Ode à dor
Giordano
Tipo: Lírico
Postado: 14/08/16 18:04
Editado: 14/08/16 18:42
Gênero(s): Poema Terror ou Horror
Avaliação: 9.9
Tempo de Leitura: 54seg a 1min
Apreciadores: 16
Comentários: 7
Total de Visualizações: 424
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Palavras: 144
[Texto Divulgado] "Singularidade" O que aconteceria se uma pessoa entrasse em um buraco negro?
Não recomendado para menores de catorze anos
Capítulo Único Ode à dor

Fruto displicente e inevitavelmente

Amargo da vida,

És, de certo, dissonante a cada verso,

Presente em cada pontual momento

Representado pelo sangue

Que se jorra quente do corpo alheio,

Que petrifica-se e mancha o solo

Derramado por amor e ódio.

Consumindo vorazmente

E distorcendo cada alma

Para a inerte assombração

De não mais existir.

Ser volátil e invisível

Partindo de tua posição,

Sobras e restos fertilizam a terra.

Esculpido em barro,

Pelo Deus que credes

Reverencear a morte,

És uma alma posta em um corpo pútrefro

E os vermes que agora roem tua carne,

Sentem gosto em desgustar das almas alheias

Das quais te alimentastes

E tu que a todos tanto odiou e se alimentou

É agora esqueleto imóvel

Tais quais todos os demais

Que sepultastes.

Inertes em tua digestão,

Foste o ultimato,

Inerte e finado

Dos que tiraste o sopro e a visão.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Este poema foi inicalmente inspirado no personagem Hannibal Lecter que teve sua primeira aparição no livro Red Dragon datado de 1981.

Apreciadores (16)
Comentários (7)
Comentário Favorito
Postado 14/08/16 18:25

Você fez dois textos. Um, a poesia. O outro, a sinopse. Alguns ignoram, mas eu acho um campo muito importante, já que tenho dificuldade com o mesmo (por isso sempre coloco um trecho da minha obra. Não consigo fazer resumo dos meus textos). Mas você consegue criar outra ótima obra! Tanta perfeição assim não dá, produção u-u

Eu acredito que algumas nasceram com uma espécie de destino. Você, definitivamente, veio a este mundo pra ser poeta. Só pode, porque né. Amo suas rimas. Acho que já disse isso, mas repetirei sempre.

Gostei bastante do título. Do texto também. E foi uma boa inspiração. Conseguiu se manter fiel ao personagem. Além disso, mesmo sendo um tema mórbido, não ficou um texto pesado. É agradável, de certo modo.

Poema excelente! Parabéns!

Postado 14/08/16 23:24

O que falar dos meus olhinhos brilhando ao ler esse comentário teu?

Primeiramente, meu muitíssimo obrigado, segundo, tudo que tu falou me deixa extremamente feliz, nossa, obrigadão mesmo. <3

Postado 15/08/16 10:18

Ah, de nada! x3

Postado 14/08/16 18:38

Estou perdendo a habilidade de comentar os seus textos. Mas esse não vai entrar na listinha de "li cem vezes e preciso deixar um comentário decente", porque depois de ler o que a senhorita Aye escreveu um pouquinho de inspiração veio. Ok.

Então, como dizem, o carma sempre volta, e para a personagem (que desconheço, mas tem o nome semelhante àquele personagem da série) chegou pagando tudo o que devia. A maldade intríseca da pessoa foi exposta de um modo grotesco, e seu fim foi a redenção que teve por tudo o que devia em vida. As almas machucadas por essa casca agora deitada eternamente em sono profundo tiveram seu descando, assistindo o sepultamente de tão horrível criatura. Céus, o texto está perfeito como sempre, Gio, parabéns, cada palavra teve peso nesse poema, foi incrível!

Postado 14/08/16 23:25

Se a série que tá falando for Hannibal, é ele mesmo, a série é uma adaptação do livro também. ^^

Então, muito obrigado, Thaíza, fico bem feliz que tenhas gostado tanto. :3

Postado 14/08/16 20:38

OLHA AQUELA TAG MARAVILHOSA!!!!!! *------*É o Apocalipse!

Você sabe que eu nunca tive habilidade pra comentar, mas esse eu tinha que fazer.

Sério, olha esse poema maravidivo (incorporando a Vic agora)! Ainda não entendo o motivo de você preferir a Academia Carinhosa. Moço, você manda muito bem na Carnificina!! Venha para o lado escuro da AC pelo amor!

Eu estou encantada! Já li umas três vezes e ainda pretendo ler muitas mais.

Hannibal + Terror / horror + mórbido = Eu feliz e querendo te morder!

Postado 14/08/16 23:27

Vá me desculpar, mas isso são só momentos, a Academia Carinhosa fica no coração o tempo todo. <3

Brigadão, senhorita fava u.u

Postado 15/08/16 00:22

Desculpo não! Ç.Ç

Postado 28/01/17 21:35

Satan... Essa resposta do Sr Giordano foi tão "amorzinho" que me senti fisicamente mal... Um sociopata como ele desonrando a casta após um poema memorável desses é um ode à dor por si só...

Postado 04/02/17 13:55

shaushaushausahsuahsuahsu

Postado 05/09/16 12:49

Cara, se tu postasse isso aqui pro torneio mórbido certeza que cê ia ganhar!

Carajo, muito bom! <3

Postado 05/09/16 13:35

Infelizmente postei antes aí ñ vale pro torneio .-. shaushasahu

Postado 14/09/16 19:17

Muito bom! É interessente ver no texto a profundidade da filosofia da dor no ser humano. Gostei muito dos últimos versos, trazendo a conclusão da morte, com a certeza própria de que a própria dor está sujeita a morte. Esplêndido!

Postado 15/09/16 16:43

Obrigado, Francisco! ^^

Fico feliz que tenhas gostado.

Postado 20/10/16 14:16

"Tais quais todos os demais

Que sepultastes."

Consigo imaginar uma certa subliminaridade obscura nestes versos. Dá a ideia de que pode, ou poderia ser o agora morto indíviduo ao qual o poema remete, alguém que de fato tirava a vida de outros ou ainda, era responsável por encerrar os mortos abaixo da terra. Isso podemos analisar em:

"E tu que a todos tanto odiou e se alimentou"

Esse "se alimentou" é bem grotesco.

Parabéns por conseguir me fazer ver o texto em diversas formas possíveis.

Postado 28/01/17 21:46

Eu... Realmente estou sem palavras aqui. É tudo tão grotesco, visceral e perfeito que descrever as sensações ao (re)ler esses teus versos se torna uma tarefa inglória. Sr Giordano, em matéria de poesia eu ainda não vi ninguém chegar ao seus pés neste recinto. Na minha modesta opinião, és simplesmente o Poeta Alfa. Ainda mais quando decide revelar suas verdadeiras cores dessa forma tão excelsa e marcante.

Eu modestamente o reverencio e agradeço por compartilhar conosco um pouco mais de sua genialidade em uma versão sombria e real de si mesmo. Que obra e autor magníficos! Simplesmente admiráveis, admiráveis!

Atenciosamente,

Um ser morto à espera da Morte, Diablair.