Belladonna (Em Andamento)
Monise
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 11/09/20 16:17
Editado: 24/09/20 15:36
Qtd. de Capítulos: 4
Cap. Postado: 11/09/20 16:17
Cap. Editado: 11/09/20 17:04
Avaliação: 9.51
Tempo de Leitura: 3min a 5min
Apreciadores: 5
Comentários: 4
Total de Visualizações: 112
Usuários que Visualizaram: 9
Palavras: 601
[Texto Divulgado] "Ecos do passado acorrentados pela negação" Somos os vultos nas fotos, aqueles que observam do escuro, aqueles que não estão mais mortos, o som da respiração no silêncio, a negação ecoando no futuro. Ou talvez apenas um de nós. Afundados em melancolia e no esquecimento, esperamos o momento em que voltaremos como uma folha em branco, sem nos dar conta da natureza trágica de nossa existência. Somos ecos do passado, somos o fardo e o trauma daqueles desafortunados da classe 3-3. Éramos a classe 3-3. Quem é o morto do ano? Também aguardamos essa resposta. | Oneshot Per Month Project | Mês do Terror e Horror | Outubro 2020 |
Não recomendado para menores de dezoito anos
Belladonna
Notas de Cabeçalho

"Te conhecer trouxe luz aos meus dias

E densas trevas a minh'alma..."

Dedicado aos acadêmicos Diablair, pela proposta de um desafio que cresceu por si só e virou um romance e a 6 de Janeiro, que me incentivou e me permitiu esquartejar seu doce poema.

Capítulo 1 Queda

Era uma manhã como mil outras, escura como breu, por causa do maldito horário de verão. Como odiava acordar tão cedo e dormir tão tarde porque seu relógio biológico não se adequava às leis dos políticos...

Pior, é que tudo isso interferia em seu trabalho!

Precisava ser preciso, exato e atento, ainda mais agora que fora promovido...

Três conduções até o local de trabalho, desejava morar mais perto do trabalho, mas a velha casa dos pais, ainda que há mais de um ano enlutada, ainda era seu refúgio...

Depois da tragédia se viu lendo os livros da mãe, como doía a falta dela, seu jeito risonho, romântico, tranquilo...

O pai já estava em si presente, todo dia ao olhar-se no espelho via-o a encarar e julgar com toda a frieza que continuava presente mesmo após a morte...

Não era má pessoa, só não sabia demonstrar amor como a mãe. Seus castigos eram duros, cruéis até e suas palavras finas e certeiras cortavam a alma como um bisturi e corroíam o ser como ácido.

Entretanto fizera de tudo para dar-lhe um futuro, e, quando se dispôs a ser químico, o pai até se sentou e estudou com ele nos momentos de maior desânimo...

Estudar com o pai na cola, era quase um martírio, mas garantiu-lhe escapar de uma DP quase inevitável...

E chegou a formatura e a festa e os amigos... O pai e mãe resolveram ir embora por volta das três e ele ficara para conversar com seus professores, praticamente não fizera muitos amigos...

Já saindo da festa, dentro do táxi, um telefonema, era do celular do pai.

Já sabia que vinha aquele sermão sobre responsabilidade e horários e...

Voz desconhecida, gélida! Acidente na serra?! Qual hospital?

Mandou que o táxi mudasse o rumo, chegou tarde demais, nem se despediu...

No enterro caixões fechados, não havia como ver tal fora a desgraça da tragédia! Perda total do carro, corpos desfigurados e ele só, sem ver futuro para si...

No estágio todos foram solidários e ele enterrou a cara no trabalho para esquecer a sua dor...

Chegava em casa moído, fazia um pouco de exercícios para desestressar, tomava um banho, engolia algo e dormia profundamente sem sonhos nem nada.

Seu esforço fora reconhecido! Contratado, seis meses como auxiliar dos assistentes, depois subiu a assistente e agora, finalmente pesquisador!

Era talentoso, quase genial, alguns ousavam dizer e depois dessa promoção começava a vislumbrar um futuro...

Naquele dia, como mil outros, algo inesperado aconteceu.

Uma moça toda atrapalhada com livros e o celular na mão tropeça num buraco e cai em cima dele!

Nada poderia ser mais clichê! Ele que já estava irritado, soltou um monte de palavrão.

A moça sem graça, geme tentando se levantar:

_Nossa, não é prá tanto...

Aí ele percebe como fora bruto e a ajuda a recolher os livros.

Ela magoada:

_Não precisa! Desculpa ter caído em você!

O ônibus chega e nem mais uma palavra.

Chega no trabalho mais mal humorado do que de costume, vai ao vestiário e se paramenta de acordo com todos os protocolos da pesquisa.

Começa lendo os relatórios dos últimos resultados, a pesquisa agora tomava um outro rumo, iriam manipular uma planta já bem conhecida, mas de uma nova maneira, aquilo era instigante...

Haveria reunião para apresentação do projeto na manhã seguinte.

Seu dia correu tranquilo, conheceu seus novos estagiários, mostrou a empresa, pois lhe delegaram essa tarefa.

Como o irritava a ideia de ser guia turístico! Odiava ter que ficar falando, explicando e se esforçando para parecer simpático e interessado. Que mandassem um auxiliar fazer isso, afinal, agora não era um pesquisador?!

❖❖❖
Apreciadores (5)
Comentários (4)
Postado 16/09/20 20:45

Me interessei muito pela obra desde o título! Pois o nome dessa flor me é muito atraente!

Claro que a história não poderia me decepcionar, afinal foi a senhorita que escreveu!

Coitado desse moço, tanta desgraceira acontecendo em sua vida...

Mas não precisava ter sido tão rude com a moça! Hmmm será que ela voltará a aparecer na história?

Gostei muito desse primeiro capítulo <3

Abraços para a senhorita <3

Postado 16/09/20 21:22

Fico feliz!

Vem bastante coisa por aí... Aguarde...

Postado 17/09/20 01:53

Monise, Monise... que capítulo interessante!

Sempre amei Belladonnas em todas as suas características e singulariedades, estou ansiosa pelo o que está por vir!

Sinto pelo rapaz, mas creio que ele ainda me surpreenderá, talvez?

Estou indo ansiosa para o próximo capítulo!

:)

Postado 17/09/20 10:35

Que bom que você gostou!

Continue por aqui, sua presença me alegra muito. :)

Postado 26/09/20 21:11

Para tudo!!!

"Nada poderia ser mais clichê!"

Adorei!! Fiquei rindo baixinho por vir do nada, AHAJAHAHAH.

Coitado do protagonista, perder os pais logo no dia de sua formatura (que triste marcar uma data que deveria ser muito feliz com sangue). Espero que até o final da obra ele possa superar e diminuir seu foco "só no trabalho".

Agradeço por compartilhar sua obra, anciosa pelo próximo capítulo.

Assinado uma pequena vampira, <3

Postado 03/10/20 01:55 Editado 03/10/20 01:59

Todo dia você criando um texto pra me deixar com a boca aberta e o coração querendo saltar do peito. Essa perda realmente foi cruel, mas a grosseria dele foi super gratuita, nossa. Saber separar as coisas, né...

Obrigada por compartilhar conosco essa obra!

Parabéns, Monise

Postado 03/10/20 08:53

Fico lisonjeada com tanto carinho!

Obrigada por estar sempre de olho nos meus textos...

Abraços!!!

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