Fatalidade - recomeço
Lourenco
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 27/05/19 01:00
Editado: 17/06/19 18:45
Gênero(s): Erótico ou Adulto
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 10min a 13min
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Palavras: 1645
[Texto Divulgado] "A esperança na sombra da morte." Ódio ou Esperança? Qual desses sentimentos poderia proteger o amor?
Não recomendado para menores de dezesseis anos
Notas de Cabeçalho

nesse ultimo episodio de seis, a personagem descobre toda a trama a sua volta e ao mesmo tempo terá conviver com seus sentimentos de infância e descobrir novos caminhos ao lado da grande amiga Mica.

Capítulo Único Fatalidade - recomeço

Recomeço

Não havia muito a fazer, meu marido estava nos braços da minha amiga, eu tinha que enxugar as lágrimas e recomeçar a minha vida, o primeiro passo foi reconquistar o orgulho que a minha filha tinha em mim e voltar a ser o seu espelho, meu filho nunca me questionou e sempre me apoiou, não que a minha filha tivesse me questionado, não, mas era mais complicado eu era a mãe exemplar e do nado tinha um amante, mas ao descobrir que o pai trazia a amante para dentro de casa, não que isso tenha sido um ponto ao meu favor, na verdade foi mais uma decepção para ela.

Meu pesadelo estava longe de acabar, meu cérebro estava paralisado e parte dos meus bens com exceção à casa da Barra e o ap. em Copa e a fazenda, o sitio e casa na praia estava em nome do meu ex, mais a união com separações de bens, até provar na justiça pertencia a ele, claro que não passava na minha cabeça que ele retornaria para reclamar afinal tudo havia sido pago com o meu dinheiro.

Domingo família reunida à mesa no papo descontraído, riamos sem nos preocupar, ele foi anunciado na entrada do condomínio e autorizado, claro que eu o esperava com os papeis do divorcio afinal ele seguiu em frente e eu fique pra trás.

Ele chegou, entrou beijou os filhos e me chamou para conversamos em particular, Mica como sempre tomou a frente e exigiu que tudo fosse as claras, a família merecia saber o que aconteceria de agora em diante, mesmo contrariado concordou, na sala ele teria que dizer na frente dos filhos para que veio e claro que todos nós estávamos esperando os papeis do divorcio, sem jeito constrangido não pegou leve.

- Aqui estão os papeis do divorcio e os bens que me pertence!

Mica apanhou os documentos e separou e relatou os fatos depois de seguir até o meu quarto e retornar com uma pasta.

- O sitio foi comprado com a transferência da conta dela para o proprietário, caso você não tenha documento provando a devolução do dinheiro qual deverias pagar pelo sitio, o sitio pertence a ela, confira os documentos.

Ele conferiu e tentou argumentar.

- Esta no meu nome, eu comprei...

Mica sorriu e respondeu.

- Eu sou dona do Maracanã, eu comprei e claro que não paguei por ele, então ele não é meu, o sitio pertence a ela e você terá que provar que pagou por ele e a escritura esta em nome dela.

Ele deixou a cabeça cair e ela continuou.

- A casa da praia a escritura esta no nome dela, terá que provar que algum centavo teu entrou em pelos três ou quatro prestação para ter acesso à justiça, tudo que pertencia a você e a Sayuri esta neste deposito, a chave e não se esqueça de reembolsar os valores pagos pelo armazenamento.

Ele iria questionar, mas ao virar das paginas as fotos dos encontros dele com a amante na nossa casa estavam catalogados...

Todas as traições dos dois embaixo do meu nariz, ele esperava eu dormir e seguia para o quarto de hospede transar com ela, pior eles transaram na piscina e por mais que eu já estivesse aceito e me conformada com as traições, à foto da piscina me tirou do serio e parti com os punhos cerrados desferindo socos e ponta pés, ele levantou o punho cerrado e o nosso motorista que não era normal estar na sala segurou a mão dele e o conduziu para fora do condomínio.

Percebi que o nosso motorista estava na sala por que Mica esperava por minha atitude, afinal não eram somente as roupas que dividíamos; na foto ele transava com a minha amiga, droga ele me negara de ter o prazer do sexo anal com ele e dava a ela, claro que na noite que eu estava alta do chão não contava, não quer dizer que não cheguei às nuvens com ele entrando e saindo, mas não era o homem que eu amava, não era ele, droga não era justo...

Mica me confortou e eu ganhei o mais forte abraço da minha filha e vi em seus olhos o orgulho pela mãe voltar, não o pesadelo ainda não havia acabado e Mica disse.

- Ele não retornara e será preso em Paris e Vanessa era sua cumplice nos golpes nas mulheres apaixonadas, no entanto provavelmente nossa amiga retornara, então?

- Então o que?

- Ela também foi vitima?

- Dando o cu para o safado na nossa piscina!

- Sim, mesmo assim ela foi sua vitima esta muito arrependida e quando soube da verdade colaborou com a polícia francesa e graças a eles você esta livre e ela também, então?

- Devo recebê-la de braços abertos depois de tudo isso?

- Na hora você decide combinado?

- Combinado!

Nossa eu não sabia da missa a metade, ela não aliviou relatando todos os fatos, eu não fora a única a me confundir de homem, o cara tinha certa semelhança com o meu ex, mas não era irmão gêmeo, para o golpe funcionar o cara passou por varias cirurgias plásticas, o ódio espumava pelos meus olhos, droga não trai o safado, eu fui violentada e vítima de um golpe e o filha da puta me ludibriou todos esses anos, não, não, eu não sou tão burra, tapada e lesada, ou sou...

Como Mica falou Sayuri estava na minha porta, eu tinha que decidir se chutava o traseiro dela ou lhe dava o meu melhor abraço e aguardei ela falar para me decidir.

- Sim eu tenho para onde ir, tenho um apartamento aqui na barra em condomínio de luxo, apartamento em Paris, Roma e posso sim ficar em um aparte hotel e graças a Mica que descobriu a tempo, mas eu não queria ficar sozinha e quando me dei por conta é aqui que eu quero estar, mesmo sabendo que você chutará meu traseiro...

Não foram suas palavras sim o sentimento de desculpas entrelaçados pelas lágrimas, sim eu lhe dei o meu melhor abraço e sim o nosso endereço é o endereço dela quando ela esta na cidade.

Recomeçar nunca é fácil, eu tive sorte por ter uma grande amiga tomando conta de mim e sim éramos um trio inseparável e separado por um safado por longo tempo.

Mica e eu, como posso dizer além de ela se sentir responsável por mim, jamais um safado ficaria entre nós, mas ela estava sem marido, eu estava sem marido e com certeza o que não queríamos era sermos tocadas por outro safado, Mica talvez tivesse algum parceiro nesses anos todos, mas nesse momento das nossas vidas queríamos curtir, dançar como loucas e em tornadas todas.

Na boate com certeza tinha vários homens gostosos e nós nos olhávamos uma segurando a cabeça da outra olhando nos olhos repetíamos a mesma frase “não, pra que estragar o que é bom entre nós” nos convencendo, chegamos a minha casa alta do chão, nos esparramamos no chão encostadas ao sofá e dormimos ali mesmo, acordadas para o café da manhã por nossas filhas.

Parecíamos loucas rindo sem parar, nossas filhas se olhavam e minha filha nos olhou e disse.

- Muito bonito as duas adolescentes fugindo no meio da noite e voltam de pileque e como duas sem teto dormem ao relento.

Caímos na gargalhada, logo ficamos preocupadas, nossas filhas se olhavam de um jeito estranho como se precisassem nos dizer alguma coisa, eu olhei para as duas e disse.

- Desembuche o que aprontaram?

Uma olhou para a outra e minha filha foi à escolhida para falar.

- Mãe, nada demais se os grandes artistas possam vocês também podem nada demais, século vinte um, entende?

Até entendemos, mas não estávamos acreditando, não, não rolou e não rolava entre Mica e eu desde a infância, olhei para a minha filha e a fiz confessar.

- Droga mãe, tá mãe é bom entre nós como foi para vocês na nossa idade, não mãe não somos, gostamos de meninos, sim provavelmente nos casaremos e se não der certo...

Nossa eu só queria voltar ao passado e apagar essa parte linda da minha vida, Mica sorriu e disse.

- Não acredito que você detalhou no teu diário me deixe ver...

Minha filha a entregou, ela desfolhou e me olhou e disse.

- Sim foi ótimo, não, mesmo diante das nossas filhas não sinto vergonha dessa parte linda das nossas vidas e você?

Eu não tinha onde enfiar a cara e ao mesmo tempo estava descrito em cada palavra escrita em meu diário, droga não dava para esconder o que tava rolando entre nós naquele momento e minha filha completou.

- Mãe, natural e nossas vidas seguiram seu curso normal, afinal os meninos também fazem entre si, não é verdade mamãe?

Como negar o óbvio, claro que eu jamais imaginaria que estava rolando entre elas, assim como nossos pais jamais tiveram duvidas em relações a nós, droga que situação, o jeito era encarar com naturalidade.

- Certas espertinhas, estamos muito envergonhadas com essa situação, sim existe algo especial entre nós, espero que entre vocês também seja especial e não por que nós erramos no passado e provavelmente erraremos de novo...

Nem eu acreditava que esta falando para a minha filha, nossa isso no mínimo era constrangedor e eu estava simplesmente perdida em meus sentimentos, claro que éramos adultas, conscientes e não tínhamos a menor intenção de dividirmos nossas vidas no sentido casal e ao mesmo tempo não tínhamos mais como negar obvio.

... Três anos depois, casas separadas, Mica conheceu um safado que come ela, eu também tenho um safado que me come, afinal somos livres e não é justo ter trauma de minha parte por que aconteceu com a pessoa errada e a pessoa que eu considerava certa me negou o direito, agora somos livres por que nos privar ao prazer dos dois lados da moeda, afinal quem não curte barba, bigode e cabelo...

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Apreciadores (3)
Comentários (3)
Postado 02/08/19 22:49

Gostei bastante.

Parabéns!

Postado 10/08/20 01:04

Obrigada por compartilhar sua obra conosco, que família complicada, unida e animada, tudo ao mesmo tempo, não?

Sua obra é muito boa, parabéns!

Postado 14/09/20 14:24

Muito bom mesmo!!

Parabéns!!