Cais dos Lamentos (Terminado)
thai stardust
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Tipo: Antologia Poética
Postado: 25/03/20 12:46
Editado: 09/12/20 00:51
Qtd. de Capítulos: 33
Cap. Postado: 09/12/20 00:21
Avaliação: 9.81
Tempo de Leitura: 2min a 3min
Apreciadores: 1
Comentários: 1
Total de Visualizações: 34
Usuários que Visualizaram: 2
Palavras: 396
[Texto Divulgado] "Agostinho dos Santos" Uma parte da vida pode ser esquecida ou ficar na nuvem, no limbo mas, um dia ela cai com tudo em você.
Não recomendado para menores de dezesseis anos
Cais dos Lamentos
Notas de Cabeçalho

Oi gente! Esse é o penultimo "capítulo" de Cais dos Lamentos, nele eu falo um pouco sobre uma pessoa crucial no meu percurso na escrita, meu avô Arlindo.

Espero que gostem! O final sai logo em seguida!

Agradeço do fundo de meu coração! Boa leitura!

:)

Cais dos Lamentos Seu Arlindo.

Hoje eu decidi escrever para a pessoa que me deu a herança da escrita.

Para a minha primeira perda física, para a minha primeira experiência encarando a morte.

Meu avô sempre disse que iria partir no dia em que São Pedro o viesse buscar e me provou (ainda mais) sua fé quando ele veio no dia 29 de julho, dia de São Pedro.

Me dói saber que somente anos depois eu descobri nossa semelhança em amar cartas, achei engraçado pois até a forma de fazer a letra A era parecida. Foi ali que eu descobri de onde veio minha paixão pela escrita, pela caipirinha, por fotos aleatórias. Foi ali que eu vi que eu realmente era uma Almeida de montão.

No dia 29 de julho de 2016, bem antes de descobrir nossa pequena grande semelhança, eu escrevi uma carta para o senhor, que guardei e está do meu lado agora mesmo e que, curiosamente, foi a primeira vez que assinei como thaistardust. Nosso lado da família nunca foi de verbalizar, talvez seja por isso que gostamos de escrever e aprendemos a observar os mínimos detalhes, as coisas mais simples.

Meu único arrependimento foi ter paralisado no último dia em que o vi, eu tentei transmitir tudo com olhar e toque enquanto pedia sua benção, e sinceramente, me assusta saber que talvez não tenha sido suficiente. Peço perdão até hoje por isso, foi minha primeira vez em um hospital sob aquelas circunstâncias, um milhão de coisas passaram por minha cabeça e eu não fui capaz de dizer nem um por cento disso tudo, por isso escrevi. É por isso que escrevo até hoje, porque nunca fui capaz de falar tudo o que penso, tudo o que quero.

Minha madrinha sempre me disse que é possível ver a grandeza de uma pessoa quando ela morre, pela quantidade de pessoas que vão em seu funeral, meu avô foi, com certeza, um grande homem. E eu gostaria de expressar minha gratidão por ter me dado a herança de uma das coisas que mais me salvam da vida: a escrita. Se hoje eu escrevo algo, é por isso. Se qualquer pessoa lê algo que eu escrevo, é por isso. Então muito obrigada por tudo, vô Arlindo, mas em específico, por isso. Pelo amor, pela herança, pelas experiências, pelas histórias.

Nos encontraremos novamente e eu sei que, dessa vez, conseguirei agradecê-lo pessoalmente.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Gratidão!

Apreciadores (1)
Comentários (1)
Postado 07/01/21 19:17 Editado 07/01/21 19:18

Não sei a maneira certa de começar escrevendo esse comentário. Depois que terminei a leitura, fiquei encarando a tela do computador, tentando encontrar as palavras certas para os sentimentos que me invadiram.

Perder alguém não é fácil. É como ver uma parte de nós partindo. Sinto muito pela sua perda. Tenho certeza que seu avô vê seus escritos e fica encantado pelo talento que você tem.

Esses versos chegaram no meu coração como uma melodia triste e suave. É lindo ver como foi sua tragetória de escrita. A beleza que se encontra nesses versos não pode ser mensurada, muito menos descrita. Tudo o que consigo sentir é um abraço em meu coração.

Obrigada por compartilhar conosco!

Parabéns, Thai ♥

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