Cais dos Lamentos (Terminado)
thai stardust
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Tipo: Antologia Poética
Postado: 25/03/20 12:46
Editado: 09/12/20 00:51
Qtd. de Capítulos: 33
Cap. Postado: 09/12/20 00:31
Cap. Editado: 09/12/20 00:34
Avaliação: 9.81
Tempo de Leitura: 1min a 2min
Apreciadores: 1
Comentários: 1
Total de Visualizações: 36
Usuários que Visualizaram: 3
Palavras: 319
[Texto Divulgado] "Seis e Dezesseis." Sobre a culpa inexplicável que eu carrego dentro do peito, culpa por algo que não sei o que possa ser, culpa por existir, culpa por ser assim. Me desculpe, não deu para resistir.
Não recomendado para menores de dezesseis anos
Cais dos Lamentos
Notas de Cabeçalho

Oi gente!

Bom, depois de 9 meses, chegamos ao "fim" desse projeto que marca meu início na poesia.

Eu estou extremamente feliz e triste, tenho um carinho IMENSO por essa obra e por tudo o que ela significa, minha gratidão por ela é imensurável.

Jamais pensei que poderia ter tamanha afinidade com a poesia, a usei como um refúgio e ela me salvou de todas as formas possíveis. Haverá um capítulo de agradecimento, não se preocupem!

Toda a gratidão do mundo pelos comentários, interações e pelo carinho que vocês sempre demonstraram para mim durante nossa jornada!

Cais dos Lamentos Adeus, marujos!

Meu querido Cais, hoje quem lhe escreve está distante

de quem um dia lhe escreveu.

Hoje, decidi ousar e olhar para o céu

pude ver através dos Véus de Maya a imensidão do esplendor.

Deixo algumas correntes caírem, enquanto prendo-me a outras.

Converso com a dançarina sobre nossas novas danças.

Vejo a possibilidade de novos sóis e luas,

é hora de me desprender de mais uma parte de mim.

Sabes que parte de ti é um eterno funeral

e nunca vimos, eu e você, funerais como ruins fins.

Peço que honre a poetisa moribunda

e a abrace com braços quentes, cante-lhe canções.

Leia para ela nossas, suas poesias,

a mostre o quando evoluiu através do lamento.

Enquanto eu a mostrarei não mais com vergonha,

e sim orgulho de toda sua luta e sacrifício.

O lamento não se encerra, jamais.

Acontece que é sua hora de ir

e me esperar retornar com mais vazio para lhe dar,

mais uma poetisa para dormir em seus mares.

Não ache você que haverá apenas rosas, sabe que elas sempre estão aqui.

Estou livre de março, mas ainda possuo medos.

Dona Maria, por favor olhe por mim

e saiba que hoje já fazem meses que não me chia o peito!

Parto para uma nova constelação quebrada,

atrás de sonhos e causas perdidas

que usarei meu sal e ferro para reencontrar.

E irei trazê-las para mostrar-lhe nossas conquistas.

Hoje, digo tchau meu amor.

Saio em rumo aos dias de ouro,

marque meu retorno, olhe sempre para o horizonte.

Hora ou outra voltarei chorando que nem criança.

Meu querido Cais,

que a felicidade, a poesia e o lamento o acompanhem por todos os mares.

Adeus!

Ou melhor, até logo!

Não sabe o quanto me aperta o coração encerrá-lo,

mas me conhece bem o suficiente para saber que hei de retornar.

Porque sei que enquanto eternas forem minha alma e minha ambição,

eterno será também meu sofrimento.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Gratidão eterna a cada um de vocês!

Não se preocupem, os Dias de Ouro estão por vir! E sim, teremos ainda muitas lamentações juntos! O Cais sempre existirá!

<3

Apreciadores (1)
Comentários (1)
Postado 07/01/21 19:22

Como explicar o quanto a leitura dessa obra foi especial? A leitura preencheu meu coração e marejou os meus olhos diversas vezes. Vi muito da minha alma nessa jornada de leitura e nada me fará esquecer isso. Essa obra é preciosa e sempre estará em meu coração.

Esse último poema coroou a obra. Que incrível! O lirismo latente que permeia estes versos é palpável. O ritmo nos embarga como se fosse uma maré. É uma leitura inesquecível, assim como o mar.

Obrigada por compartilhar conosco!

Parabéns, Thai ♥

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