Coração de cerâmica
Seriouspotato
Tipo: Lírico
Postado: 07/05/18 08:38
Editado: 07/05/18 08:39
Gênero(s): Poema
Avaliação: 9.4
Tempo de Leitura: 28seg a 38seg
Apreciadores: 6
Comentários: 3
Total de Visualizações: 220
Usuários que Visualizaram: 8
Palavras: 76
[Texto Divulgado] "Descartável" Sabe, eu costumo fazer uso da escrita para desabafar, às vezes da fala também (mas não se pode falar por aqui). A questão deste poema é justamente esta: por que diabos você nem ao menos me escreveu adeus? Foi um descarte, como se o ser humano fosse descartável. Talvez aqui fique, já, uma ressalva: Não confunda às coisas, você não pode comprar tudo. E mais uma lembrança: O ser humano sente! (Parece óbvio, não?) Mas, acredite, há pessoas que parecem ter dificuldades de compreender isso. Boa leitura :*
Não recomendado para menores de doze anos
Capítulo Único Coração de cerâmica

Houve um dia

que eu era barro mole

Moldavel para quem eu quisesse ser

Mas a dor endureceu-me

tornou-me cerâmica

Pintei-me com as mais belas cores

Os mais lindos desenhos

E me convenci que estava bem assim

Mas um dia olhei no espelho

vi as rachaduras que a dor morna me deixou

em um ponto de tinta descascada

quando peguei o pincel para repinta-la

Foi quando tudo espatifou

E até hoje estou tentando encontrar os pedaços

❖❖❖
Apreciadores (6)
Comentários (3)
Postado 16/06/18 17:19

E atire a primeira pedra quem nunca se sentiu assim...

Este é um belo exemplo de uma obra extremamente singela, bem escrita e intensa ao mesmo tempo!

Parabéns por colocá-la aqui! Ficou esplêndida. Certeira.

Postado 21/06/18 13:58

Essas palavras descrevem a tantos! Cada expressão define bem a essência humana de sempre estar em pedaços.

Parabéns! Obrigada por essa obra genial ♥

Postado 22/06/18 21:26

...

Provavelmente o próprio planeta tenha se transformado em um recipiente quebrado contendo os fragmentos de uma Humanidade despedaçada por si mesma em sua longa e inexorávem Queda, afinal.

Satã, que interpretação/reflexão mais miserável fiz de tão cálidas estrofes compostas pela senhorita. Perdoe-me e parabéns pela obra de teor tétrico e, ainda assim, intimista de praticamente quaisquer leitores (creio ser bem raro alguém nunca ter se sentido assim).

Mesmo que talvez seja tarde demais, desejo-lhe as boas-vindas a este antro maldito, Srta Potato!

Atenciosamente,

Um ser esfacelado além do reparo, Diablair.