Irmãs de perpétua aberração (Em Andamento)
Calígula
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 24/02/21 08:02
Editado: 23/07/21 08:55
Qtd. de Capítulos: 14
Cap. Postado: 23/07/21 08:55
Avaliação: 10
Tempo de Leitura: 4min a 6min
Apreciadores: 2
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Palavras: 753
[Texto Divulgado] "Deusa Solidão" Sinopse
Não recomendado para menores de dezoito anos
Irmãs de perpétua aberração
Capítulo XIV 04 de março, manhã

Temos um novo padre entre nós. Ele nos foi apresentado hoje pela manhã. Não sei dizer se já haviam anunciado sua chegada antes ou não, pois sinceramente não tenho prestado muita atenção a qualquer coisa que as madres falem…

Ó… o que posso dizer? Ele certamente não lembra em nada o velho padre Alberto. E, bem… acompanhar as missas se tornou uma tarefa muito mais prazerosa.

Seu nome é Gustave. Ele é extremamente jovem, possui no máximo trinta anos, mas é provável que seja bem mais novo que isso. Questiono-me por qual razão enviaram um padre assim tão moço para um convento com tantas igualmente moças noviças, como se no país os escândalos fossem poucos ou coisa parecida… Ah, não que esteja reclamando: é apenas curioso. Quem sabe os velhos padres estejam em falta; todos realmente não param de falar que a fé está desaparecendo por todos os lados. É bem provável que a igreja não possua mais muitas opções. Padre Alberto também ministrava suas missas em vários vilarejos vizinhos, Padre Gustave assumirá todas essas funções.

Devo admitir que sua chegada foi uma grata surpresa depois do que aconteceu ontem. “Aconteceu”... Enfim, agora ao menos tenho uma outra coisa com a qual me distrair. Antes de adormecer fiquei pensando naquilo que Léa me disse. Pesadelo, não é? Acho que na falta do que fazer estou dando importância demais às coisas que não possuem valor. A verdade é que tenho uma imaginação qualquer coisa exageradamente fértil, sempre tive… e isso somado a este lugar está causando alguns efeitos curiosos. Acordei já refletindo sobre isso, e muito mais calma. A visão de Gustave foi apenas o empurrão que precisava para levar minhas ideias a um outro lugar, deixar meu dia mais interessante…

Mas vamos ao que importa.

Ele é belo. Extremamente belo. Sinceramente acho que nunca vi um rapaz tão bonito assim, nem nos mais deslumbrantes bailes da alta sociedade. Ou quem sabe isso seja apenas a falta de alguém com quem o comparar… Nos bailes, afinal, sempre havia um outro homem charmoso que de alguma forma ofuscava quem você acreditava ser o mais belo até aquele momento, e assim por diante. Aqui, porém…

Seus cabelos são castanhos, cacheados como aqueles dos pequenos querubins de porcelana que se acham em qualquer lojinha. Não consegui identificar necessariamente a cor dos seus olhos, mas seriam verdes? Infelizmente estava sentada muito longe do presbitério para ter certeza. Eram atraentes, se posso me permitir dizer. Amendoados, calmos. Mesmo na distância senti um certo… candor? Ah… sempre tive uma queda por moços bonzinhos.

Seu rosto é agradável: suas linhas são amenas, sua pele é clara e parece ser muito macia (ó, é difícil explicar, mas… tenho a impressão que suas mãos devem ser extremamente delicadas ao tocar o corpo de uma mulher. Aliás… será que ele já fez isso? Vendo-o assim imagino que deva ficar envergonhado apenas com a ideia, mas isso deixa tudo mais curioso). Confesso que quase não consegui tirar os olhos de seu queixo, qualquer coisa largo demais, qualquer coisa em desacordo com o resto das feições e até mesmo de seu corpo magro, sua postura frágil… Mas gosto destes contrastes. Sempre gostei.

E… bom, agora a parte mais interessante: não me contive, precisei brincar um tantinho com ele. Foi coisa pouca, sem consequências, mas admito que valeu muito a pena.

Resolvi o encarar durante toda a parte final de sua apresentação. Não encarar normalmente, e sim encarar daquela forma bem particular com que uma menina encara um doce muito saboroso que ela quer porém ainda não pode devorar… Não sei quando ele percebeu. É provável que tenha passado a maior parte do tempo sem notar, considerando a quantidade de freiras e noviças que estavam ali. Se percebeu antes, porém, conseguiu fingir bem, e a máscara só caiu quando seus olhos cruzaram com os meus. Foram o quê? no máximo dois segundos, mas nesses instantes o fixei com toda a intensidade que era capaz, e sorri… sorri do jeito mais perverso que sei sorrir (espero que não tenha parecido uma estúpida qualquer, mas creio que não…). E, céus… ele corou, corou muito e perdeu completamente o fio das palavras, começou a olhar perdido para os lados sem saber o que fazer. Eu precisei me segurar para não rir. Catherine, que havia notado tudo, olhou para mim também quase caindo na gargalhada (por mais que eu também tenha sentido qualquer pouco de inveja em seus olhos)…

Ah… o que mais posso dizer? Sinto-me bem. Essa manhã foi divertida.

❖❖❖
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Comentários (1)
Postado 13/10/21 19:35

Por essa chegada eu não esperava, muito menos pela ousadia da protagonista. Dei boas risadas, porém estou com uma pulga atrás da orelha com esse traço invejoso no olhar de Catherine...

Obrigada por compartilhar mais um capítulo conosco! ​Preciso urgentemente do próximo!

​Parabéns, Pablo ♥

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