Jessie e seu amor;
Mèng NíngYì
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 26/04/21 17:22
Editado: 27/06/21 18:59
Avaliação: 10
Tempo de Leitura: 1min a 2min
Apreciadores: 5
Comentários: 3
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Palavras: 262
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Não recomendado para menores de dezesseis anos
Notas de Cabeçalho

Olá, como você está? Bem, sou nova por aqui e este é meu primeiro post e eu espero que você goste.

Ps¹: Eu já postei esse texto em outras duas plataforma, portanto não é totalmente novo, porém a mensagem dele é muito importante.

Ps²: A imagem das mulheres não é de minha autoria, apenas a peguei no Pinterest para esse post. Entretanto, a edição sim.

Capítulo Único Jessie e seu amor;

Ela andou pelo asfalto confortavelmente de mãos dadas com a pessoa amada. Entrou em um restaurante conhecido, pois sua fome já atacava, todos olhavam de forma estranha para Jessie, com medo, até com um pouco de raiva, e talvez nojo.

Sabe, naquele tempo não era normal um casal que consideravam errado estar de mãos dadas. Se sentaram a mesa, logo o garçom chegou, não gostou de atender a mesa em que Jessie estava, mas o fez, já que era obrigado. Jessie pediu estrogonofe de frango, já que estavam completamentando um ano de namoro.

Ao terminar seu almoço, a garota deu a mão ao seu grande amor e foram pagar a conta. Terminado, saíram sorridentes, deram um beijo calmo e bom, e continuaram.

***

Mais tarde, os pais de Jessie viram o que não queriam ver, ela estava na televisão com a simples notícia: “Jovem casal de lésbicas são encontradas mortas após agressão de desconhecidos”.

Os pais da jovem garota choraram incessantemente, estavam inconsoláveis, assim como os pais de Christina, namorada de Jessie.

***

Se passada uma semana, os culpados foram encontrados, só porque o filho de um deles se revelou homossexual e quase foi espancando pelo próprio pai, porém, ele fugirá para a delegacia mais próxima e denunciou seu pai e os amigos do mesmo. Mas... como o mesmo sabia? O garoto estava lá, viu tudo acontecendo, contudo mesmo assim tentou mudar a cabeça do pai e quase também foi morto.

Depois de tudo, às famílias sentiram-se felizes com a prisão dos assassinos, mas nunca conseguiram preencher o vazio que ficara em seus corações.

❖❖❖
Apreciadores (5)
Comentários (3)
Postado 26/04/21 23:10

Seja muito bem-vinda à Academia de Contos!

Já começou super bem com essa obra maravilhosa, tão triste, tão próxima de nossa realidade, é horrível que o ódio acabe com vidas, espero que algum dia possamos amar em paz.

Sua obra é comovente, muito obrigada por postá-la! Estou ansiosa para ver mais obras suas por aqui! ❤️

Postado 27/04/21 09:59

Muitíssimo obrigada!

Realmente, por mais que não faça parte da comunidade LGBT+, tenho fé no dia em que as pessoas da comunidade não serão mais descrimidas e apenas viverão em paz e sem medo.

De novo, obrigada. Isso me estimula a escrever mais!

Postado 06/05/21 12:20

Olá, Srta. Mèng!

Esta obra infelizmente retrata a realidade... Uma realidade tão triste, que eu espero muito que algum dia mude, para que ninguém mais precise ter medo de amar.

Na sua história os culpados foram presos, o que é algo muito significativo! Porém como a senhorita mesma disse, nem isso e nem nada poderia preencher o vazio dos corações dos familiares que amavam as vítimas...

Obrigada por postar esse texto tão necessário! Seja muito bem-vinda aqui na Academia <3

Um grande abraço <3

Postado 10/05/21 23:49

Sim, Senhorita Meiling, eu anseio pelo mesmo. Amar sem ter medo, sem ser julgado não deveria ser algo distante. Felizmente, em meu conto os culpados foram punidos, o que infelizmente muitas vezes não ocorre na vida real, mas é como você disse, é muito significativo.

Obrigada, Senhorita Meiling. E também um grande abraço para a senhorita.

Postado 10/05/21 11:45 Editado 10/05/21 11:46

Satã..

Costumo dizer que nada se equipara ao Terror/Horror da vida real e esta triste obra exemplifica e corrobora perfeitamente tal afirmação...

Não pude deixar de lembrar uma frase do filme V de Vingança que me marcou muito (foi de uma cena em que a protagonista lia uma carta escrita por uma mulher presa, torturada e posteriormente executada por, dentre outros "crimes", ser homossexual):

"Por que eles nos odeiam tanto? Por quê?!"

Antes de sermos homens ou mulheres, somos seres humanos. Então sentimentos como esse (independentemente de que tipo) deveriam ser a regra, não uma exceção, bem como ser considerado uma dádiva, não uma abominação digna de repúdio, violência e extermínio...

É por estas e outras que nunca duvidei que o Inferno, de fato, é aqui.

Uma obra forte e mordaz, ainda que com um singelo alento no final (que infelizmente jamais será sequer minimamente suficiente para eclipsar de algum modo o monstruoso dano e perda causado, ainda mais se levarmos em conta do quão real esta história vem sendo desde sempre): que excelente cartão de boas vindas a senhorita nos ofertou, Srta Mèng! Meus sinceros parabéns!

E caso eu não tenha dito isso ainda, seja muito bem vinda a este antro maldito chamado Academia de Contos!

Cordialmente,

um ser que já foi homofóbico eras atrás e se envergonha imensamente de tamanha ignorância, True Diablair.

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