Descalça
Ana su
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 01/08/16 20:54
Avaliação: 8.8
Tempo de Leitura: 1min
Apreciadores: 6
Comentários: 2
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Palavras: 188
[Texto Divulgado] "Renascentismo" "And it's good to be alive Crying into cereal at midnight If they ever let me out, I'm gonna really let it out"
Livre para todos os públicos
Notas de Cabeçalho

Só mais uma história legalzinha -qBoa leitura! ♥

Capítulo Único Descalça

D E S C A L Ç A

— Ana Ferreira.

Eu venho andando descalça pelas minhas memórias. Amaldiçoando o tempo que havia ido embora, e deixado-me aqui, estagnada num ponto onde eu mesma nunca poderia sair, ou achava que não poderia. Como o fluxo da água, o tempo vinha passando. Corria contra a minha vontade, e mais uma vez, eu acabava por encarar o horizonte, segurando meu coração agitado que fechava os olhos e caia em sono profundo.

Eu venho andando descalça pelas minhas memórias, gritando a chamar por aquelas bem antigas que se escondem atrás da árvore do tempo. Meu ipê amarelo, e as flores do meu coração estão a murchar, e eu ao menos sabia o por quê. Eu venho andando descalça pelas minhas memórias, tentando deixar aqueles que não consigo esquecer, tentando ajudar aqueles que não pude estar por perto. Eu venho andado descalça pelas minhas memórias, e vendo o quão triste é viver pelo passado. O quão triste e lindo é vê-los a dormir, ali, do jeito que são.

Eu venho andando descalça pelas minhas memórias. Tapando aqueles olhos de dentro do meu coração.

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Apreciadores (6)
Comentários (2)
Postado 01/08/16 23:20

Belo texto, já me identifiquei muito com alguns dos sentimentos que retratara no texto, sobre ver o tempo passar, as coisas não estarem acontecendo da maneira que você deseja, e ainda assim sentir-se impotente por não saber o que fazer.

Parabéns pela ótima escrita ;)

Postado 02/08/16 20:16

Seu texto foi muito bom!

Me fez ficar pensando em tantas e tantas coisas... principalmente nessa parte:

..."tentando deixar aqueles que não consigo esquecer, tentando ajudar aqueles que não pude estar por perto"...

Muito lindo, muito triste, muito verdadeiro...

Parabéns pelo texto!

Um abraço, Meiling!