Uma trepada qualquer
Corvo
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 18/05/16 22:56
Editado: 19/05/16 08:02
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 4min a 6min
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Palavras: 736
[Texto Divulgado] "Um Pouco de Mim" Nascendo com o peso de uma grande responsabilidade que passaria na sua vida, junto com a paz sendo limitada á tanto trabalho à se fazer.
Não recomendado para menores de dezoito anos
Notas de Cabeçalho

Um conto inspirado em Bukowski e sua maneira suja de dizer verdade nua e crua.

Capítulo Único Uma trepada qualquer

Estava escuro. Sentei-me na cama e olhei pela janela, contemplando o silêncio que jazia lá fora.

Levantei-me, espalhando umas garrafas de vinhos e pisando em umas bitucas de cigarro já podres. Estava de calção e me vesti. Jaqueta de couro marrom, uma camisa azul clara manchada de vinho e vômito, com uma calça abarrotada e suja.

Abri a porta e me lancei pra fora, meio tonto ainda. A ressaca me doía as extremidades do crânio. Andei pelo corredor e logo estava no saguão da pensão, cruzei a porta e dei de cara com a brisa fria de inverno.

Dei um longo suspiro esfumaçado, sacando de um dos bolsos da jaqueta um cigarro e fósforos. Ascendi. Caminhei uma quadra e meia e entrei em um bar. Tava meio cheio, não me importei. Sentei perto do balcão e coloquei dois dólares na mesa e o atendente me colocou uma garrafa de vinho.

Cara de olhos acinzentados e com uma barbinha grisalha e longa, com alguns tufos de cabelo sobre a cabeça. Olhos finos, como se me fitasse interminavelmente. Seus lábios nem se via no meio daqueles pelos.

Dei umas goladas na garrafa e uma mulher sentou ao meu lado. Olhos castanhos escuros como breu, cabelo curto e de uma mistura de preto com castanho. Uma pele branca como a neve que mata os mendigos lá fora de frio. Dei uma olhada nela e voltei a beber.

Assim que meu cigarro apagou, ascendi outro em seguida.

- Me daria um cigarro? - disse a mulher.

Passei pra ela.

- Obrigada - ela disse e logo ascendeu, soltando sua fumaça na minha cara, enquanto eu a encarava por um momento.

Dei uma profunda tragada e voltei a beber. Entornei a garrafa, já estava pela metade. Ela pegou minha garrafa e deu um gole guloso, olhou pra mim e mordiscou seu lábio inferior. Uma piscada maliciosa e lambeu os beiços, com o pouco de vinho que escorreu.

- Qual seu nome? - ela perguntou.

- Niy - respondi e dei uma outra tragada profunda. Bebi.

- Então, Niy, você gostou de mim?

- É. Vale uma noite - respondi sem olha-la. Bebi.

- Quer trepar? - ela disse ao puxar meu rosto pra olhar o seu.

- Depois que eu beber essa garrafa. Talvez.

Então ela se calou enquanto eu fumava e dava uns goles na garrafa. Ela terminou seu cigarro e ficou a olhar o povo que se embebedava nas mesas, com seus vozerios altos e cheio de risos medonhos.

Me levantei em um salto. Joguei mais duas pratas pro atendente e catei mais uma garrafa de vinho, me mandando dali. A garota me seguiu o tempo todo, com seu salto alto estralando no calçada a uns dois metros atrás de mim. Adentrei o saguão da pensão, lá estava o velho gordo e sua camiseta não tão branca, de suor e qualquer outra coisa que eu não quero saber.

Cheguei ao meu quarto e a abri, adentrando e logo ela se achegou a soleira da porta. Seu vestido vermelho acentuando suas curvas finas e belas pernas. Pernas de nobreza. Talvez vale-se mais que apenas uma noite, mas não vou retirar o que eu disse, não quero que ela se gabe.

Fechou a porta atrás de si e no seguinte momento, já estava despida e de joelhos aos meus pés. Sentei na cama e retirei a roupa e logo me puxou pelas partes. Chupando-me como se estivesse comendo churros. Que cadela, a cada chupada, sentia meu pau indo embora.

Esporrei na cara dela e esfreguei seu vestido pra limpar. Joguei-a na cama e dei várias metidas. Ela gemia como louca, como se tivesse deixado de ser virgem hoje de manhã. Com certeza era encenação. Vou ter pagar por este espetáculo.

Vou pagar é minha bota no traseiro dela quando eu me der por satisfeito. Isso se o vinho deixar. Depois de uma hora eu tava exausto, ela jazia no chão, coberta de porra. Fiz questão de chover nela toda.

- Ei, Niy - ela falou, ali estirada no chão.

- Sim? - perguntei.

- Posso morar com você?

- Num fode - eu disse em tom arrastado de exaustão - Não tenho quase nem pra mim, vou ter pra dividir? Cai fora.

- Eu tenho trabalho.

- Prostituta?

- Não. Eu trepei com você por que eu quis.

- Sei. Fica aí, amanhã penso no seu caso.

Ascendi um cigarro e passei pra ela. Ascendi outro e fiquei ali olhando pro teto, inerte. Tragadas profundas, enquanto pensava na merda de vida que eu tenho.

Até que dormi.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Comentem o que achar.

Apreciadores (4)
Comentários (1)
Postado 19/05/16 14:02

Hehe me fez sorrir bastante pelo desanimo e pelo seu senso de humor nada oculto!Parece que estava lá o.o entendi certo só tem alguns erros de grafia reveja isso ^-^Pois o texto está maravilhoso! :D

Postado 19/05/16 18:50

Hahahaha. Obrigado pelo elogio! Eu não estava lá, mas imaginei cada detalhe na minha mente como se estivesse e poderia me indicar onde errei, eu não consegui notar. Nunca fui bom em português, heh.

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