Doze
Ozymandias
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 13/10/16 14:52
Editado: 13/10/16 14:53
Gênero(s): Cotidiano Romântico
Avaliação: 10
Tempo de Leitura: 1min a 2min
Apreciadores: 10
Comentários: 7
Total de Visualizações: 309
Usuários que Visualizaram: 17
Palavras: 264
[Texto Divulgado] "Descartável" Sabe, eu costumo fazer uso da escrita para desabafar, às vezes da fala também (mas não se pode falar por aqui). A questão deste poema é justamente esta: por que diabos você nem ao menos me escreveu adeus? Foi um descarte, como se o ser humano fosse descartável. Talvez aqui fique, já, uma ressalva: Não confunda às coisas, você não pode comprar tudo. E mais uma lembrança: O ser humano sente! (Parece óbvio, não?) Mas, acredite, há pessoas que parecem ter dificuldades de compreender isso. Boa leitura :*
Livre para todos os públicos
Notas de Cabeçalho

Escrevi este texto durante o dia das crianças do ano passado, e queria ter postado ontem, mas só consegui encontrá-lo perdido no meio do meu HD hoje. Espero que gostem.

Capítulo Único Doze

Meu querido amor, espero que aceite este meu convite indesejado, para que possamos esquecer, por um minuto, desse presente tão maçante, desse futuro tão incerto, e voltarmos a desfrutar do nosso familiar passado.

Apesar de já ter crescido, você ainda não tomou as decisões que precisa. Tudo bem, querido, pois eu irei te ajudar a todas experimentar. Vamos nos fingir de engenheiros e montar torres de legos, vamos fazer um tribunal com os nossos ursinhos de pelúcia, vamos brincar de detetives assistindo Scooby Doo.

Por apenas um dia, vamos esquecer do vestibular e deixar os trabalhos de química para lá. Vamos transformar o sofá da sala num barco indestrutível para que finalmente possamos navegar e explorar esse oceano de lava que invadiu o carpete, vamos ouvir nossas músicas favoritas em volume alto e vamos dançar girando até ficarmos tontos.

Vamos dar um tempo das entrevistas de emprego e ir para a pracinha; eu quero que você me empurre no balanço e me mostre as suas técnicas com as bolinhas de gude. Depois vamos para a sorveteria; eu quero pegar o sorvete mais gorduroso e colorido, encher de coberturas e M&Ms e me sujar toda comendo enquanto você dá risada. Depois vamos para a sua casa; eu quero assoprar aquelas suas fitas velhas de Super Nintendo e te mostrar que eu ainda sou muito melhor que você no Mortal Kombat.

Por apenas um feriado, vamos deixar de fingir sermos aquelas pessoas que os outros querem que a gente seja. Por apenas este doze de outubro, vamos nos divertir como a gente fazia doze anos atrás.

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Apreciadores (10)
Comentários (7)
Comentário Favorito
Postado 13/10/16 21:08

Soprar a fita... bah, que coisa mais de infância, heeheh. Bolinha de gude, então, é algo ainda mais infantil, hehehe. Só faltou falar dos estilingues, hehe.

Muito bom, Dan! Nada melhor que agir como criança para vermos o quanto a vida é fácil de se viver. Nesses momentos nostálgicos é que percebemos o quanto éramos felizes. Eu felizmente sempre abro um sorrisão ao me lembrar da minha infância, visto que tive uma infância muito boa.

O texto está muito bem escrito. Utilizaste bem do português para passar a mensagem do texto, estruturaste bem o texto para que fosse possível o ler de forma fluída.

Parabéns, Dan! Bom poder reler suas obras!

Postado 14/10/16 00:44

A ideia era ter nostalgia o suficiente pra cada leitor poder se relecionar com pelo menos uma coisa, talvez umas duas ou três hehe. Todas as coisas fizeram parte da minha, certamente, apesar de que sempre fui horrível com bolinhas de gude xD

Obrigado pelo comentário!

Postado 13/10/16 16:59

Ah, saudades da infância xD

Esse texto causa muita nostalgia ><

Parabéns <3

Postado 13/10/16 17:35

Obrigado ^^

Postado 13/10/16 21:14

"brincar de detetives assistindo Scooby Doo." Tá aí uma ótima ideia.

Tem tanta infância nesse texto. Gostei muito! <3

Postado 14/10/16 00:42

Muito obrigado, Flávia! Essa parte combina bem com o momento do site hehe

Postado 14/10/16 17:12

Lembrei de tantas coisas nesse pequeno instante... que nostalgia! (Onde aperta pra ser criança de novo?)

Por um momento, a gente lê um texto assim e percebe que nem tudo foi só ventania e aflição.

Todo mundo, em algum momento, tem boas memórias das quais recordar; e eu agradeço por ter feito com que eu me recordasse. Texto maravilhoso!

Postado 16/10/16 16:47

Eu bem que gostaria de saber onde aperta pra ser criança de novo hehe. Muito obrigado pelo comentário :)

Postado 16/10/16 13:59

Eu achei a escrita suave e melancólica, quase como se o que o narrador quer fosse algo distante e até mesmo impossível. A sensação que o texto traz ao leitor é fantástica, porque a cada palavra, é como se nós mesmos estivéssemos revivendo ou cogitando a ideia de largar tudo e aproveitar o tal dia 12. Ficou lindo, Dan, eu realmente nem sei o que dizer. Meus parabéns! <3

Postado 16/10/16 16:48

Muito obrigado pelo comentário e pelos elogios! Fico feliz que tenha gostado tanto ^^

Postado 17/10/16 19:56

Eu já li esse texto, naum? Sinto que já, lá no site camaleão hahahaha

Continua lindo <3

Postado 17/10/16 23:32

Talvez já hehe

Obrigado <3

Postado 19/10/16 11:56

Textos com esse sentimento saudoso são sempre apreciados ! Daniel, acho que grande parte, ou melhor, todos que leram, deixaram por um momento aflorescer a nostalgia e passaram um dado tempo recordando os seus passados.

Até o agora já é um passado, quando ao anoitecer, vemos que um novo dia nos aguarda...

Postado 19/10/16 13:45

Fico feliz por atingir esse efeito com o pessoal, pois foi realmente o que desejei ao escrever o texto. Obrigado! :)