Irmãs de perpétua aberração (Em Andamento)
Calígula
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 24/02/21 08:02
Editado: 23/07/21 08:55
Qtd. de Capítulos: 14
Cap. Postado: 22/04/21 08:56
Avaliação: 10
Tempo de Leitura: 5min a 6min
Apreciadores: 3
Comentários: 2
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Palavras: 839
[Texto Divulgado] "O Último Delírio de um Rei" Há muito tempo, num reino bem distante, vivia um rei que tinha dois filhos gêmeos. O rei estava morrendo, e em seus últimos dias, uma preocupação inquietava a mente do velho soberano: quem seria seu sucessor no trono?
Não recomendado para menores de dezoito anos
Irmãs de perpétua aberração
Capítulo XI 02 de março

Queria poder ter me preparado melhor. Ah… agora que tudo passou estou pensando, pensando… e minhas ideias flutuam. Estou sonhando? Essa euforia que me domina e me…

Preciso me acalmar. Já li sobre isso em algum lugar: a mente se convence das coisas e então o corpo sente as consequências. E, afinal, o que aconteceu? Quase nada concreto, são apenas sensações, apenas meu coração que outra vez bate e bate e não sei dizer o por quê. Catherine poderia muito bem fornecer algumas explicações… mas não, descobrirei por conta própria se necessário for.

Começamos pelos cânticos. Eles mudaram outra vez. Sussurros… não mais que isso. Estávamos de mãos dadas, sentadas no chão formando um círculo.

Pergunto-me por que aqueles cânticos são tão fáceis de seguir? Mesmo nunca tendo os ouvido, mesmo não sabendo absolutamente nada daquilo que se está cantando. As palavras simplesmente saem, saem e saem… E saíram, e se seguiram por mais tempo que nunca antes, e não pararam sequer quando…

Bom… foi assim: Catherine se curvou para mim. Ela estava ao meu lado direito. Léa estava à minha esquerda, Isabelle bem diante de mim. Catherine se aproximou, seus lábios vermelhos e brilhando como nunca. Entendi logo o que deveria fazer, e também me curvei para ela. Nossas bocas se encontraram… Mas aquilo… aquilo não foi um beijo, ao menos não na forma como eu o entendo. Aquilo foi uma fantasia: Catherine continuou sussurrando os cânticos em minha boca e eu fiz exatamente a mesma coisa na boca dela sem nem entender o que ou como estava fazendo.

E a coisa continuou, continuou… não sei por quanto tempo. Só sei que logo senti como se flutuasse, como se as palavras entrassem em mim e me fizessem deixar de ser eu mesma, destruíssem minha carne, desmontassem, transmutassem tudo em algo muito melhor, algo brilhante… maravilhoso… Sentia-me realmente inigualável, superior a todas as coisas que já fui ou pensei que um dia poderia ser. Não haviam mais medos, não haviam mais incertezas… Por uma fração de segundo senti como se fosse tudo. Tudo… absolutamente, plenamente tudo…

Ah… meu corpo inteiro queimava de desejos e euforias dos mais diversos. Toda a gula, toda a ganância e principalmente toda a luxúria gritavam dentro de mim… Nem sequer via mais aquele quarto diante de meus olhos: era como se tivesse sido transportada para um oceano de puras sensações, um lugar igualmente irreal e maravilhoso, alguma espécie de paraíso constituído por imagens de puro nada, apenas sentimentos e mais sentimentos… Sentia vontade de dominar e ser dominada, sentia meu corpo ser invadido por algum poder impossível… Sinceramente? Por alguns instantes era como se estivesse prestes a ter sexo com o próprio Deus, embalada apenas pelo som sempre presente daqueles cânticos tão estranhos, mas naquele momento também tão maravilhosos…

E então os cânticos cessaram. Voltei ao mundo real. Vi que por algum tempo havia verdadeiramente delirado, e que enquanto isso algumas outras coisas haviam acontecido e ainda aconteciam… Catherine não havia apenas beijado minha boca, mas sim também meu pescoço (sentia a trilha de seus lábios em minha pele), depois despindo-me até o colo e… e então me beijava na parte superior dos seios já parcialmente aparentes. Assustei-me a princípio, mas a sensação era tão agradável que a deixei terminar. Ainda estava sob a influência de minha pequena viagem. Meu corpo como que implorava por uma sensação como aquela…

Enfim… depois nos separamos Ela repetiu o mesmo procedimento com as demais (porém sem a parte posterior ao fim do cântico, explicando de maneira muito suspeita que aquilo tudo havia acontecido apenas para que meu corpo fosse abençoado, e que a vez das outras chegaria. Sinceramente penso que ela apenas se empolgou um pouco demais… e não posso reclamar).

Quando tudo acabou simplesmente voltamos aos nossos aposentos. Porém… ainda não me sinto como eu mesma. É uma sensação curiosa, é como se meu corpo realmente não fosse mais o de antes, como se minha mente houvesse saído de meu antigo organismo e encontrado um outro muito parecido, porém não igual: um organismo mais leve, mais puro e também ao mesmo tempo mais forte. Sinto-me também manipulada… mas isso estranhamente não é ruim. É como se estivesse sendo manipulada de uma maneira que sempre desejei ser… Ah…

O que está acontecendo? Li certa vez sobre os poderes de uma estranha prática chamada hipnose, que brinca, transforma a mente dos outros, que é capaz até de os forçar a fazer coisas que lhes são ordenadas sem eles sequer notarem… Parece muito com o que está acontecendo comigo.

Catherine estaria fazendo isso conosco? Não seria algo improvável, se ela pudesse… mas seria isso possível? Bom, ao menos mais possível que sua conversa sobre espíritos e “gênios”. E se assim for… ah, é um pouco assustador, não vou negar. Mas ao mesmo tempo deixa tudo consideravelmente mais interessante. Eu conseguiria aprender algo assim? Seria a mesma coisa que possuir um “gênio”, no fim das contas, e então as possibilidades…

Pois bem, pois bem, vejamos até onde essa história levará…

❖❖❖
Apreciadores (3)
Comentários (2)
Postado 09/05/21 06:47

"Sinceramente? Por alguns instantes era como se estivesse prestes a ter sexo com o próprio Deus,..."

De hoje em diante e para sempre, muito mais do qur antes, és meu Mestre/Irmão, pois seus limites se provaram inexistentes, meu velho... Puta que pariu, que coisa foda do caralho foi esta cena/narração!

Quem me dera ter uma Catherine em minha vida para me abençoar dessa maneira tão intensa, tão profana, tão gloriosa! A sensação inebriante que tomou a nossa querida protagonista é como a minha a cada leitura que faço desta obra, por Lúcifer! Era exatamente disto que minh'alma precisa(va)!

Meu velho, eu não sei mais onde tudo isso vai parar e nem quero imaginar, pois sei que minha mente tão rasa não faria jus ao que certamente tua mente impressionante, criativa e sem limitações há de nos prover! Disso nunca tive ou terei dúvidas!

Meus mais sinceros, profundos e impressionadíssimos parabéns, Mestre/Irmão!

Exultantemente,

um ser que o reverencia uma vez mais, cada vez mais, True Diablair.

Postado 13/10/21 19:18

Com trinta demônios dançando pelados no inferno com taças de vinho na mão, o que foi isso que acabei de ler? A potência sexual que já vinha sendo apresentada simplesmente transbordou nesse capítulo. Ah, a minha mente foi longe, bem longe, mas não ouso colocar em palavras as coisas profanas que pensei.

Obrigada por compartilhar mais um capítulo conosco! ESSE FOI FODA DEMAIS!

​Parabéns, Pablo ♥

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