Afronesia (Em Andamento)
Yvi
Usuários Acompanhando
Tipo: Romance ou Novela
Postado: 18/10/21 01:56
Editado: 21/10/21 23:21
Gênero(s): Drama Fantasia Mistério
Qtd. de Capítulos: 4
Cap. Postado: 18/10/21 02:03
Cap. Editado: 18/10/21 21:08
Avaliação: 9.78
Tempo de Leitura: 5min a 7min
Apreciadores: 3
Comentários: 3
Total de Visualizações: 87
Usuários que Visualizaram: 5
Palavras: 878
[Texto Divulgado] "Renascentismo" "And it's good to be alive Crying into cereal at midnight If they ever let me out, I'm gonna really let it out"
Não recomendado para menores de dezesseis anos
Afronesia

Esta obra participou do Evento Academia de Ouro 2021, indicada na categoria Mistério.
Para saber mais sobre o Evento e os ganhadores, acesse o tópico de Resultados.

Dois Diablair

Após o surto da Imperatriz, Liv foi afastada das funções por dois dias e, quando voltou para a sua sala e sua poltrona de couro, um novo paciente já lhe aguardava, inerte a qualquer coisa que não fosse o quadro na parede.

— A guerra? — Perguntou Liv, jogando sua bolsa no chão e pegando a prancheta de acrílico, sentando-se na poltrona logo em seguida.

— Como sabe?

— A Imperatriz me contou. Ela também falou um pouco de você, Diablair.

— Falou...?

— Falou. Não precisa se preocupar, ela não me contou nada muito revelador.

Diablair pareceu se perder ainda mais no quadro a sua frente. Liv aproveitou o momento de silêncio para fazer algumas anotações sobre o quadro e o efeito que ele, aparentemente, causava na família Infernal, a família mais insana e mortal daquele manicômio.

— Desculpa, mas nós precisamos começar.

Estava sendo extremamente cuidadosa com as palavras. Queria ser educada, a fim de conseguir extrair muito mais informações sobre o suposto líder das Hordas Infernais e toda a sua distorcida família assassina. Estudou muito os seus pacientes e sabia que Diablair gostava de tratar e ser tratado com muito respeito e formalidade.

— Tudo bem. Pode fazer as perguntas que quiser.

— Gostaria de começar perguntando com quem estou falando.

— Comigo, é claro. — Diablair parou por um segundo, absorvendo o real sentido da pergunta. — Se ele estivesse aqui, você certamente nem perceberia a sua morte.

Liv sabia sobre o True Diablair desde o período de estágio. Escolheu aquela instituição durante o mestrado apenas por causa da família infernal. Não podia negar que gostaria muito de falar com o True, mas agradeceu aos céus por ser apenas o Diab naquele dia, já que o caos causado pela Imperatriz fez os superiores ficarem de olho nela.

— Então você é o Tio Diab. Posso te chamar assim?

— Você não se parece com nenhuma das minhas sobrinhas, então me chame apenas de Diab, ok?

— Tudo bem.

Diablair mostrou-se extremamente desconfortável com o assunto de sua outra face, então Liv preferiu evitar que seu paciente lhe desse motivos para se ausentar do trabalho novamente. Decidiu que seria prudente evitar o True e focar apenas na história do Tio Diab.

— Pode me contar um pouco mais sobre você, Diab?

— Eu sou o Líder das Hordas Infernais, todos temem ao ouvir meu nome. Acredito que sou a criatura mais poderosa, depois da Deusa. Minhas sobrinhas têm potencial, mas ainda são muito jovens.

— Sua relação com a Deusa parece ser muito forte.

— Ela é uma amiga de longa data, que me escolheu para ser padrinho da Ternura. Foi o maior presente que já recebi em toda a minha maldita existência.

Antes de mencionar a Ternura, Diablair parecia totalmente desinteressado com a situação, respondendo apenas de forma automática. Liv anotou o fato, enfatizando que as próximas conversas com o Diab deveriam se iniciar falando da sobrinha mais nova.

— Já que estamos no assunto, quantas sobrinhas você tem?

— Quatro. A Imperatriz foi a primeira. Nossa relação foi um pouco conturbada, mas ela acabou me ensinando a fazer parte de uma família.

— Ela gosta muito de você.

— Tenho um enorme carinho por aquela que sempre me coloca nas piores situações imagináveis.

Diablair pareceu se perder em pensamentos por alguns instantes, possibilitando que Liv fizesse mais anotações a respeito da interação do Diablair com a sobrinha mais velha. Ela acreditava que o comportamento violento demonstrado pela Imperatriz poderia ser por conta da influência do líder Infernal, mas preferiu não compartilhar suas teorias, ao menos por hora.

— E as outras? — O puxou de volta para a conversa.

— A Trindade. Ternura, Tortura e Tristeza. Duas delas já causaram a minha morte.

— Poderia me explicar mais?

— A caubói infante, conhecida como Ternura, arrumou um namorado antes mesmo de aprender a falar direito. Aquele foi o meu infarto mais doloroso. Tortura veio ao mundo nos braços daquele Hunter desgraçado, apenas isso basta para matar um tio.

— Pelo que estou vendo, você é super protetor. A Tristeza não te causou problemas?

— Eu apenas sou cauteloso e prefiro manter as minhas sobrinhas longe dos pecados da carne, elas são muito jovens. Por hora, Tristeza é a única que não me causou nenhum infarto.

Diablair agitou-se ao pensar que enquanto estava ali, respondendo perguntas inúteis, suas sobrinhas poderiam estar correndo perigo. Ternura poderia inventar um rodeio perigoso, a Tortura poderia fugir da mansão com a Imperatriz e a Tristeza poderia fazer chover ácido.

Liv percebeu que algo estava errado com seu paciente. Ele estava muito inquieto, sempre mudando de posição na poltrona e evitando olhar diretamente para ela. Aquilo ativou seu sentido de perigo e ela tentou reverter a situação sem causar danos.

— Impressão minha ou você está um pouco melancólico, Diab?

Diablair pareceu voltar aos sentidos quando ouviu a voz da psiquiatra. Ele respirou fundo, arrumou a roupa azulada e endireitou as costas na poltrona.

— Desculpe. Estamos travando batalhas o tempo inteiro, estou um pouco preocupado com as minhas sobrinhas sozinhas em casa. Se possível, gostaria de voltar para a mansão Infernal agora.

— Claro, tudo bem.

Liv chamou Rainar e Brian para acompanharem Diablair de volta ao quarto que ele chamava de mansão, e afundou-se nos dados novos que havia conseguido coletar durante aquele breve período de tempo em que se esteve frente a frente com o Líder das Hordas Infernais.

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Apreciadores (3)
Comentários (3)
Postado 26/10/21 21:26

Diablair infarta por causa das sobrinhas e eu por causa desse capítulo. Olha KKKKKKKKKKK MUITO, MUITO, MUITO BOM!!! O desespero dele é tão real que fiquei agoniada.

Obrigada por compartilhar conosco.

Parabéns, Flavinha ♥

Postado 26/10/21 22:39

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Calma, não morre ainda! Revive!

Obrigada! <3

Postado 26/10/21 22:58

Em minha defesa, meus personagens tem um charme irresistível e são do bem. Tá, nem todos kkkkkkk. Sinceramente, no lugar do Diab, eu tinha explodido todos eles.

Congrats, Flávia!

Postado 27/10/21 02:28

kkkkkkkkkkkkkkkk Tio Diab certamente acreditaria na tua defesa. Confia!

Postado 02/07/22 20:11

E o senhor acha que eu não tentei?! Só não foi publicado ainda!

Postado 02/07/22 20:18

Mesmo considerando que esta obra veio antes de MI, dizer que o relacionamento entre o Tio Diab e a Imperatriz foi conturbado soa absolutamente gentil. Todavia, eu fico muito honrado e agradecido com o modo como Diablair (e consequentemente o True) foi retratado. Confesso que a parte dos infartos me pegou de surpresa e acabei rindo do pobre homem, mas no geral se percebe o quanto ele é atormentado mentalmente, tanto ou mais que a Imperatriz (cada qual em seu inferno particular)...

Uma magnífica e aprazível (re)leitura, com toda a certeza!

Muitíssimo obrigado e meus sinceros parabéns, Srta Yvi! Gratíssimo! Gratíssimo!

Atenciosamente,

o tio mais afortunado e infartado do Inferno, Diablair.

Postado 16/07/22 21:05

É um pior que o outro e juntando os dois não da nem meia cabeça boa kkkkkkkkkkkkkkk

Obrigada!