O que surge do vazio... (Terminado)
6 de Janeiro Co-Autores Nunca Mais
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 16/06/18 16:57
Editado: 24/06/18 18:28
Qtd. de Capítulos: 5
Cap. Postado: 22/06/18 21:46
Cap. Editado: 22/06/18 21:48
Avaliação: 9.63
Tempo de Leitura: 4min a 6min
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Palavras: 773
[Texto Divulgado] "O olhar de Jurema" Jurema, uma brasileira comum, tem seu dia a dia e sua reflexão sobre sua vida narrada neste conto, que visa mostrar uma breve descrição do brasileiro em geral.
Não recomendado para menores de doze anos
O que surge do vazio...
Notas de Cabeçalho

Congelem-se.

Capítulo 4 A metamorfose

Realmente tudo havia mudado, logo se pôde perceber da forma mais ardente possível.

Grãos cortantes e quentes pouco a pouco começaram a acariciar as testas de Huldras, humanos e animais.

Ulrikke num salto decolou deixando uma cratera no prado e aterrissou nas nuvens.

Aliviada. A salvo.

Um longo silêncio áspero percorreu a Huldra.

Como tudo mudara tão repentinamente?

Havia sido apenas mais um dia comum... Ela acordou, andou pelo Huldrenfolk, comeu algumas raízes e ervas, observou as crianças Huldren infiltradas nos vilarejos, fez as abelhas despertarem para um novo dia - escolheu não atrair nenhum humano, queria paz... -, então ensinou jovens Huldras a mergulharem no mais profundo do oceano até se tornarem parte dele, até que... Avistou Silja, mais uma vez falhando em tudo, não era novidade...

Acontecia todos os dias... E lá se foi ela, tentar iluminar aquela cabeça-oca...

O que ela fez de errado?

Ulrikke tremia em cima das nuvens, seus joelhos estavam mais frios do que o normal, pareciam que iam despedaçar, ela estava alto o suficiente para fingir que não via nada.

No entanto, lá embaixo, os grãos cortantes surgiam cada vez mais. Pingando aqui e ali, derrubando pequenas plantas... Até começarem a se empilhar.

Em poucas horas, a maioria dos humanos das redondezas faleceram de uma morte horrivelmente dolorosa, e, todo o Huldrenfolk, sem saberem ao certo, se moveram por instinto para dentro de todas as pedras e adormeceram lá por muito e muito tempo.

A atmosfera começou a mudar encapeladamente; o solo tremeu e rachou, conforme os grãos cortantes foram se amontoando, as árvores secaram, se partiram e viraram pó, assim como todo tipo de vegetação, assim como todo e qualquer animal, da mesma forma, todo ser carnal-não-divino.

Aquele pequeno pedaço do mundo se tornou cinza.

Mas... O que gerou isso tudo?

Encrustada ao solo perpétuo, no meio de toda aquela areia mortífera, estava ela... Silja.

Seu corpo antes horrendo, foi se tornando cada vez mais belo, os cabelos ardiam, os olhos pingavam vapor sangrento, os lábios vermelhos e grossos, derramavam sua saliva docemente mórbida no corpo cálido da Huldra em metamorfose.

As pedras que aconchegavam o Huldrenfolk suspiravam extasiadas:

"Halja! Halja! A deusa da morte reencarnou!"

As chamas no alto de sua cabeça pálida e quente, flutuavam com o ar que parecia estar tímido ao se deparar com ela, que foi ficando cada vez mais flamejante.

Mais quente.

Mais viva.

Mais forte.

Mais poderosa...

Suave e silenciosa como a morte.

Certeira como o fim de tudo que existe e existiu e existirá um dia.

O corpo de Halja de tão quente foi se solidificando... E solidificando...

O solo arenoso começou a rachar abaixo de sua fervura divina.

Cada rachadura encontrava um caminho para encontrar outras rachaduras que foram se quadruplicando sem fim.

A esta altura, o corpo de Halja era apenas Rocha. Ou, seria uma árvore recém-nascida petrificada?

Não fazia diferença, já que era impenetrável.

E as pedras... As pedras soterradas de areia exclamavam amedrontadas:

"Halja, Halja, a senhora da morte, cada vez que reencarna, um novo deserto se forma!"

Era um evento único, que não tinha hora nem lugar para acontecer, não havia tempo certo, nada que se ligasse... Quando Halja reencarnava, sua destruição perdurava somente até que um novo deserto fosse formado, pela terra engolido e reestabelecido em algum lugar do qual ninguém jamais falara antes.

Não existiu olho algum para testemunhar o poder de Halja, com o tempo a história se perdia... Ela era esquecida... E quando o universo menos esperava... A chuva de cortantes minúsculos começava.

Estava acontecendo!

As rachaduras do solo se interligaram por completo.

-crac-

Foi um único estalo.

Os olhos petrificados de Halja se abriram pesadamente.

Não houve suspiro.

Nem qualquer surpresa de sua parte.

Seu corpo amaldiçoado foi se trincando aos poucos, até que toda a casca de pedra despencasse no chão.

BOOM!!!

A força da queda foi correspondente a de um meteoro.

Aquele pedaço do mundo foi lavado de poeira.

O corpo de Halja estava livre.

Metade de si, era uma linda mulher ruiva e esbelta, outra metade, era um cadáver de árvore podre e fétido.

As pedras começaram a tremular...

E então, se deram por conta de que bem ali, aonde Halja estava prostada diante sua própria magnitude, se abriu uma cratera no solo que começou a engolir todo o deserto para dentro.

As pedras se seguraram firme e sentiram as vibrações de cada grão cortante sendo submergido.

Halja estava num tipo de translação em torno de si mesma. Seus cabelos de fogo pintavam a areia que se tornava magma.

Sua magnitude, encerrou tudo que outrora acontecera, e daria início, a todo o futuro.

Uma nova gênese...

❖❖❖
Notas de Rodapé

Estamos hell fired up.

Obrigada (o) por estarem presenciando um novo começo.

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