a calma me devora
6 de Janeiro
Tipo: Lírico
Postado: 03/11/18 15:32
Editado: 03/11/18 15:34
Gênero(s): Drama Poema Reflexivo
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 1min
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Palavras: 190
[Texto Divulgado] "Tempestade" Porque eu sou como uma força da natureza, não tente me parar. Isso é tudo o que eu te peço.
Livre para todos os públicos
Capítulo Único a calma me devora

entrego estes ossos à harmonia

todas as vezes que corro pelas escadarias

até encontrar meu lugar secreto

aonde desabo

aonde sempre me entrego a um imenso

turbilhão de dores

guio-me para dentro

aonde repouso estes meus ombros

esfarelados

em uma pilha de preocupações

e, incrivelmente,

estes momentos me são belos

posso deitar-me em meu jardim de pesadelos

e admirar a estupidez humana

a qual faço parte

posso cair no sono,

enquanto meus lábios e olhos não cessam o choro

vivencio isso oitocentas vezes por semana

cada vez que o sol se põe

a insônia é a minha mais dolorosa vergonha

eu me torno um monstro

passível a crimes imaginários

por mais que me doam os ossos,

o prazer em poder esguelar em silêncio e sozinha

ainda é deleitável

posso crescer,

posso me esticar,

deslizar pelas paredes

destruir os pisos

arrancar-me sangue dos olhos

e consequentemente,

me acalmar...

são momentos eternos

harmoniosos

entre a calma e o pesar

não, eu não quero remédios

eu prefiro ter o prazer

de poder enfrentar

a dificuldade de respirar

tudo é macio.

o ódio me abraça

a calma me devora,

somente desta forma,

posso existir.

❖❖❖
Notas de Rodapé

rest in peace and give yourself to harmony

- aurora

amo vocês garaljo, obrigada por surtarem comigo

Apreciadores (4)
Comentários (1)
Postado 19/11/18 23:13

Seus textos por mais que tenha uma grande ponta de vivencia pessoal, a coneção que é criada com o leitor é incrível.

Me cativa essa sua forma de escrita/narrativa.

Agradeço por compartilha essa sua loucura insana.

<3