O que surge do vazio... (Terminado)
6 de Janeiro Co-Autores Nunca Mais
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 16/06/18 16:57
Editado: 24/06/18 18:28
Qtd. de Capítulos: 5
Cap. Postado: 24/06/18 18:21
Cap. Editado: 24/06/18 18:28
Avaliação: 10
Tempo de Leitura: 3min a 4min
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Não recomendado para menores de doze anos
O que surge do vazio...
Notas de Cabeçalho

Abram os olhos.

Capítulo 5 A gênese

Talvez dias se passaram... Ou horas... Ou minutos?

Quem sabe anos?

Quem estava contando?

Muito tempo levou até que o último grão de areia fosse engolido pela cratera... E quando o último grão de areia deslizou para dentro da negritude severa, Halja fechou seus olhos torturantes.

Sussurrou no ouvido de cada alma que por ali já havia passado:

"Eu estive viva" - a frase em segundos foi esquecida, como se fosse apenas imaginação.

No entanto, quando ditas estas palavras, o grande buraco a abocanhou.

Fechou-se.

E num outro canto do planeta, o maior e mais violento deserto violou a outrora vívida paisagem com sua desolação e rasgou toda a compreensão humana, como fizera muito antes outras vezes e em outros locais: aquele era o aborto da Natureza, aquilo era o que surgia do vazio de uma Huldra.

E inacreditavelmente longe dali, aonde costumava ser um pedaço gracioso do mundo, aonde outrora montanhas entoava seus hinos e a natureza zombava das demais criações, passou a ser simplesmente nada.

Nada.

Restaram apenas pedras e uma Huldra morta congelada nas nuvens. Não pela temperatura, mas pelo desespero imensurável de ver seu reino, sua gente e a própria Natureza desaparecerem por causa de seus erros e omissões para com a sua aluna.

Talvez pudesse ter ensinado mais.

Ou menos.

Ou de outro modo.

Ou tê-la matado. Ou tê-la amado...

Nunca saberia o que fez ou deixou de fazer para colaborar com tamanha calamidade...

Mas, seu quinhão naquilo tudo era o remorso. O congelante e mortífero remorso...

E o tempo... Passou, inexorável...

O corpo de Ulrikke se desfez como lágrimas e fecundou as nuvens que lhe serviam de tumba com sua essência vital milenar.

O parto veio em forma de uma chuva torrencial que banhou violentamente toda a região onde um dia a velha Huldra habitou, copulou e percorreu, léguas e mais léguas e muito além.

As pedras tilintaram.

Um a um, cada ser do Huldrenfolk foi despertado, dando de frente com um pedaço de mundo totalmente cinza.

Eles perderam algo?

Este pedaço de mundo sempre fora assim?

Quem os criou?

Perguntas que não importavam.

Perguntas surgidas pelo esquecimento que o torpor pétreo lhes imputou após tanto tempo enclausurados.

Por instinto, cada qual retomou seu trabalho pois bem naquele meiozinho do solo, aonde Silja transmutara, surgiu um pequeno broto.

Era quase que nada...

E foi por ele e através dele que elas recomeçaram os ciclos.

Árvores cresceram, abelhas surgiram, os rios despertaram juntamente com as flores e os animais... Veio a chuva... A vida continuava...!

E consequentemente, anos depois humanos colonizaram o local novamente...

O broto se tornou uma árvore... A mesma que, tempos antes, uma jovem Huldra sem qualquer habilidade com seus poderes de nascença, tentou manipular sem sucesso.

Sua raíz espalharia na terra, uma vez mais e de modo imperceptível, a essência do inonimável.

Até que, levasse o tempo que fosse, uma nova Huldra vazia haveria de nascer, dando continuidade à este ciclo incerto, misterioso e surreal.

E ela há de viver.

Como Silja viveu.

E ela há de ser apenas um silêncio concreto;

Assim como todo sopro de vida que existe, existiu, e há de vir.

Perpétuo.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Nós não temos palavras para agradecer e nos felicitarmos por este conto de fato existir agora, e ter saído de dentro de nós dois. Foi uma aventura de uma madrugada intensa, cheia de espasmos da alma, cheia de vigor, risadas e quebradas de cabeças para conseguirmos criar este cenário da forma mais perfeita possível, e esperamos, que de fato, vocês venham a conhecer. A amar, a se apaixonarem por esta esfera, sem nenhuma modéstia. Obrigada e obrigado a todos que leram até aqui. Nós os aplaudiamos (assim como aplaudimos um ao outro enquanto dávamos a luz a esta gênese linda).

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