos lençóis que agora se permitia deleitar.

Embora estivesse cansada, sua mente não permitia que descansasse. As lembranças de um passado não tão distante, tirava-lhe o sono. As incertezas, preocupações, Cristhian. No entanto, em meio a todo o caos, lá estavam os olhos dele, aqueles olhos quentes de um bronze profundo e brilhante. Os lábios convidativos, os cabelos castanhos cacheados, seu tronco e porte viril. E como se não bastasse a figura masculina invadir seu subconsciente, a voz sedosa e imparcial se fez presente, era como se estivesse ali, naquele exato momento.

— Yeva? — Ergueu-se em um sobressalto fazendo cair os livros que costumeiramente a rodeavam, quebrando finalmente o silêncio.

Não eram meros pensamentos, não era sua imaginação, não como das outras vezes. Não como as vezes em que se pegou imersa em pensamentos obscenos os quais guardavam nas profundezas esquecidas de sua alma. Não era um sonho no qual via o capitão da guarda invadir seu quarto e lá fazer coisas que até os céus duvidam.

— Alex! O que está fazendo aqui? — perguntou afoita, agradecendo mentalmente por não ter começado a fazer o que involuntariamente suas vontades a obrigavam, todas as vezes que se via pensando no moreno.

— Não consigo dormir, a noite está muito silenciosa — respondeu causalmente.

Por que não estava surpresa? Tal como um gato, assim era o capitão desconfiado.

— E o que te faz pensar que pode invadir meu quarto na calada da noite só por estar sem sono? — por que diabos proferira aquilo?

Alex franziu o cenho, era a primeira vez que era questionado por Yeva sobre ir até seus aposentos durante a noite. Se esquecera de quantas vezes passaram horas e horas observando o crepitar da madeira enquanto queimava na lareira, em meio a conversas aleatórias e sem nexo, até mais sérias os quais a assassina se esgueirava perfeitamente.

— Você foi a única pessoa que me veio à mente, não se importe comigo, apenas durma — respondeu dando as costas indo até o outro lado do extenso aposento. Era aonde costumavam conversar e onde Yeva fazia suas refeições. O ambiente cinza agora tomou uma tonalidade amarelada quando a lareira foi acesa.

Ela apertou as mãos com força. Talvez ele não soubesse que depois de se tornar a assassina do reino, desde o olhar temeroso de Alex por sua vida, desde suas palavras repletas de preocupação, ela não o enxergava mais da mesma forma. Ele não era mais apenas o capitão ranzinza o qual ela contorcia o rosto todas as vezes que a acordava antes dos primeiros raios de sol. Era mais que isso, era um desejo que ardia, como se o inferno estivesse instaurado em sua cabeça e um pouco mais embaixo.

A boca secou a impedindo de lubrificar a garganta. Pigarrou estranhamente nervosa enquanto caminhava a passos sorrateiros até onde o capitão estava. E como esperado, ele observava o fogo que consumia os pedaços de madeira lentamente. Yeva se permitiu desfrutar da visão que tinha das costas largas cobertas pelo fino tecido de sua camisa de linho, embora larga e não destacando as curvas do homem, ela sabia que por baixo daquilo haviam músculos definidos os quais por diversas vezes sentia quando ele a abraçava.

A assassina balançou a cabeça com força, varrendo os pensamentos pecaminosos de sua mente. Resistiria — ela sempre resistia.

— Você não se cansa de me incomodar? — atacou quando se sentou mantendo uma distância segura, não se mantendo segura dele, mas o mantendo seguro de si mesma.

O capitão deixou escapar um riso nasal.

— E você não cansa de me atacar com suas palavras? Sabe que não levo em conta nenhuma delas — retrucou. Alex sabia muito bem como irritar a mulher. Para ele, apenas poucas palavras era o suficiente. Para ela, o desejo de tomar-lhe a boca para talvez saciar o desejo que a consumia, era o que mais a irritava. Querer não era poder, não é mesmo?

Mas talvez essa frase não servisse para Yeva Branca. Ela queria sair da vida de miséria que a açoitava diariamente, queria vencer o campeonato do rei, não para tornar-se sua campeã, mas para se livrar aquele inferno onde outrora se encontrava. E teve êxito, então por que sentia como se não pudesse conseguir o que queria quando estava na presença do capitão?

Com a mente nublada por perguntas sem respostas, em um ato repentino de insanidade e desespero, Yeva se vê como um felino que encurrala sua presa sem pensar na possibilidade de largá-la. As coxas grossas presenteadas por cicatrizes — lembranças das muitas lutas que travou — se abriram sobre o colo daquele que foi pego desprevenido. Os olhos cor de bronze outrora estreitados pelo sono que se aproximava, se arregalaram em surpresa quando se viu enquadrado.

— O que pensa que está fazendo? — questionou, porém seu tom de voz não era de quem estava disposto a impedir as atitudes que se sucederiam ao ato.

— Não fala nada — sussurrou. O hálito quente acariciando a pele morena de sua vítima.

Sem pensar nas consequências, tal como uma corça sedenta por água fresca, Yeva toma os lábios do homem em um beijo urgente e selvagem que fora correspondido à altura. Não era como se apenas ela estivesse guardando todo aquele desejo dentro de si. O corpo de Alex o denunciava. Os músculos tensionados, as mãos rudes que acariciava as costas da assassina em apertos e arranhões perfeitamente sincronizados. Ele também a desejava, agora tinha certeza. E essa certeza foi o gatilho disparado, fora a fagulha em capim seco.

A respiração descompensada e o coração tentando arrombar o peito. Ela queria mais, mais do que um beijo desesperado, mais do que apertos e arranhões. Como uma bárbara, fizera o favor de transformar em trapos a camisa que outrora cobria o corpo do capitão. A resposta foi um sorriso torto deixando os alinhados dentes brancos visíveis. Como poderia atraí-la até com um simples sorriso? Talvez nunca entenderia, afinal de contas, Alex Strauss era um verdadeiro enigma.

— O que você fez comigo Alex? — a pergunta saiu misturada aos gemidos que se aproximavam de rosnados.

Os dedos calejados porém femininos, se perderam em meio aos fios castanhos os puxando com agressividade, ao passo em que as mãos que denotavam virilidade foram preenchidas quando, de forma ousada desceu até o quadril de Yeva, ditando movimentos lentos e sensuais. Os lábios roçavam nos mamilos que pontudos se tornavam visíveis através da camisola de tecido fresco. Ele sentia como se estivesse em queda livre, ou afundado em um mar calmo e morno que era seguido por uma tempestade feroz: Yeva.

Não conseguia mais aguentar, não por muito tempo. Em um movimento bruto as posições se inverteram. A assassina respondeu com uma careta, a ideia de submissão nunca fora bem recebida pela campeã de Hashwalth, no entanto, quando as carícias se iniciaram desde o pescoço até o vale entre suas pernas, ela se viu completamente à mercê daquele homem. Um meio sorriso enfeitou os lábios de Alex quando este por sua vez, notou o retesar do corpo da mulher ao simples toque de sua boca em sua virilha. O capitão sabia como provocar, às vezes insinuava que iria além, mas no mesmo instante recuava, em uma dança de sedução e tortura.

Uma onda de excitação percorreu seu corpo quando o cheiro almiscarado que irradiava do sexo invadiu suas narinas. Ela era deliciosa e tentadora demais para que perdesse tempo. Quando finalmente cessou os joguinhos, a língua ávida saboreou o gosto e se deliciou com a textura macia da carne sensível. Os gemidos baixos, se tornaram rosnados de prazer. Música para seus ouvidos, era assim que descrevia os sons emitidos pela mulher.

Ele subiu novamente fazendo uma trilha até os seios desnudos. As costas arqueadas da loira oferecia-os para que mais uma vez o capitão se deleitasse. A excitação somada ao desejo de possuí-la, de sentir-se por completo em seu interior, impulsionaram os movimentos seguintes.

Os corpos se chocavam eu um ritmo compassado, a respiração intercortada, o arfar quente no pescoço onde mordidas eram depositadas. A indelicadeza com que ele explorava seu interior, os puxões nos cabelos. Cada reação gerava uma reação de mesma intensidade. Dois selvagens saciando o desejo há tempos reprimido.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Espero que tenham gostado!

Até a próxima!

Apreciadores (2)
Comentários (3)
Comentário Favorito
Postado 19/03/18 13:48

"Os corpos se chocavam eu um ritmo compassado, a respiração intercortada, o arfar..." - Esta citação sua, me definiu durante toda a leitura, o ritmo, o choque, o suspense, tudo muito animalesco, tudo muito...Nu.

Parabéns pela sua obra! Amei!

Postado 21/03/18 14:30

Aah eu fico feliz que você tenha gostado! Muito obrigada pelo comentário <3

Postado 19/06/18 23:07

Ai, ai, ai... No clímax a história acaba. Podia ter explorado mais! Bah, fiquei com a sensação que de quero mais, hehehe.

Então, quando comecei a ler o primeiro parágrafo, fiz uma cara feia. Não porque a história parecia chata, longe disso, mas porque o substantivo tava sendo separado do verbo por vírgula. Eu sou muito chato com isso e pensei que ia encontrar esse erro por todo o texto.

Mas decidi continuar e felizmente o fiz. Uma porque o erro parou de se repetir, hehehe, e outra, a mais importante, é que fazia tempo que não lia um texto de sexo tão bem escrito.

A delicadeza dos detalhes e das palavras contrataram muito bem com a vontade selvagem dos personagens de transar. Sem palavras de baixo calão, uma cena picante foi descrita. Isso é muito legal.

E que fogo o da Yeva, hehehe. Ela tava que não se segurava. E o capitão também não conseguiu disfarçar muito bem que estava em chamas. Que bom que deixaram as frescuras de lado e foram pro sexo.

Enfim, belo texto! Parabéns e muito obrigado!

Postado 08/10/18 08:10

Bem bem, creio que não há muito a se dizer. É uma obra muito bem escrita, rica em detalhes e que realmente transmite oque é seu objetivo transmitir