Traição e culpa (Em Andamento)
Lourenco
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 16/08/18 21:22
Editado: 20/08/18 18:03
Qtd. de Capítulos: 3
Cap. Postado: 17/08/18 10:11
Cap. Editado: 17/08/18 10:17
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 15min a 20min
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Palavras: 2417
[Texto Divulgado] "Sem história " Esse é um conto bem ao contrário e entendedores entenderão as entrelinhas dele
Não recomendado para menores de catorze anos
Traição e culpa
Notas de Cabeçalho

Inevitável ñ conhecer minha rival

Capítulo 6 Inevitável ñ conhecer minha rival

Inevitável ñ conhecer a minha rival

A vida me impôs uma situação contraria a todos os conceitos que regiam minha existência.

Primeiro por obrigação tenho de conhecer a fundo os significados de conceitos e preconceitos, assim...

No resumo e não indo muito a fundo, conceito nada mais é do que tudo que aprendemos ao longo da nossa vida, no básico conceito é a linha que determina o nosso limite na sociedade...

Preconceito nada mais é que a linha abaixo da sociedade que nos alerta para o fundo do poço...

Como não somos perfeitos, conceitos e preconceitos fazem parte da formação do nosso caráter, e facilmente ajustado para seguir a linha entre a sociedade e a marginalização.

Em resumo se não somos perfeitos com certeza não somos símbolo representativo da perfeição...

Assim eu me encontrava em uma das situações do tipo encruzilhada apontando duas direções, virar à mesa ou juntar os cacos, hoje sei que escolhi com certeza o melhor caminho, recomeçar de cabeça erguida, reformulando meus conceitos e me adaptando a realidade a minha frente com respeito e compreensão.

Não era sobrenatural, na verdade simples questão de mudar a minha visão e me ver e ver as pessoas com naturalidade, apoiar a mulher digna do meu respeito, independente de sua escolha, não era lá algo extraordinário.

Assim meses depois tudo se encaixava nos devidos lugares, eu não tinha tido o desprazer de conhecer minha rival, ela já me conhecia e morava com Cintia; ela chegava tarde do hospital onde trabalhava como médica cardiologista e pelos elogios uma excelente profissional.

Yasmin e eu estávamos em banho Maria, rolava, não assumíamos papel de marido e mulher oficialmente, ela por medo de ferir o filho, eu confuso com um novo relacionamento sério.

No dia a dia as pessoas sabem ser má quando querem, claro que por mais cuidados que tomávamos não dava para esconder o que rolava em nossas vidas, e as butucas de alerta não perdiam um só detalhe.

Cintia e eu não tínhamos como esconder que nosso casamento havia terminado e as vendo juntas logo deduziram.

Piadas aqui e acolá são bisturis afiados que dilaceram sem dó e sem piedade.

Cristina era forte escondendo as lágrimas, Cintia sofria com a situação.

Todo o esforço por parte da família sempre sobrava um espinho em forma de cobrança...

Em outras palavras, famílias normais têm fuxicos, na minha, assunto é o que não faltava.

Risos pelas escadas, nos corredores, elevador onde as manifestações eram claras, alguns chegavam ao absurdo de se recusarem entrar com Cintia e Monica...

Quanto a Yasmin pegaram o bonde errado, de santa ela não tinha nada e botava pra correr qualquer um que insinuasse algo entre nós dois deixando logo claro que ela mandava no pedaço.

Certo dia uma metida a bons costumes insinuou, “no prédio, não mais toleraria certos tipos de relacionamento” deixando claro por ela viver com o cunhado não era digna de ser moradora.

Yasmin respirou fundo diante da abelhuda e a olhou nos olhos e não deixou barato.

Yasmin - Quanto ao amante que a trás em casa todos os dias?

- A senhora largará o corno rico e viverá maritalmente com o Ricardão pé de chinelo?

Todos têm uma ou outra sujeirinha debaixo do tapete e próximo a Yasmin o silencio era total.

Claro que isso não era importante, na verdade a situação fugia dia após dia ao controle.

Preconceitos visíveis feriam minha princesa, Cintia e Monica tinham planos de viver suas vidas assumindo a relação publicamente.

Da minha parte torcia por elas, mesmo não estando preparado para encarar essas situações e as surpresas não parariam por ai...

Domingo pela manhã acordei com uma mão conhecida alisando meu peito, confundi com Yasmin e puxei a pessoa pra mim, sem resistência deixou o corpo repousar ao meu lado na cama.

Quando ai beijá-la, Cintia estava preparada para me receber como no passado.

Embora eu a desejasse o cheiro de sua companheira estava impregnado em seu corpo e me afastei, sorri e disse.

- O que faz aqui, sua companheira pode não entender?

Cínica respondeu.

- Ela sabe da minha atração por você, o assunto não é esse, claro se não tivesse parado teria rolado, então quer conhecê-la?

Com certeza não queria.

Cesar - Tá bom assim, ela entra e sai, pra que complicar...

Cintia - Você me prometeu, então?

Cesar - Vou tomar banho, depois vou ao teu apartamento...

Cintia - Vamos agora!

Cesar - Preciso pelo menos me vestir!

Cintia - Lindo como sempre, não é justo esconder isso tudo, vamos nessa...

Puxado pela mão e arrastado ao seu apartamento, na sala sua companheira de roupão sorriu e disse.

Monica- Entendo por que não consegues resistir; simplesmente uma miragem...

Ficaria lisonjeado, claro se ela não fosse a mulher linda que estava transando com a minha ex, tipo, não dava...

A minha frente de roupão semitransparente, belo corpo desnudo, bumbum com curvas afinadas, pernas torneadas, seios médios e firmes, violão afinado e ao mesmo tempo ela não era estranha, voltei no tempo aos meus dezesseis anos.

Pedro, Carlos e eu, amigos do peito, amigos que quando te via em uma boa davam cobertura para o lance rolar na boa, não aqueles urubus disfarçados de amigos que entram de cara na carniça estragando o lance.

Certas viagens que aconteciam nos fins de semanas, destino cidades vizinhas para jogarmos futebol de campo.

Cada um arcava com suas despesas e íamos de ônibus normal, ou como gostávamos de zoar “vamos de cata-corno”.

Desta vez na volta nós três viemos em pé no fim do ônibus que apanhava passageiro até sair da cidade e entrar na rodovia, aos poucos ficamos espremidos lá no fundo.

Miragem desfilava em minha direção, cabelos esvoaçados ao vento, vestido de tecido leve cobria lindos joelhos dançando nos movimentos sedutores.

Chegou diante de mim, parou, frente a frente, sorriu, mordeu o lábio inferior, jogou o cabelo para o lado, mediu distancia, virou de costas pra mim e ao mesmo tempo obrigou o namorado a virar de costas para ela.

Logo se aproximou, sentindo meu corpo tocar o seu recuou, logo relaxou e se apoiou em mim deixando rolar.

Adrenalina a mil no molejo do ônibus, ela deixou claro que me desejava com o corpo curvado para trás posicionado para me receber.

Carlos e Pedro fizeram barreira de costa para nós dois prestando atenção no companheiro dela.

Ela percebendo que estava coberta aos olhos do noivo e protegida dos outros passageiros...

Desinibida com carinho abriu meu zíper, com uma das mãos conduziu e com a outra afastou a calcinha; tudo corria bem, entrava e saia ao seu comando, derrepente freada brusca e a penetração forçada no orvalho de sangue espirrado em minha calça.

Assim que terminamos, ela guardou e fechou meu zíper, joguei a camisa pra fora escondendo o sangue escorrido em minha calça; descemos e ela fez questão de me cumprimentar e apresentar o noivo; ela inventou um nome qualquer para mim, eu correspondi; desde então não mais nos encontramos...

Agora ela estava diante de mim e comendo minha ex, destino traiçoeiro me cobrou com juros exorbitantes; sorri e disse.

– Algo em você não me é estranho, nos conhecemos em um desses fins de semanas que eu viajava para jogar com o time, ou estou enganado?

Um lindo sorriso brilhou no seu rosto e sem censura soltou o verbo.

Monica - Como poderia esquecer, na minha adolescência buscava meu caminho, com certeza você me mostrou um novo horizonte e que horizonte;

- Pena que o destino nos separou, aos domingos na velha rodoviária aguardava o ônibus chegar, infelizmente você nunca mais desembarcou...

Cintia estava pasma tentando entender, Monica percebeu e descreveu a cena da nossa primeira vez.

Monica - Minha família pressionava para eu conhecer rapazes, para eles puta tudo bem, lésbica, crime ou aberração, assim decidi namorar certo rapaz, mamãe afirmava que ele era tudo que qualquer mulher sonhara...

- Namoramos, noivamos; nada sentia por ele, em minha opinião, coitada da mulher, ele não tinha pegada e na sedução não levava jeito, financeiramente concordei...

- Sentia no peito e acreditava que para rolar deveria ser bom; logo a vida me apresentou um rostinho de anjo lá no fundo do ônibus lotado...

- Eu andei na direção do anjinho, minha respiração ofegava e sentia de cara de que ali e com o safado seria minha primeira vez...

- De costa pra ele, logo o safado não perdeu tempo e me bolinou, molhei a calcinha no toque dos seus dedos; dois safados davam cobertura e não deu outra, minhas mãos desgovernadas, zíper pra baixo, calcinha para o lado, virgem, firmou e me deixou fazer os movimentos para não me machucar...

- Movimentos sutis, gemidos sufocado entre dentes para não sermos percebidos...

- O ônibus freou bruscamente, penetração forçada me obrigou a gemer alto...

- Sem vê-lo percebi que estava preocupado; disse; “Calma, estou bem, alias, estou ótima”; meu noivo estranhou e quase se voltou de frente pra mim, contornei e continuamos.

- Sangue esguichou na calça dele, dor e prazer; logo chegaríamos ao orgasmo; safado recuou, senti sua mão umedecida de cuspe no meu bumbum...

- Desesperada, sem poder dizer não, braço esquerdo apoiado no ombro do noivo; mão nem por decreto largava a calcinha transposta na nádega deixando o caminho livre...

- Contrai meu corpo tentando impedir a penetração, carinhoso subia e descia batendo na porta minando minhas forças; logo estava dentro de mim...

- Ai, não; vai doer; doer, ai, não, ai, sim, é bom; meus lábios oferecidos atrofiados aos dele, consumamos juntos; difícil foi nos separarmos; safado me desvirginou frente e verso dentro de um ônibus lotado, se eu não estivesse acompanhada acabaríamos no motel; amei.

Não parecia zangada, pelo contrario Cintia disse certa frase que me deixou preocupado.

Cintia - Droga, droga; agora estamos enroscados...

Sem entender perguntei.

Cesar - Como assim?

Vendo meu espanto não aliviou.

Cintia - Nós queremos ser mãe, ter um filho nosso...

Irônico.

Cesar - Legal, constituir família sonho de todo casal, no caso de vocês, rola certa incompatibilidade para gerar uma criança...

Riram e Cintia deixou claro minha participação.

Cintia - Engraçadinho; o toque final é teu...

Com certeza ser pai de uma criança que seria criada por duas mulheres, não era parte dos meus planos e tentei ser irônico.

Cesar - Nós já temos uma linda menina, com certeza não teremos outra...

Ofereceu com olhar a companheira.

Cintia - Não seria você e eu, não seria nosso, digo, nosso, no sentido de nós duas, entendeu...

Rezava para Yasmin aparecer.

Cesar – Entendi e não entendi...

Descobriu-se do roupão uma miragem diante dos meus olhos, sorriu e disse.

Monica – Com certeza me concederá o prazer de termos um lindo filho, pelos velhos tempos, por favor?

Até tentei dizer não, mas elas sabiam como quebrar minhas resistências; rolou e rolou a três, logo depois ela disse.

Monica - Sem sombra duvida nessa vida temos nossa metade, a minha com certeza é Cintia, também afirmo que haja uma segunda opção qual venha substituir na ausência de não a encontrarmos...

- Você me completou no passado, hoje divino, pena que o destino escreveu nossos caminhos com opções diferentes.

Com lágrimas nos olhos admitiu.

Cintia - Assino embaixo, você completa nós duas, infelizmente tua metade é Yasmin e você é a metade dela, assim como Monica é a minha metade.

- Obrigado por ser essa pessoa maravilhosa; por favor, entenda que nós não somos bissexuais, o que sentimos uma pela outra é verdadeiro.

- Destino o colocou em nossas vidas em tempos diferentes, por mais que pareça ironia, Yasmin, Monica e eu, sabe Deus quantas mais loucas e apaixonadas por você.

- Em outras palavras, seja feliz com Yasmin e nos visite quando quiser...

Resultado, um mês depois elas me ligaram avisando que eu seria pai dos filhos delas.

Voltando ao momento, voltei ao apartamento, no banho, Yasmin chegou, nos seus olhinhos lágrimas diziam que eu não tinha como negar, olhou-me e disse.

Yasmin - Vamos combinar, não tem como eu te deixar livre, então?

Hora de escolher Yasmin ou perde-la para sempre, decidido a assumi-la como minha esposa e única em minha vida disse.

Cesar - Pra sempre, por completo, fidelidade e tudo mais, ta pronta para enfrentar o mundo ao meu lado?

Não pestanejou.

Yasmin - Prontíssima; fidelidade é meu nome por você...

Puxando as minhas calças Junior reclamou...

Junior - Padrinho, essa que o senhor está beijando é minha mãe?

Olhando nos seus olhos disse ao meu filho.

Cesar - Sim meu filho, tua mãe agora é minha esposa e eu sou teu pai, tenho teu consentimento?

Junior - Com certeza papai!

A resposta feliz me levou a crer que Yasmin nesses anos todos o criou como meu filho; olhei e na lata ela respondeu.

Yasmin – Sim, ele sabe que você é o pai; meu ex sabe que não é o pai...

- Tá eu sei da minha irmã e sua companheira, não havia como impedir; deveria ter ido ao nosso encontro...

- Tá nós éramos quatro, minha irmã abençoou nossa primeira noite juntos e nos deu o direito a nossa lua de mel na suite...

- Sim, nós duas apaixonadas por você, não pecamos, não, não traímos, sim nos duas pronunciamos o sim a você e nos tornamos perante Deus tuas legitimas esposas...

- Sim, elas se encontravam, não, não tinham certeza, levou certo tempo pra rolar...

- Minha resposta seria não, sei que elas querem que você seja o pai do filho delas...

- Sim eu concordei, pode parecer fútil de minha parte, não veja assim, por favor...

- Acredite, eu amo minha irmã e amo muito você, sim eu sempre estive ao lado dela, sim muitas e muitas vezes choramos abraçadas no chão do nosso quarto...

- Por favor, perdoa por não poder voltar no tempo em relação a nós dois, por covardia deixei essa situação chegar a esse ponto...

- Prometa-me que nunca dormira na casa das duas, prometa-me que todas as noites teus braços serão meus na nossa cama?

Deus simplesmente era maravilhoso em minha vida, eu tive a maior sorte do mundo, sim valeu todas as lágrimas, sim valeu a espera por Yasmin, e nesse momento nós estávamos nas nuvens e afirmamos o que sentíamos um pelo outro do fundo dos nossos corações.

Cesar - Tem duvida da minha fidelidade a você?

Yasmin - Não, nunca, estava escrito, não estava?

Cesar - Escrito com lagrimas de felicidade, pra sempre?

Yasmin - Melhor se for eterno...

Com certeza Yasmin sempre foi à única e eterna em minha vida.

Nossas vidas recomeçaram ali, esperança renasceu das cinzas, três anos depois a certeza que escolhei a mulher certa, fiel e apaixonada.

Do meu lado com certeza fiel, Yasmin ocupava cada segundo do meu dia.

Mesmo com um casal de filhos com Cintia e Monica, juro que nunca mais rolou...

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Comentários (1)
Postado 11/06/19 17:21

Gostei bastante dos diálogos e clima. Parece bem proximo a nossa realidade e como as coisas acontecem