Ogígia I
thaís maria
Tipo: Lírico
Postado: 03/09/20 01:43
Editado: 20/09/20 01:44
Tags: poema amor
Avaliação: 10
Tempo de Leitura: 1min
Apreciadores: 3
Comentários: 3
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Palavras: 216
[Texto Divulgado] "Ícaro e o Sol" Eu te destruo sem querer e você faz o fogo que há em mim ficar maior você é o Icaro e eu o Sol nos amamos... mas se eu te destruo, por que ficas?...
Livre para todos os públicos
Notas de Cabeçalho

Grande parte de meus textos e poemas são melancólicos e sempre puxados para o lado mais obscuro das coisas, mas como estou estudando formas de mostrar-lhes novas partes de mim, trago-lhes Ogígia, que é um poema sobre o processo de se apaixonar, que escrevi e dividi em três partes.

Essa é a primeira, onde conto sobre a negação que sempre tive em relação a relações amorosas.

Ogígia I - foi escrito enquanto eu estava sob uso de sedativos e em um período triste, falará sobre o processo de negação e minha revolta em relação ao amor, o medo da dependência, mas prometo-lhes que Ogígia II e Ogígia III serão como um abraço veraneio.

Espero que gostem! Boa leitura!

:)

Capítulo Único Ogígia I

Talvez eu possa dizer que conheço esse lugar.

Não escolhi viver em Ogígia, fui destinada.

Poucos foram exemplos amorosos românticos,

tão pequenos que só os notei quando foram embora.

Quando era pequena sofri com as dores de meus pais,

almas incríveis mas que não se completam.

Pensei muito em relação a me completar com alguém

e, Deus, como não quero isso.

Talvez um triste reflexo de um quebra cabeça sem peças

ou com peças demais.

Preferi buscar o amor em outras formas,

formas que machucam e deixam menos sequelas.

Não ligo para cicatrizes de amor

mas ligo para as dores crônicas que ele nos deixa.

Não quero construir muros indestrutíveis ao meu redor

tampouco frágeis.

Mas depois dos anos que passei,

observando o amor se tornar mortalhas

espalhadas por belas estradas,

não quero que seja apenas uma experiência moribunda.

Que farei uso fruto e depois descartarei, não!

Gosto de colher as coisas boas que ele pode me oferecer

e não quero tê-lo como algo que me destruirá,

não dessa vez, não desse jeito.

Já me reergui vezes demais, me considero muito jovem

para deixar que a dependência emocional

colocada por mim em outra pessoa, me leve ao pó.

Pois quero voltar para o pó que sempre fui

e não para o pó moído por outra pessoa.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Espero que tenham gostado! Não sei se publicarei Ogígia II em sequência, talvez publique outros textos antes!

Comentários e críticas construtivas são sempre bem-vindos!

Gratidão!

Apreciadores (3)
Comentários (3)
Postado 09/09/20 15:04

A tristeza aqui presente é palpável, e enche o coração dos leitores de uma enorme melancolia...

A vida de feita de uns muitos momentos tristes... Mas também podemos enxergar a felicidade, nem que seja só um pouquinho...

Essas palavras entraram em meu ser, muito obrigada, senhorita Thaís, por ter postado esse poema de enorme carga sentimental <3

Um grande abraço <3

Postado 09/09/20 23:28

Olá, senhorita Mei! Apesar de querer fazer com que a trilogia desses poemas remetessem ao amor, não pude escapar da melancolia, pois creio que a mesma faz parte de amar! O escrevi e reescrevi por diversas vezes tentando deixar a melancolia de lado mas se a tirasse não haveria verdade em meu texto!

E sim! Podemos enxergar a felicidade, em todas as suas variedades, somos abençoados com essa capacidade!

Fico feliz por ter lhe tocado de certa forma, e sou eu quem lhe agradece, por suas belas palavras que me ajudam a recordar o verdadeiro porquê de eu continuar escrevendo!

Um grande abraço, senhorita Mei! <3

:)

Postado 11/09/20 00:54

Thaís do Céu... Que texto foi esse? Meu navio naufragou e as ondas salgadas que marinam minhas narinas até agora me levaram para Ogídia...

Que absurdo de texto estupendo! Me faltam palavras e mesmo se eu as tivesse, seriam poucas para descrever o quanto AMEI e me identifiquei... Me lembro da Janeiro punk de 2017 que tinha medo do amor e recusava o canto de certo passarinho pelo mesmo motivo:

"

Pois quero voltar para o pó que sempre fui

e não para o pó moído por outra pessoa."

Visceral... Senti meu olho cair no chão depois de ler isso... Tão real, quem diria que um coração que se dilacera praticamente sozinho possa conhecer tanta dor...

Após ler Ogídia II, os dois textos se encaixam perfeitamente naquela música clichêzinha" Only Exception" do Paramore.

Ver o amor dos pais se acabando, não ter coragem para talvez se deixar magoar antes de ao menos tentar, e por fim, a exceção divina que causa tantos excessos bons na alma, que nem parecem ser verdade...

Sem mais delongas, mais uma vez agradeço por esta obra! Me tocou forte demais...

Postado 11/09/20 01:18

Pois agora quem está sem palavras sou eu!!

O medo de ser destruído por outra pessoa ainda me assombra muito e acredito que nós somos os únicos seres capazes de dilacerar e apresentar tamanha dor à nossos corações, talvez colocamos tal culpa em outros mas no fim somos nossos maiores torturadores! Será que essa é mais uma idealização que tenho que quebrar? hahaha

Ai, como adoro essa música!!! Acredito que com Ogígia III fará mais sentido ainda!

Fico muito feliz por ter lhe tocado, espero que tenha sido de uma forma positiva, reflexiva, que agregue algo bom em sua vida!

Muito obrigada por todo seu apoio e carinho!

OBS: Acho que temos os "janeiros punks" em comum!

:)

Postado 14/09/20 11:03

Belíssimo poema!

Ao ler o seu poema a primeira coisa que me veio a mente foi a frase do Mestre Oogwe do Kung Fu Panda:

"Aquele que foge do seu destino acaba indo de encontro a ele..."

É preciso olhar aonde temos depositado nossa energia e nosso foco. Pois quanto mais você nega uma coisa e mais busca evitá-la pensando sempre bela, você acaba criando um efeito contrário, pois acaba "ensinando" ao seu cérebro que essa experiência é importante e precisa ser vivida...

Temos o direito de abominar determinadas coisas, mas o nosso foco e pensamento deve estar voltado principalmente para o que apreciamos, para o positivo!

Grata pela reflexão :)

Postado 15/09/20 00:48

Muito obrigada, Monise!

E sim, essa frase se encaixa perfeitamente com o contexto de Ogígia, tanto fugi do amor que fui pega de surpresa.

Acho que criamos vícios, tanto negativos quanto positivos em nossa cabeça, mas a tendencia ao pessimismo do ser humano faz com que enxerguemos apenas o que nos incomoda! Precisamos aprender a olhar mais para o positivo, muito obrigada por seu comentário, me fez refletir também!

Um grande beijo!

:)

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