Filhos das trevas (Em Andamento)
Vitória Turbiani
Usuários Acompanhando
Tipo: Romance ou Novela
Postado: 12/09/16 16:50
Editado: 18/01/18 14:32
Qtd. de Capítulos: 1
Cap. Postado: 12/09/16 16:50
Cap. Editado: 18/01/18 14:32
Avaliação: 9.47
Tempo de Leitura: 3min a 4min
Apreciadores: 7
Comentários: 3
Total de Visualizações: 409
Usuários que Visualizaram: 15
Palavras: 570
[Texto Divulgado] "Por trás da janela" E se a sua imaginação se confundisse com a realidade?
Não recomendado para menores de dezoito anos
Filhos das trevas
Notas de Cabeçalho

Oi gente, tudo bem?! Então, eu achei esse texto nos meus documentos do word. Fiz umas modificações e to postando mesmo eu me sentindo uma idiota por causa da temática da história (voltei pra época que eu era a menininha que amava coisas sobrenaturais com romance. Crepúsculo, oi -sqn).

Espero que vocês gostem, de verdade. <3 Qualquer crítica e/ou sugestão são bem vindos.

Prólogo Matar ou morrer.

Ele caminhava lenta e suavemente pelas ruas molhadas pela chuva, sem fazer sequer um ruído. Seus cabelos rebeldes caiam em seus olhos castanhos avermelhados. Sua boca contorcia-se no canto esquerdo de sua face; estava a morder sua bochecha internamente – ato que apenas fazia quando estava nervoso. Suas mãos, que estavam escondidas nos bolsos de sua calça escura, fecharam-se com força quando subitamente parou sua caminhada e sorriu.

— Eu sei que está ai. — Disse ele, sem emoção alguma. Lentamente inclinou seu pescoço para trás, olhando, de forma fria, para o ser atrás de si.

— É muito bom te ver também, irmãozinho. — Respondeu o outro, com um sorriso irônico a brincar em seus lábios.

— O que quer de mim, Luke? — Perguntou ele virando-se para encarar o rapaz a sua frente.

— Nosso querido papai mandou-me procurar você. Ele tem uma missão para lhe dar. — Respondeu o garoto ainda sorrindo. Seus olhos azulados em um ar de mistério.

O garoto observou Luke com cautela. Seus olhos castanhos fixos nos azuis do outro. Respirou fundo e se virou.

— Diga a Lúcifer que não farei nada. Ele pode escolher algum dos Baals. — Respondeu de forma curta e grossa.

Ouviu então a risada de seu meio irmão. Mordeu os lábios e fechou os olhos, tamanha era sua frustração. Sabia que Luke apenas fazia isso para irritar-lhe, obvio, e ele sempre tinha sucesso. Começou a caminhar novamente, sem dar nenhuma palavra ao garoto. Contudo viu-se encarando o rapaz de novo.

— Sabe que ele irá lhe caçar, caso recuse alguma ordem dele... Sabe muito bem disso, Elliot. – disse Luke, caminhando até seu irmão. — Já se esqueceu do ocorrido com Bael, o Infeliz? — Perguntou ele, rindo maldosamente.

Bael, o Infeliz... Um dos nove Duques do Inferno. Morto por Lúcifer quando recusou a ordem de matar milhares de humanos indefesos. Por mais que seja um Duque do submundo, ele ainda tinha o coração de um Anjo, tornando-se assim o Infeliz, pois se arrependera de ter caído com Lúcifer e os outros dois terços de anjos.

Claro que Elliot sabia o que havia acontecido com Bael. Afinal, por ordens de seu pai, cortara a cabeça do pobre demônio e a deu para os Cães Infernais. Foi por isso e mais trezentos motivos que ele resolvera fugir do Sheol. Trincando os dentes fitou Luke e suspirou.

— Qual é a tal missão? — Perguntou por fim, olhando para o céu nublado e escuro.

— Matar certa garota. — Respondeu Luke, sombriamente. Seu sorriso macabro tornou-se ainda mais aterrorizante quando seus olhos azuis tornaram-se totalmente escarlates.

A respiração de Elliot vacilou. Ele fitou seu meio irmão incrédulo com o que acabara de ouvir. Matar uma garota? Não, isso ele não faria! Preferia morrer a matar uma garota. Balançou a cabeça negativamente.

— Não! Eu não farei isso! Nunca! — Gritou ele a ponto de descontar sua fúria em Luke.

— Elliot, Elliot, Elliot... Recuse caso queira morrer. Aceite, se quer viver durante mais alguns séculos. — Respondeu o outro com um olhar de desaprovação. — Aqui está a foto da garota. — Disse enquanto entregava-lhe uma foto pequena.

Elliot a pegou e fitou a bela moça da foto. Sentiu algo remexer-se dentro de si e focou o olhar nos puros e inocentes olhos verdes dela. Seus cabelos negros destacavam-se contra a pele branca.

— Qual é... Qual é o nome dela? — Perguntou gaguejando.

— Alice Moore. — respondeu Luke, desaparecendo logo em seguida, deixando a decisão nas mãos de Elliot.

Era uma situação de matar ou morrer.

❖❖❖
Apreciadores (7)
Comentários (3)
Postado 18/09/16 23:38

Meu deus, ao ler isso eu simplesmente imaginei um ÓTIMO tema pra RPG de mesa e me inspirei. Deu até vontade de mestrar, coisa que não sinto há tempos. Amei o clima e esse ar sombrio e misterioso :')

Postado 18/09/16 23:39

P.s.: e no fim lembrei do Flowey do Undertale com seu lema: "nesse mundo é matar ou morrer"

Postado 02/09/17 18:30

PELO AMOR DAS MINHAS GATINHAS PELUDAS, QUERO MUITO LER TUDO, ATÉ O FINAL.

A leitura suável me fez imaginar o Elliot e estou muito afim de desenhar ele, CARAMBA!

Sua escrita não deixou a desejar, pelo menos não para mim (que preciso estudar mais). A descrição dos personagens, de início, é satisfatória... AHHAHHA. De tudo modo, esse foi ótimo primeiro capítulo, os meus mais sinceros parabéns! <3

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<3

Postado 18/01/18 01:16

SOCORRO, QUE OBRA INCRÍVEL! Nem comecei a ler e já amo! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

Que incrível este universo que tu criou, moça. A parte dos Duques Infernais foi o que mais me cativou (lá vem a maluca dos romances de época). Contudo, a premissa da obra promete e muito. De fato, tem capacidade de surpreender muito mais.

Parabéns por essa iniciativa e por este belíssimo início ❤

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