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6 de Janeiro
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 31/10/19 02:30
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 2min a 3min
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Palavras: 374
[Texto Divulgado] "É Halloween" E quando perguntaram para Baekhyun o que ele vestiria, ele apenas respondeu que se vestiria como o pior monstro que ele conhecia.
Não recomendado para menores de catorze anos
Notas de Cabeçalho

Foto de Laura Makabresku.

Capítulo Único ...

Me basta morrer só mais esta vez em seus lábios. Deus nos permite apenas uma única morte morrer, o céu decerto deve ter se revoltado contra nós, pois já me perdi nos cálculos de quantas vezes compartilhamos nossas mortes a sós. Você lê meus sorrisos pedindo, implorando por um olhar, você sente meu peito rugindo, pelo luto do amor que não conseguimos mais transpassar. Nós vamos sobreviver a este século? Sobreviveremos ao final do romantismo eminente? Nós vamos sobreviver aos silêncios, guerras e faltas? A solidão da vida adulta já me arrasa. Pensei que ao dividí-la contigo, minha alma se tornaria menos gasta. Mas nós nos esmurramos, lutamos como dois seres abissais, cegos e famintos e no escuro e no frio molhados de pavor seguindo qualquer feixe de luz que pareça encantador. Percebo enfim, que não sou mais tão encantadora assim, nós apenas aprendemos a nos acostumar com nossos abismos que se engoliam dia após dia.

Eu te amo?

Sinto seu frio?

Como de sua boca?

Te defendo deste mundo hostil?

Meu bem, meu amor.

Não estamos mais na escola, não podemos colar nesta prova, não damos conta de fugir pelo buraco da grade, não temos tempo de invadir piscinas em fazendas abandonadas, todo mês zera-se o score. E são as pequenas porcentagens de realidade que fazem de qualquer conversa nossa um grosso nó. Nossos corpos ainda se encaixam, nossos lábios ainda se beijam, ainda rimos de nossas piadas, mas conversamos com nossos fantasmas na mesa - sentimos a vibração do que não vai acontecer, pegamos-a na ponta de nossas línguas gélidas, mastigamos e cuspimos em nossos peitos. Em nossas mentes o que se faz presente? Há sombra de dúvida. Ela se faz presente.

Você me ama?

Sente meu frio?

Come de minha boca?

Me defende deste mundo hostil?

Sou seu bem, meu amor.

Por quanto tempo?

Pois traçamos planos para tudo isso e estabelecemos tanta liberdade... Ainda é verdade?

Eu não sei dizer se sinto muito por nossa falta.

Não falamos mais o mesmo idioma.

Não há mais boa noite. Nem bom dia. Nem como foi nosso dia.

Os fins de semana existem para que nos sintamos entediados por nos vermos novamente, não negue.

Sinto-me infeliz por finalmente tirar estas verdades de minha mente.

❖❖❖
Notas de Rodapé

telefone sem fio.

danke.

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