Academia da Carnificina II (Terminado)
D Co-Autores Shizu
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 05/09/20 19:42
Editado: 22/12/20 21:48
Qtd. de Capítulos: 7
Cap. Postado: 22/12/20 21:46
Cap. Editado: 22/12/20 21:48
Avaliação: 10
Tempo de Leitura: 17min a 23min
Apreciadores: 4
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Palavras: 2866
[Texto Divulgado] "Seis e Dezesseis." Sobre a culpa inexplicável que eu carrego dentro do peito, culpa por algo que não sei o que possa ser, culpa por existir, culpa por ser assim. Me desculpe, não deu para resistir.
Não recomendado para menores de dezoito anos
Academia da Carnificina II
Notas de Cabeçalho

Eu sei que sempre demoro uma eternidade para finalizar estes eventos, mas... antes tarde do que nunca!

Segue abaixo a resolução do evento Academia da Carnificina II. Espero que gostem!

Capítulo 5 Fim da Linha

28 de Março de 2017. Alguns minutos após o meio-dia. Ainda amarrado e amordaçado, Virgilius Urizen se contorcia e arrastava pela Sala Secreta, onde o corpo de Senhorita Meiling também se encontrava, empalado por uma lança. Com dificuldade, o rapaz consegue aproximar-se do frio cadáver da moça, e utiliza a ponta da arma que a perfurava para cortar a corda que imobilizava seus braços por trás das costas.

Após trazer liberdade aos membros superiores, o jovem rapidamente conseguiu remover a mordaça da boca e desamarrar a corda que prendia seus pés. Sem saber o que fazer depois disso, o rapaz decidiu verificar de fato se ainda havia alguma forma de vida na garota assassinada.

— Mei… Mei… — suspirou ele em negação, tentando acordar a colega.

— Tire as mãos de mim… — disse ela, baixo, com poucos movimentos labiais e os olhos ainda sem vida. — Eu sou uma mulher comprometida.

Assustado, Virgilius imediatamente largou o corpo da garota, que veio ao chão. Aos poucos, Meiling levou o braço direito em direção à cintura e começou a remover a lança que a perfurava de uma ponta à outra do torso.

— Jamais imaginei… — continuou ela — …que aquela garota seria capaz de fazer algo assim comigo, quando eu menos esperava. Ela vai pagar…

O rapaz permaneceu pasmo e quieto enquanto observava Senhorita Meiling aos poucos voltar à vida, retirando os estilhaços e farpas de seu corpo, que rapidamente se recuperava. Recompondo-se devagarmente, a moça logo se levantou do chão, empurrou algumas costelas desviadas de volta para seus devidos lugares, estalou o pescoço para o lado, e se mostrou pronta para deixar a sala misteriosa.

— Você vem? — perguntou ela, abrindo a porta. — Ou vai se ausentar da luta até o final?

— M...m...mas… — gaguejava o homem. — Como você ainda está viva? Isso não faz o menor sentido!

— Não é hora de perder tempo ficando chocado, Virgilius — respondeu ela. — Viva, eu nunca estive. Vamos buscar os outros.

❖❖❖

Os dois colegas deixam a Sala Secreta no próprio subsolo da Academia, onde encontram dois outros sobreviventes trancados na Prisão.

— Graças a Deus! — exclamou Rogério. — Depois que a Nicolle levou vocês dois para aquela sala, achei que nunca mais os veríamos vivos.

— Na verdade — disse Ava, reparando o estado dos colegas —, não sei bem se eles estão, de fato, vivos.

— Conversamos sobre isso depois — adicionou Virgilius. — O que está acontecendo? Onde está a chave para podermos destrancá-los daí?

— Não faço ideia, mas temos que agir rápido! Algum tipo de ritual está em andamento no Pátio — respondeu Ava.

— Eu tenho a chave! — disse Meiling, rapidamente chegando à porta e começando a destrancá-la.

— E onde você conseguiu isso? — perguntou Rogério.

— Eu consegui tirar dos bolsos da Nicolle enquanto a mesma estava ocupada me empalando.

— Como!? — exclamou Rogério, ao que a porta abriu e Ava tomou a frente.

— Teremos tempo para conversar sobre tudo isso depois, agora nós precisamos salvar a Briny!

❖❖❖

Virgilius, Meiling, Rogério e Ava chegaram no Pátio e se depararam com uma cena que poderia ter saído diretamente de filmes de bruxaria e ocultismo. Um círculo vermelho escarlate largo, provavelmente feito com sangue, se estendia pelo chão, de uma ponta à outra da área normalmente utilizada para atividades esportivas. Através do círculo, era possível avistar doze cabeças posicionadas ao longo da linha, com uma distância uniforme de uma para a outra, representando um ângulo de trinta graus do círculo entre cada face.

Dentre as doze cabeças, seis eram resquícios decompostos, parcialmente destroçados, que foram desenterrados do Cemitério, removidos dos corpos previamente descobertos pelos estudantes. As outras seis cabeças eram de alguns dos acadêmicos assassinados e executados ao longo das últimas semanas: Senhorita Mês, Haruna Yvi, Philip, Monique, Petra e Lionel. Como era de se esperar, a cabeça de Elorayna não estava presente, pois a mesma fora completamente queimada em sua execução.

No meio do círculo, era possível avistar Sabriny crucificada em uma alta cruz de madeira, com suas mãos e pés pregadas na mesma. A jovem viúva exibia um olhar de quem não tinha mais nada a perder, e parecia ter desistido de viver. Ao lado dela, estava Nicolle, de pé e vestindo uma túnica marrom igual a dos demais professores e funcionários da Academia, como haviam sido observados na noite anterior. Nicolle segurava uma gadanha, uma foice de cabo comprido, em mãos.

Valdemir e Shizu, ambos vestindo as túnicas que os identificavam como membros do culto, observavam a cerimônia do lado de fora do círculo ritualístico, enquanto Júlia, em frente à cruz, segurava um livro aberto em mãos, do qual estava lendo palavras em irlandês.

— O que está acontecendo aqui!? — gritou Rogério.

— Temos que salvar a Briny! — exclamou Ava, correndo em direção ao meio do círculo, até que seu corpo deu de cara com uma espécie de parede invisível. — Ah! O que diabos é isso!?

— É magia negra — disse Virgilius. — A Haruna falou alguma coisa sobre isso. Acredito que eles querem usar a sra. Spellman para reviverem a sua divindade.

— E por que tem que ser ela!? — questionou Ava. — Essa moça já sofreu demais!

— Eu li alguma coisa a respeito em um dos livros da Biblioteca Secreta — respondeu Virgilius —, apenas alguns humanos podem ser receptáculos de Deuses.

— Deixem a nossa amiga em paz! — exclamou Meiling, fitando Shizu e Valdemir. — Encontrem outro para usarem em seus rituais!

— É tarde demais… — sussurrou o professor. — Afinal, vocês assassinaram a nossa primeira opção!

— Como assim!? — reagiu Rogério.

Monique — explicou Shizu —, ela estava destinada a renascer como Dullahan. Mas graças às contribuições da sua amiga bruxa, vulga Imperatriz, descobrimos que tínhamos uma outra opção.

— Isso explica muita coisa… — disse Ava.

— E o que vai acontecer com a Sabriny!? Vocês vão matá-la!? — clamou Meiling.

— É claro que não! — respondeu Valdemir. — A sua colega receberá a maior honra que alguém pode receber nesse mundo. Ela renascerá como nossa nova Deusa da Morte, também conhecida como Cavaleira sem Cabeças.

Hail Dullahan! — gritou Shizu.

— Não tem o que fazer com esses dois! — disse Rogério. — Temos que pensar em alguma maneira de parar a diretora!

— E quanto à ela? — questionou Ava falando baixo, apontando para Nicolle no meio do círculo. — Talvez consigamos alguma coisa dela, afinal, foi nossa colega esse tempo todo.

— Duvido muito — disse Virgilius. — Ela já está consumida pelos ensinamentos do Culto.

— Isso se ela já não era uma infiltrada deles esse tempo todo — acrescentou Meiling.

— Nicolle! — berrou Rogério, encarando a moça. — Nicolle! Nós passamos todo esse tempo juntos! Não significou nada para você!? Você está disposta a simplesmente jogar fora a amizade que construímos com a Sabriny!?

— Amizade!? — sorri Nicolle, fitando os demais — Hahahahaha! Você só pode estar fazendo uma piada, não é!?

— … — o rapaz calou-se.

— Vocês nunca passaram de possíveis materiais para mim! E não só para mim… Elorayna, Monique, Lionel e até a chefe Petra que eu culpei por matar o Philip! Vocês nunca foram nada mais que cabeças idiotas para nós utilizarmos em nosso ritual! — a moça vangloriou-se com um sorriso largo no rosto. — E agora nós finalmente concluiremos o que sempre queríamos e traremos nosso Deus de volta!

— Como assim… — interrompeu Ava, enquanto Rogério caiu de joelhos no chão, desacreditado — o que você quis dizer sobre o Philip?

— Não é óbvio!? Haha — riu ela — Não foi a Petra que matou o Philip. Na verdade, ela não foi capaz de matar ninguém! Quem puxou o gatilho no Vestiário e o surpreendeu foi… ninguém menos que eu, Nicolle Pantin!

Ph… Phi-lip… — sussurrou Sabriny na cruz, ouvindo o que dizia a assassina — ...Não, Ter…nu…ra…, eu aceito. Eu aceito!

— O que diabos você está sussurrando!? — questionou Nicolle. — Está clamando pelo seu amado!? Lamento muito, mas você nunca o verá de novo! Hahaha!

— Isso não é bom — interrompeu Júlia —, eu tenho que terminar esse ritual logo. Nicolle, cale a boca, e prepare-se para cortar a cabeça dela quando eu recitar as últimas palavras.

— Ternura! — exclamou Sabriny, abrindo os olhos com intensidade enquanto sangue escorria de seus braços e pernas. — TERNURA! Eu aceito sua proposta… com uma condição! Você vai me ajudar a vingar meu amado!

— Com quem ela está falando? — se perguntou Rogério, distante.

Agus anois le ofráil — Júlia continuava o ritual — na dtrí chinn déag seo…

Quando restava apenas algumas poucas palavras para a diretora finalizar seu ritual e trazer de volta sua divindade, um raio de luz desceu dos céus e atingiu o corpo de Sabriny, imediatamente destroçando a cruz em que estava presa, porém mantendo seu corpo intacto.

Sabriny vagarosamente desceu ao chão, flutuando no ar por alguns segundos. Seus olhos estavam esbranquiçados, sem uma pupila visível, e uma luz branca era emitida de seu corpo brilhante.

— O que está acontecendo!? — reagiu Nicolle, segurando sua foice em frente à Divindade, enquanto Júlia imediatamente saiu correndo com seu livro em direção a Valdemir e Shizu.

— Pessoal… — disse Meiling atravessando o círculo… — parece que o feitiço que nos preveniu de chegar perto delas não está mais ativo.

— Mas agora… — continuou Ava — …acho melhor não interferimos mais em nada.

— Eu vou é me mandar daqui! — disse Virgilius, virando as costas para os demais. — Parece que essa situação vai de mal a pior e eu não quero ser uma causalidade!

— Acho que é melhor todos sairmos daqui por enquanto — acrescentou Meiling, se dirigindo de volta à Academia.

— Não — disse Ava. — A Briny pode precisar de ajuda, e não vou abandoná-la nesse momento.

— Sinceramente, Ava… — continuou Rogério — acho que a Briny não está mais entre nós.

❖❖❖

Nicolle, após encarar o corpo de Spellman por alguns segundos, decidiu tomar coragem e enfrentar sua oponente. Com todas as forças, a jovem segurou a gadanha e tentou dar um golpe direto no pescoço da moça, com intensidade suficiente para decepá-la em um avanço. No entanto, para sua surpresa, a lâmina imediatamente se estilhaçou ao entrar em contato com a nuca da vítima, que se manteve intacta.

— O quê!? — reagiu a assassina, antes de sair correndo.

— Patético… — disse Ternura, que controlava o corpo de Sabriny — Parece que os mortais de hoje são ainda mais fracos que os do passado — Nicolle começou a correr. — Como é? Ah… Entendo… É essa quem devemos matar para manter o acordo? Não vai ter nem graça.

Flutuando no ar, Ternura rapidamente se aproximou de Nicolle, aterrorizada.

— Não se preocupe, jovem — disse ela, colocando a mão direita em volta da cabeça da assassina. — Sua morte será rápida. O inferno que te aguarda do outro lado será bem pior.

Em uma questão de segundos, antes que a garota pudesse sequer entender o que estava prestes a acontecer, seu crânio explodiu em milhares de pedaços, sobrando nada além de seu corpo decepado no chão.

Agus anois le ofráil — No canto do círculo, Júlia retomou o ritual com o livro em mãos — na dtrí chinn déag seo, sé cinn úr, sé cinn d'aois agus ceann análaithe…

— Júlia, tem certeza disso!? — perguntou Shizu, com uma outra foice em mãos, em frente à diretora.

— É a nossa última e única opção — disse Valdemir — e o único jeito que sobreviveremos!

— …fillfidh tú ar ais chugainn! — Júlia recita as últimas palavras lidas no livro, e Shizu imediatamente utiliza sua arma para fazer um corte limpo na nuca da chefe.

Hahaha… — riu Ternura — …depois de tantos anos, parece que nos veremos novamente.

A cabeça de Júlia foi ao chão, e com ela o livro que a diretora segurava, mas seu corpo permaneceu de pé. Os restos humanos distribuídos pelo círculo de sangue tornaram-se cinzas, e o céu acima do Pátio da Academia imediatamente escureceu, com nuvens negras cercando o local. Os acadêmicos ainda presentes sentiram como se um portal para o submundo fosse aberto.

Hail Dullahan — disse Valdemir, ajoelhando-se.

Hail Dullahan! — exclamou Shizu, fazendo reverência.

O corpo decepado da diretora tornou-se escuro como uma sombra, e aos poucos uma gadanha sobrenatural formou-se em suas mãos. O Dullahan, também conhecido como Cavaleiro sem Cabeça, ou Deus da Morte, havia retornado à Academia.

— Finalmente… — um som foi emitido da criatura sem cabeça — …estes idiotas conseguiram me trazer de volta. As gerações passadas foram muito mais eficientes.

— Seus seguidores sempre foram fracos, Dullahan — disse a outra divindade. — Aprenda uma coisa. Aqueles que te adoram por medo nunca superarão aos que me adoram por carinho e respeito.

Hahahahaha — riu a cavaleira —, você está a mesma sonhadora de sempre. Como você convenceu a coitada da vez a aceitar sua alma sem graça?

— Eu a escolhi desde que nasceu, como de costume. Quando foi o momento certo, guiei-a até aqui, onde eu sabia que você retornaria uma hora ou outra. Mas quando chegou a hora, ela foi um tanto resistente…

— Resistente? Nunca seria o caso com os meus seguidores!

— Ela temeu que outros se machucassem. Que seus amigos sofreriam as consequências. Mas o desejo de vingança por seu amado falou mais forte no final.

Hahahaha! Bem como eu gosto! Quem diria, Ter-nu-ra? Que seria um desejo de vingança que faria nos encontrarmos novamente. Estás disposta a admitir que meus métodos são mais eficazes que os seus?

— Admito — respondeu ela. — Admito que às vezes tem razão, e a luz também tem seu lado escuro. Mas no fim das contas, meus métodos ainda são mais eficazes.

— E por que é isso? — perguntou o espírito negro, sem reparar que partes de seus braços aos poucos se despedaçavam.

— Você chegou aqui já esperando uma batalha — completou Ternura. — Mas no fim das contas, só precisávamos conversar.

— Como assim? — questionou novamente o Dullahan, logo notando que seus membros aos pouco tornavam-se em poeira. — Não!? Onde está!?

No canto do Pátio, os demais acadêmicos se encontravam. Shizu estava deitada de bruços no chão, imobilizada por Meiling. Rogério e Virgilius seguravam o professor Valdemir. E Ava, com um isqueiro azul em mãos, queimava o livro anteriormente usado por Júlia.

— No fim das contas… — continuou Ternura, enquanto o rival se transformava em cinzas — você novamente perdeu por conta de sua arrogância, Dullahan.

O corpo de Júlia, possuído por sua divindade, terminou de queimar e se despedaçar no mesmo ritmo que o livro o fez. Ternura desceu ao chão, e após certificar-se de que os alunos estavam salvos, desmoronou desmaiada. O brilho de seu corpo apagou.

❖❖❖

29 de Março de 2017. Dez horas da manhã. Rogério, Sabriny, Ava, Meiling e Virgilius terminam de enterrar túmulos no Cemitério da Academia, cada um segurando uma pá.

— Obrigado por terem aceitado ficar um dia a mais — disse Ava. — Não podíamos simplesmente deixá-los naquele estado.

— Sem problemas, Ava — concordou Rogério. — Depois que as coisas se resolveram, e com a vice-diretora e o professor trancados na Prisão, este lugar ficou bem menos aterrorizante.

— Também ajuda que temos uma Divindade do nosso lado — adicionou Virgilius, apontando a cabeça para Sabriny, que permaneceu quieta.

— Falando na vice e no professor — disse Meiling —, será que é verdade o que eles disseram sobre não se lembrarem de nada?

— Vai saber… — respondeu Rogério — …eu não sei se acredito, mas vimos tantas coisas inacreditáveis ontem que tudo é possível. Talvez o livro realmente os tivesse controlando.

— Eu não lembro de muita coisa… — suspirou Sabriny — …do dia de ontem. Tudo parece um borrão para mim.

— Esse lugar realmente é cheio de mistérios — diz Virgilius.

— É por isso que eu decidi ficar aqui — falou Ava.

— Como assim? — questionou Meiling.

— Eu e a Briny estávamos conversando sobre isso ontem a noite — explicou —, quando era nosso turno de ficar de vigia. Queremos descobrir mais sobre o Culto, a Ternura e o passado desse lugar, para evitar que eventos assim aconteçam de novo.

— Muita coragem a de vocês — acrescentou Virgilius. — Eu vou me mandar daqui assim que possível.

— Eu também! — disse Meiling. — Não que eu não consideraria ficar para fazê-las companhia, mas… eu não posso.

— É… — concordou Rogério. — Depois de tudo que aconteceu, eu preciso de um tempo para refletir e processar. E preciso fazer isso longe daqui.

— Bom, imagino que esse é o nosso momento final juntos, então — disse Sabriny para os demais.

— Sim… — respondeu Virgilius. — Eu já estou indo embora. Seria educado dizer que gostaria vê-los de novo, mas… a realidade é que provavelmente nunca pisarei o pé aqui de novo.

— Uma decisão sábia — concordou Rogério, o seguindo. — Até mais, pessoal! Obrigado por tudo.

— Eu também já estou de saída — disse Meiling. — Saindo nesse horário eu acho que consigo ver o meu namorado ainda hoje.

— Até mais — disse Ava. — Se cuidem no caminho de volta.

Os acadêmicos se despediram. Rogério, Virgilius e Meiling fizeram boa parte do trajeto de volta juntos, separando-se quando seus caminhos divergiram. Ava e Sabriny permaneceram juntas na Academia, lendo livros da Biblioteca e da Biblioteca Secreta, tentando descobrir mais sobre as divindades que habitaram o local no passado, as descobertas da falecida bruxa, e as intenções do Culto que aparentemente existia na Academia há muitos séculos.

Shizu e Valdemir foram mantidos aprisionados no subsolo até que conseguissem provar que realmente não se lembraram do que ocorrera e estavam sob efeito da magia de Júlia, o que aconteceu após alguns meses. A bibliotecária e seus gatos nunca mais foram vistos na Academia.

❖❖❖

29 de Março de 2017. Nove horas da noite. Numa floresta distante da Academia, Senhorita Meiling se aproxima de um túmulo em meio a algumas árvores mortas.

— Meu amor… Senti tanto sua falta… Escrevi tantos poemas pensando em você nesses últimos meses… — diz ela, começando a enterrar as mãos na terra e cavar — Finalmente poderemos ficar juntos novamente.

❖❖❖
Notas de Rodapé

É isso aí, pessoal!

Parabéns aos vencedores e obrigado a todos os participantes por terem feito deste um evento muito divertido.

Gostaria de deixar aqui um anúncio da minha parte (Dan): Por mais legal que seja realizar este evento, a quantidade de trabalho e estresse que ele me gera é muito além do que consigo lidar normalmente. Por conta disso, anuncio que a Academia da Carnificina II é a última vez que vocês me verão envolvido com a organização de algo assim.

Isso não quer dizer que o evento não voltará no futuro. Na verdade, caso haja interesse, é muito provável que volte. Se for o caso, eu ansiosamente aguardo a oportunidade de ser um participante e não um organizador.

Mais uma vez, obrigado a todos pela compreensão e participação!

Apreciadores (4)
Comentários (3)
Postado 31/12/20 16:07

Excelente final! Realmente primoroso! Parabéns pessoal!

Postado 31/12/20 17:06

A AC II é um dos eventos mais divertidos desse antro. Apesar dessa ter sido minha primeira e última participação (depois do que fiz como detetive, com certeza, vai me deixar marcada eternamente entre os jogadores kkkkk), devo dizer que foi uma experiência incrível e divertida, mas estressante.

O conjunto da obra só pode ser descrito como extraordinário. É possível ver a cada linha lida o trabalho que os autores tiveram ao desenvolver a história. O empenho é visível, assim como o talento para a escrita dos autores.

Esse capítulo foi emocionante. Várias reviravoltas e intrigas. A vitória dos acadêmicos foi mais do que merecida! Quando li que a Sabriny e a Ava ficariam lá para desvendar os mistérios, só consegui pensar: "Amadas??????"

Muito obrigada por essa obra/jogo! Foi divertido demais! Palmas e mais palmas para os autores, porque deve ter dado um trabalho danado.

Parabéns, pessoal ♥

Postado 09/01/21 21:42

Que final bonito! Que maravilha! Nosso esquema macabro da Brina mais do que meu) deu muito certo!

Parabéns!!

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