Vai e vem pelo tempo II
Viajante do Tempo
Tipo: Lírico
Postado: 15/09/20 01:00
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 2min
Apreciadores: 2
Comentários: 2
Total de Visualizações: 36
Usuários que Visualizaram: 5
Palavras: 327
[Texto Divulgado] "Um, dois, três indiozinhos..." Um, dois, três indiozinhos viram uma caravela ao longe um, dois, três indiozinhos, pobrezinhos, mal sabia que a caravela trazia de convidada a morte.
Livre para todos os públicos
Capítulo Único Vai e vem pelo tempo II

Vai e vem pelo Tempo II

É início de 2016

Entrei para uma sociedade poética

Da qual três anos depois

Não existirá mais

Era lindo

Até certo ponto

Uma falsa liberdade

Que lhe era cortada

Até as ideias não serem iguais

Regras que os privilegiados quebravam

Mas havia certa beleza

Conheci amigos

Em reuniões que todos expressavam suas artes

Me adoravam

Cada verso meu uma pessoa diferente elogiava

Conhecia

E amizades que

Pensava ser até a morte

Duraram até meu cativeiro chegar

Fiz a amizade

Com uma moça

Singular

Pura

Era o que eu achava

Pureza que iria morrer

E mostrar o monstro

Em abril de 2018

Conheci a minha primeira prisão

Em reuniões

Eu estava incumbido

De escrever para toda moça

Que entrava

E a conheci

A amizade se torara forte

E como descrevi

Na primeira poesia

Era prisão

Mas eu não sabia

Eu fazia

Mas me envergonhava

Da ação que eu tinha

A cada vez que em seu corpo

Me enrolava

Entrei em outro grupo

Pequeno

Mas logo se tornou grande

Conheci uma jovem

Que me prometeu lasanha

E no final de setembro de 2017

Me abandonou sem nem dizer o motivo

De tanta vergonha

Conheci uma Paixão

Ela de alguma forma mexeu comigo

E me acompanharia em um novo caminho

Quando mentia pra mim

Era abril de 2016

Pois em maio do mesmo

Ano

Eu era levado cativo

Um mês se passou

E eu me frustrei

Já que ela não me acompanhou

Eu me apaixonei por ela

Mas me deitava com outra

Conforme a vida andava

No meio de maio

Fui capturado

Meus pecados expostos

A fala

Era para que

Eu

Me tornasse melhor

Fui afastado de todos

E hoje

Não há ninguém em minha vida

Eu fui exilado

E eu apanhava

E só fazia

Tudo que me permitiam

E o que permitiam

Era só o que os agradava

E durante 4 meses

Eu fui chicoteado

E moldado

E mudado

Artur Poeta da Neve

❖❖❖
Apreciadores (2)
Comentários (2)
Postado 15/09/20 08:56

Quanta dor, tristeza e sofrimento seu poema evoca!

O fluir dos versos parece realmente nos transportar a uma viagem no tempo, onde vemos de camarote o eu poético sofrer todas as suas desventuras...

O triste nesta viagem é que o leitor se vê movido a interferir na história, a de alguma forma trazer alívio a tanta desventura, todavia seus braços e mãos estão atados, pois qualquer alteração no curso dos fatos pode alterar todo espaço-tempo...

Todos nós nós vai-e-vens da vida temos nossas dores, nossas lutas, nossas desventuras, no entanto não devemos nos aprisionar em tais sentimentos de tristeza e derrota! Sempre há um novo dia, um novo amor e uma nova possibilidade de sucesso... Mas para tal é necessário deixar o passado para trás, não desprezando-o, mas reconhecendo seu papel em nosso processo de amadurecimento e crescimento, todavia deixando-o no seu lugar no tempo e espaço...

Deseja esta leitora que no vai e vem do tempo, o viajante eu poético possa encontrar liberdade, abrigo para seus medos, descanso para suas dores e um amor doce e terno que seja eterno e faça valer a pena toda a sua jornada...

Parabéns pelo lindo poema e pelas tristes, porém pertinentes, reflexões que ele evoca...

Postado 15/09/20 12:06

Muito obrigado, e fico feliz que tenha apreciado, este é o segundo poema do mesmo título, são sete se não me engano, sete poesias que mostram a vida dele!

Postado 16/09/20 03:44

Me pergunto como está o poeta contador de histórias hoje, como ele vê essas situações, se as superou.

Fico triste por ver tal situação, não posso imaginar o que é passar por metade desses acontecimentos, mas vejo que assim como foi para mim, a poesia e a arte o ajudaram a escapar da grande tragédia cômica que é a vida, ou não, talvez esteja enganada.

Temo por ele, viagens no tempo sempre me assustaram pois tenho um medo eterno de me ver presa no passado, mas acredito que ele não compartilha desse medo.

Parabéns pelo poema!!

:)

Postado 16/09/20 14:42

O eu lírico, encontra-se livre das vivências mas não de memórias

Outras obras de Viajante do Tempo

Outras obras do gênero Crítica

Outras obras do gênero Drama

Outras obras do gênero Poema

Outras obras do gênero Reflexivo