Entropia
Giordano
Tipo: Lírico
Postado: 09/09/16 20:58
Editado: 09/09/16 21:01
Gênero(s): Poema Romântico
Avaliação: 10
Tempo de Leitura: 2min a 3min
Apreciadores: 9
Comentários: 2
Total de Visualizações: 438
Usuários que Visualizaram: 12
Palavras: 378
[Texto Divulgado] "Em tempos de Corona" Olá leitor, espero que esteja tudo bem por aí (ademais, são tempos de quarentena). Falando nisso, vamos falar do título "Em tempos de corona..." - significa dizer que foi escritório prioritariamente em função dos últimos acontecimentos relacionados à pandemia mundial. Bora refletir sobre o que os últimos acontecimentos podem nos dizer? Abraços virtuais bem de clima de pandemia!
Não recomendado para menores de catorze anos
Notas de Cabeçalho

Entropia é um conceito físico que determina o grau de “irreversibilidade” de um sistema, quanto maior a entropia, menor é a quantidade de energia que pode ser convertida em trabalho.

Capítulo Único Entropia

Moça, vai entrando,

Não te demoras com a porta entreaberta

Que o calor rondando porta afora

Não demora em esquentar cá dentro

É que por aqui vai tão confortável

E aconchegante por debaixo das cobertas.

Lembro de ter aprendido na escola

Sobre essa história de calor

Em uma aula de física, salvo algum engano.

A energia cinética das partículas em colisão

Dispersava-se, subtraindo-a da fricção

E convertendo-se em luminosa e térmica.

Ah, perdão, nunca me recordo

Que detestavas física no colégio

O microondas esquenta minha comida,

É tudo que preciso saber.

Não era o que dizias?

E apesar de eu sempre rir

Da tua falta de interesse

E retrucar que a física era, na verdade, estonteante,

Sempre acabávamos por concordar,

Havia de haver um modo melhor

De passar nosso tão curto tempo

Que não fosse debatendo

Sobre debater física ou não.

E, realmente, não é que tinha?

Eu puxava um pote de sorvete do congelador,

Você esquentava uma pizza de frango

E, por um tempo, fingíamos assistir um filme

Até que, como sempre, você se entediava,

Puxava a colher imersa no sorvete napolitano

E o fazia respingar sobre mim

Eu, como adulto responsável,

Não deixava por menos

Até que muitos cabelos bagunçados depois

A sala acabava encoberta de napolitano

E, pra variar, também a droga do sofá.

Moça,

Acho que mudei de ideia,

Esfriou bastante por aqui

E um calorzinho vinha a calhar,

Principalmente o teu,

Que desinibido no nosso entrelaço,

Sempre me fez tão menos amargo.

Moça, por que o choro?

Eu sei que escurece,

Mas já passamos daquela época

Em que jurávamos acreditar,

Que em monstros sob a cama,

Ficava aguardando a nos espreitar.

Chega mais perto que te enxugo as lágrimas,

Faço um carinho, esquece a tristeza,

Que essas que mancham tua alma,

Não merecem ser derramadas.

Moça, acho que te vejo quando raiar o sol,

Nesta escuridão,

Sinto uma dormência,

Um frio indescritível,

A porta parece emperrada

E o calor não parece mais entrar,

Acho que adormeço, moça.

Será que o sol se pôs do lado errado

E não serei capaz vê-lo nascer contigo?

Será que, por um deslize, pereceremos na escuridão?

Será que viverei perdido nestes pensamentos

Ou, morto, sou, agora, apenas um mero fragmento

Do que viria a ser o eterno desordenamento?

❖❖❖
Notas de Rodapé

Este foi o último dos textos do Torneio Mórbido. : (

Gostaria de agradecer ao Pãozinho e à Psicofava, também conhecida como Favamorzinho, pelo empenho neste torneio, foi incrível! ^^

Parabéns a todos os participantes pelos ótimos textos!

Por último: A Academia Carinhosa não será esquecida!

Apreciadores (9)
Comentários (2)
Postado 11/09/16 17:11

Esses poemas inteligentes <3333

Mds, boa sorte, XioFada! u-u

Postado 14/09/16 14:03

Boa sorte, Xiou!

E outra: ENTROPIA É O CONCEITO QUE EU TENHO QUE DEFINIR PARA UM TRABALHO QUE VALE PONTO EXTRA, JESUS AMADO, ESSAS DELICIOSAS COINCIDÊNCIAS AHAUHAUHA

Muito bom <3

Postado 14/09/16 14:26

Espero ter ajudado shausahsuahsau

Thanks, Brisa Master.