Irmãs de perpétua aberração (Em Andamento)
Calígula
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 24/02/21 08:02
Editado: 23/07/21 08:55
Qtd. de Capítulos: 14
Cap. Postado: 20/04/21 09:58
Avaliação: 10
Tempo de Leitura: 4min a 5min
Apreciadores: 2
Comentários: 2
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Palavras: 642
[Texto Divulgado] "O Último Delírio de um Rei" Há muito tempo, num reino bem distante, vivia um rei que tinha dois filhos gêmeos. O rei estava morrendo, e em seus últimos dias, uma preocupação inquietava a mente do velho soberano: quem seria seu sucessor no trono?
Não recomendado para menores de dezoito anos
Irmãs de perpétua aberração
Capítulo X 01 de março

Todo o monastério está coberto por… tristeza? Não sei explicar. Não é como se todas amassem Padre Alberto, muito longe disso. E ainda assim…

É estranho para mim ver todas essas madres cabisbaixas, de olhos perdidos. É estranho ver as noviças que certamente nunca se importaram com a saúde do padre agora tão… abaladas? É isso que é a morte para elas? Ou talvez seja apenas uma consequência do que aconteceu ontem, daquele cheiro insuportável…

Sempre pensei que em um lugar como esse morrer seria uma coisa… aceitável. Aqui deveríamos acreditar em um além. Aqui se crê em um Deus, afinal, aqui se crê em uma força benévola que rege todas as coisas, não é? Mas não havia nada de sagrado ou misterioso naquele cadáver ontem. Um corpo apodrecendo como qualquer outro, como todas nós estamos apodrecendo mesmo que ainda vivas. Não há nada de belo nisso, nada de celestial. Não há nada com nada, por nada, para nada… Talvez todas tenham entendido isso, mesmo sem sequer saber que entenderam.

Enfim, estranhamente acordei bem. Os eventos de ontem pareciam ter acontecido há muitos dias. A atmosfera geral simplesmente não me afetava.

Logo pela manhã consegui falar com Catherine e as outras, e marcamos mais uma reunião. Lembrei da cena do corte na mão, e ponderei se realmente aquilo seria uma boa ideia… mas curiosamente não me importei muito desta vez. Tudo parecia… natural?

Minhas amigas aparentavam estar bem também, ao menos mais animadas que o resto da congregação. Mas não que isso fosse difícil.

Pois bem… o dia passou e a hora da reunião chegou. Como de costume nos encontramos no quarto de Catherine.

Surpreendentemente nossa anfitriã disse que não precisaríamos realizar o ritual, mesmo que ontem não tenhamos feito coisa alguma. Isabelle foi a primeira a questionar a decisão (ela parecia terrivelmente ansiosa), mas Catherine respondeu que tudo estava seguindo da melhor maneira possível, que não havia nada com o que nos preocuparmos. Depois ainda falou que para confirmar suas palavras adivinharia o tipo de sonhos que estávamos tendo nos últimos tempos… pois os sonhos estavam ligados aos efeitos de nossas atividades secretas, e logo seriam ainda mais importantes.

Aquilo foi… bizarro. Ela descreveu perfeitamente meus dois sonhos nas planícies verdejantes. Claro… não creio que sejam sonhos assim tão raros, mas sinceramente não lembro de ter sonhado coisa parecida até recentemente, e juro que… bem, juro que Catherine descreveu com perfeição até as sensações que aqueles sonhos me causaram, desde o toque da brisa até os sentimentos que vivenciei. Ela me falou inclusive daquela sensação tão estranha e ao mesmo tempo tão boa de existir alguém comigo naquele mundo imaginário…

Não nego que senti um calafrio na espinha. Não nego também que pensei na noite em que acordei logo depois do último sonho, na escuridão, praticamente febril… Aquela foi uma correlação que não me pareceu boa.

Eu tive medo, talvez? Não, não foi isso. As palavras de Catherine me deixaram estranhamente nervosa. Mas além disso acho que aquilo que senti foi, sinceramente, uma curiosa forma de felicidade. Porém não sei, talvez esteja tão desacostumada com qualquer tipo de alegria que já nem consiga mais perceber quando a sinto ou deixo de sentir…

E isso foi quase tudo. Isabelle e Léa sonharam com coisas próprias. Isabelle com uma viagem ao mar, Léa com gigantescas montanhas cobertas de neve… ou algo assim. Elas também pareceram surpresas com as palavras de Catherine. Aparentemente ela adivinhou tudo de todas nós.

Depois Léa perguntou se Catherine havia sonhado com algo também, que era justo que nós soubéssemos de seus sonhos já que ela sabia tudo dos nossos. Mas a anfitriã apenas sorriu. Disse que logo nos contaria, e a reunião ficou por isso mesmo.

Ah… mais uma coisa: ela disse para nos prepararmos para amanhã, para nos prepararmos muito… E é o que estou tentando fazer.

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Apreciadores (2)
Comentários (2)
Postado 09/05/21 06:32

Em nome de todos os Infernos, esta obra tem sido um bálsamo maligno para uma alma infecta e sedenta de malevolência velada! Não bastasse essa narrativa tão primorosa gerando todo um clima de ansiedade e curiosidade acerca do que de fato está acontecendo e do que ainda está por vir, toda essa atmosfera de decadência, corrupção e proximidade com o Abismo é tão sutil e crescente que me deixa com a sensação de eu mesmo estar flertando com a Escuridão que lentamente crava suas garras em tudo e em todos neste já maldito monastério...

Eu também vou me preparar muito para o próximo capítulo, pois minhas expectativas estão cada vez maiores (e creio que outras coisas irão crescer em mim logo, logo...)

Mestre/Irmão, muitíssimo obrigado novamente por mais uma dose desta hóstia nefasta e admirável que é a tua obra... Ela me encanta e inspira de modos que sequer ouso mensurar...

Animadamente,

um ser que anseia mais e mais por cada noite ritualística, True Diablair.

Postado 13/10/21 19:12

Finalmente as coisas estão vindo à tona... Fiquei tão chocada com todas as informações apresentadas que minha teoria de que elas estão fazendo parte de uma seita sem saberem só aumenta a cada capítulo lido. O próximo capítulo será de matar?

Obrigada por compartilhar mais um capítulo conosco!

​Parabéns, Pablo ♥

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