Kill! (Em Andamento)
Gans
Usuários Acompanhando
Tipo: Romance ou Novela
Postado: 25/10/16 18:35
Editado: 28/10/16 19:12
Qtd. de Capítulos: 2
Cap. Postado: 25/10/16 18:35
Cap. Editado: 28/10/16 19:05
Avaliação: 9.47
Tempo de Leitura: 24min a 32min
Apreciadores: 3
Comentários: 3
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Palavras: 3880
[Texto Divulgado] "A vida imita a internet." Se se usa a tecnologia pra tudo. então...não custa nada usa exemplos práticos de tecnologia na vida real.
Não recomendado para menores de dezesseis anos
Kill!
Notas de Cabeçalho

Tem que ter muita coragem pra começar uma short fic no meio da semana de trabalhos na escola. Mas aqui estou eu.qq

A ideia surgiu de um sonho que eu tive (vocês vão perceber que meus sonhos são bem saudaveis) e resolvi transformar numa história de três capitulos que pretendo acabar antes do fim do mês.

Para os que gostam de ler ouvindo música, recomendo esta aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=94bGzWyHbu0

Boa leitura~

Capítulo 1 Choose and KILL!

Sabe, dizem que construções antigas registram seus fantasmas do passado na própria essência do ambiente, sejam incidentes verdadeiros ou lendas que transformaram o lugar, essas coisas vão se repetindo e se perpetuando com o passar dos anos.

O palco de nossa história será o lugar que já fora conhecido como Northwest University, mais especificamente nas antigas instalações do campus.

Era uma noite chuvosa quando oito vãs pretas passaram pela placa apagada e torta que dizia ‘’Northwest University’’, as vãs mantinham uma velocidade constante e em seu interior estavam pessoas com os rostos cobertos por vendas e bocas vedadas por fita adesiva. Os homens dirigindo os veículos mantinham um olhar sério e vidrado na estrada irregular pela qual passavam. As arvores por todos os lados e os raios que iluminavam o céu noturno cheio de nuvens carregadas davam um ar macabro ao local.

No fim da longa estrada estava um grande prédio com algumas salas e corredores iluminados. A pintura do lugar ainda estava intacta, como se nunca tivesse sido abandonado, a arquitetura era antiga e elegante, dando um toque nostálgico ao lugar.

XxXxX

Ethan Melbourne agora piscava os olhos lentamente tentando enxergar algo, no primeiro momento só conseguia sentir uma dor de cabeça latente, mas ai alguém o puxou violentamente e ele começou a ser levado por uma longa distância, algumas vezes sendo levantado por longos períodos de tempo. A última coisa que lembrava era estar saindo de um restaurante perto de casa e encontrar com uma garota... (qual era mesmo o nome dela?)

O sonífero que provavelmente estava agindo sob seu corpo voltou a fazer efeito e ele apagou antes de descobrir para onde estava indo.

Não sabia quanto tempo passou, mas quando acordou – piscando os olhos muitas vezes até se acostumar com a luminosidade do local – se deparou com uma sala de aula lotada e muitas coisas vieram a mente. Principalmente aquela garota da qual ele não lembrava o nome.

Havia cerca de vinte pessoas contando com Ethan Melbourne naquele lugar. A porta de madeira da sala estava fechada e trancada o que não impedia que um pequeno grupo tentasse abri-la. Repentinamente uma pessoa puxou levemente a manga do casaco de Ethan. Era uma menina, muito bonita por sinal. Ela tinha olhos azuis e um longo cabelo loiro, seu rosto era delicado e ela mantinha um olhar um tanto assustado.

- Eu sei que você acordou agora... – ela hesitou por alguns segundos – mas saberia dizer onde estamos? – a menina perguntou se levantando da carteira ao lado de Ethan.

- Eu não faço ideia – Ethan olhou em volta mais uma vez – a última coisa que eu me lembro é de estar saindo de um restaurante.

- Eu sabia... – ela colocou a mão no peito e olhou para baixo soluçando.

- O que...o que foi!? – Ethan perguntou surpreso pela reação.

- Acho que fomos sequestrados.... – ela respondeu num suspiro colocando as mãos no rosto.

- Não pode dizer isso! Pode ser alguma brincadeira, de algum reality, não sei – Ethan não sabia o que dizer ou fazer, então fez algo que sua mãe sempre pedia para fazer quando conhecesse alguém – eu me chamo Ethan Melbourne e você? – ele se levantou ainda tonto da cadeira e estendeu a mão.

A menina tirou as mãos do rosto e lentamente parou de soluçar cumprimentando Ethan em seguida.

- Eu me chamo Erin Yeravic, prazer – ela apertou a mão de Ethan suavemente.

A sala de aula era bem iluminada, as cadeiras estavam todas organizadas e limpas, na mesa do professor estava um grande botão vermelho, na lousa dizeres de boas-vindas podiam ser lidos em diversas línguas e no monitor preto e fino preso a parede tinha um símbolo conhecido, mas que não era lembrado naquele momento. Nas janelas, um grupo de oito pessoas tinha se reunido para olhar a sala do bloco da frente que também estava iluminado e cheio de pessoas. Entre acenos e tentativas de comunicação, as luzes repentinamente se apagaram causando pânico em todos ali.

Quando as luzes se acenderam, um homem segurando uma arma de grosso calibre estava parado ao lado do monitor preto, o que surpreendeu o grupo. O monitor se acendeu e no lugar do símbolo um ser com uma máscara totalmente escura surgiu. Murmúrios foram ouvidos e logo foram interrompidos pelo ser que começava a falar.

- Bem vindos as antigas instalações da Northwest University! – uma voz claramente modificada falou em alto e bom tom – Aqui vocês participarão de um pequeno jogo nesta bela noite! Vocês todos foram escolhidos a dedo por mim mesmo pois os considerei os peões perfeitos para o jogo. Tanto vocês como a turma na sala da frente. – nesse momento, num movimento involuntário todos os presentes olharam pela janela – para o primeiro movimento, vocês devem escolher quem vai viver e quem vai morrer! – um clima de tensão e também de dúvida se abateu na sala.

- Que bobagem! Se isso é alguma brincadeira de alguém é melhor parar agora! – uma garota ruiva de capuz gritou no meio da sala.

- Quem esse cara pensa que é para aparecer usando um cosplay de Jigsaw e dizer essas merdas! – dessa vez era um garoto de touca perto do soldado, ele tinha olheiras e seus olhos estavam levemente vermelhos.

- Eu vou embora daqui! – uma mulher usando um sobretudo azul escuro disse se dirigindo para a saída.

- Eu vou...eu vou chamar a polícia – uma menina com uma aura assustada gritou meio que engasgando do canto da sala. Ela usava óculos e tinha um longo cabelo preto.

- Ora, antes que tentem sair me deixe pelo menos explicar como vai funcionar. – A sala ficou silenciosa de novo – aqui não tem sinal, então ligações são impossíveis – as 20 pessoas pegaram o celular – o primeiro movimento que vocês têm que fazer é decidir é quem vai viver e quem vai morrer – a pessoa do outro lado da tela riu rapidamente – agora limpem bem os ouvidos e ouçam! Esse botão vermelho em cima da mesa é o detonador de uma bomba que está plantada na outra sala, tudo o que vocês têm que fazer é apertar e garantir sua sobrevivência, por enquanto. Tenho certeza que na outra sala eles estão prontos para apertar o botão a qualquer momento! – o painel novamente se desligou e deu lugar a um desespero crescente no peito.

As pessoas começaram a olhar para o outro lado e viram na sala do bloco da frente, um grupo brigando com o outro para chegar ao botão vermelho em cima da mesa do professor.

- Se acalmem todos! Tenho certeza de que tudo isso é falso! – um homem vestido de policial começou a falar na frente da sala – meus amigos policiais vão logo chegar!

- Idiotice! Eles nem devem saber que você sumiu – uma mulher loira de jaleco respondeu sem descruzar os braços.

- Por que não perguntamos para esse merdinha? – mais uma vez o garoto de touca e olhos vermelhos se aproximou do homem mal-encarado parado ao lado do monitor – quanto o seu chefe está te pagando? – o garoto parou bem à frente do homem e o encarou – me reponde seu bosta!

- Para trás! – o homem respondeu com uma voz firme, empurrando o menino que caiu de bunda no chão – seu maldito.... – o menino rapidamente retirou um canivete do bolso e apontou pro homem – luta que nem macho, seu boiola! Fica posando com essa arma aí, deve tá se cagando de medo! – uma risada estridente foi ouvida – ninguém empurra Jerome Rosales!

O homem manteve seu olhar frio e intimidador para o garoto que se levantava apontando o canivete.

- Vamos todos nos acalmar! – o policial gritou chegando perto do menino.

- Não se aproxima, seu merda, ou leva também! – o garoto chamado Jerome Rosales gritou de volta.

Enquanto a confusão se desenrolava, na outra sala, várias pessoas tentavam deixar o recinto, enquanto várias outras brigavam para chegar ao botão ou impedir que ele fosse apertado. Ethan observava tudo confuso, aquela situação era repentina demais. Ele olhou para Erin que segurou no seu braço buscando se sentir segura. Ethan olhou para a mesa do professor e lá estava uma menina de óculos e cabelo preto com as mãos pressionando o grande botão vermelho. Ethan não tinha certeza, mas podia jurar que a menina apertou aquele botão com um grande sorriso no rosto.

Em seguida um som de aplausos soou por toda a sala e no monitor a palavra ‘’winner’’ surgiu no meio de muitos confetes e em letras de uma cor dourada e vibrante. A menina ria e chorava ao mesmo tempo sem deixar de pressionar o botão. Uma contagem regressiva de três começou e todos se calaram, enquanto os gritos da outra sala eram perfeitamente audíveis.

Quando a contagem chegou ao final, uma grande lavareda de fogo tomou conta de toda a sala adversaria e em seguida explodiu numa bola flamejante cheia de pedaços de madeiras e vidro, – silenciando para sempre aquela gente – as janelas da sala onde o grupo vencedor estava também explodiram numa chuva de estilhaços e jogaram algumas pessoas longe – incluindo Ethan e Erin que foram jogados contra a parede – a menina de óculos que tinha apertado o botão, foi atingida por diversos cacos nas costas e caiu sangrando por cima do botão, outro garoto também foi atingido – mas dessa vez no pescoço – e seu sangue jorrou para todos os lados.

O sangue do garoto se espalhou e formou uma poça densa e viscosa ao redor de sua cabeça, o olhar do dele estava perdido e seu cabelo ruivo se misturava com o sangue dando a impressão de que sua cabeça tinha explodido.

Imediatamente o monitor se iluminou e a figura de máscara escura apareceu batendo palmas, antes que qualquer pessoa pudesse se levantar ele se pôs a falar.

- Devo dizer que estou surpreso pela coragem. Nesse momento todas as vinte pessoas na outra sala estão mortas e pegando fogo, tudo porque não fizeram o que era preciso...A coragem que vocês tiveram de mostrar quem são realmente foi louvável – mais uma vez ele bateu palmas.

O homem com a arma de grosso calibre se levantou do chão e se colocou ao lado do monitor mais uma vez, segundos depois foi a vez da mulher de jaleco que correu para ajudar a menina em cima do botão, já que o garoto que fora atingido no pescoço nem se mexia. Ela checou o pulso da menina e percebeu que também não podia fazer nada.

- Agora que provaram seu valor, vocês são dignos de iniciar a segunda fase! – a figura parou por um momento e riu – se matem!

O rosto de pânico dos sobreviventes era notável, aquelas pessoas todas reunidas ao acaso com o único propósito de se matar nem imaginavam o que ainda aconteceria durante as próximas horas. Os olhos estavam vidrados no monitor, como se uma espécie de lavagem cerebral estivesse sendo feita. O medo que aquela voz modificada causava ficaria marcado para sempre na psique daquela gente.

- Matem para ver seus familiares de novo! – após um breve momento de silêncio o ser voltou a falar animadamente – Matem para sobreviver! Matem para escapar! Matem para achar a saída! Matem pelo desespero! Matem pela esperança! Mostrem seu verdadeiro lado esta noite antes que toda essa maldita universidade vá pelos ares ao amanhecer! – a figura parou de gritar e um grande trovão foi ouvido.

As pessoas restantes observavam toda a transmissão tremendo, assustadas, perturbadas ou chocadas pelo que tinham ouvido. O riso da figura ecoava pela sala e parecia ser registrada na parte mais profunda do cérebro.

- Matem! Matem! Matem! Matem! Matem! Matem! Matem! Matem! Matem! Matem! Matem! Matem! Matem! Matem! Matem! Matem! Matem! Matem! Matem! Matem! Matem! – a figura gritou sem parar enquanto os participantes daquele jogo doentio ficavam atordoados tentando pensar no que fazer. Repentinamente a figura parou de gritar e respirou fundo voltando a falar normalmente – ah, antes que eu me esqueça, olhem os seus celulares e boa matança! – a figura exclamou rindo ainda mais alto – vocês têm até o final da noite! – o monitor se desligou.

Ninguém dizia nada, mas todos se olhavam desconfiadamente, enquanto se afastavam uns dos outros. Olhando pela janela podia-se ver o outro bloco totalmente destruído. Além da sala que tinha explodido com todas aquelas pessoas dentro, pelo menos outras duas tinham ido pelos ares com aquilo. O prédio começava a pegar fogo, a chuva caia incessantemente lutando com as labaredas alaranjadas.

Erin segurou a mão de Ethan novamente, dessa vez ainda mais assustada, enquanto abria o vídeo anexado a uma mensagem que tinha sido enviada duas horas atrás. O relógio do celular mostrava 02:52 a.m. de uma quarta feira.

Ethan fez o mesmo e abriu o vídeo e este começou a ser reproduzido rapidamente.

O vídeo mostrava a avó de Ethan amarrada e assustada, pendurada no topo de um prédio enquanto chorava e se rebatia sem parar, em seguida a tela ficava negra e o seguinte texto aparecia: ‘’A vida dela depende da sua sede de sangue’’

Ethan Melbourne não conseguia respirar direito, ele tremia vendo de novo e de novo o vídeo onde sua avó – uma senhora de idade avançada – se rebatia amedrontada pendurada no topo de um prédio. Seus instintos diziam que ele tinha que deixar aquele lugar o mais rápido possível e ir ajuda-la, não importava como. Ao seu lado Erin tinha deixado o celular cair no chão e mantinha um olhar cheio de medo e desespero.

As pessoas naquela sala foram retiradas do pensamento pelo grito de um certo garoto de touca que empunhava o canivete novamente. Ele chorava e hiperventilava enquanto olhava para o homem com a arma.

- Devolva minha mãe! Devolva! – Jerome Rosales gritou, soltando o celular com força no chão e correndo na direção do homem que nem piscou.

Na tela trincada do aparelho, o pequeno vídeo mostrava uma mulher amarrada e sangrando no sofá que Jerome logo reconheceu como sendo o sofá da própria casa. Havia muito sangue saindo do ferimento na barriga dela e ela parecia pronta para desmaiar a qualquer momento.

Antes que alguém pudesse fazer qualquer coisa Jerome conseguiu esfaquear o estomago do homem que soltou um urro de dor e caiu no chão com o dedo no gatilho da arma. A arma disparou contra as pessoas da sala e acertou cinco delas.

A primeira vítima foi uma menina de cabelo azul com muitos piercings no rosto, ela estava distraída revendo o vídeo e foi acertada bem na cabeça sendo jogada contra a parede do fundo da sala. A segunda pessoa foi um homem baixinho de barba que foi atingido nas costas e caiu cuspindo sangue. A terceira vítima foi também um homem, ele usava um terno e ia começar a correr para a saída quando foi acertado no peito, a quarta vítima foi uma menina usando um longo vestido preto e salto, ela levou dois tiros: um no peito e outro no rosto. A quinta pessoa foi Erin Yeravic.

Tudo tinha acontecido em questão de segundos.

XxXxX

Ethan olhou para o lado e viu a menina loira com quem falava poucos minutos atrás estirada no chão, do seu braço esquerdo saia uma quantidade enorme de sangue e ela gemia de dor se remexendo no chão. Ethan teve uma reação rápida e retirou o cinto que usava prendendo no braço da menina que não parava de gritar.

Após os tiros cessarem, o pânico foi geral, a maioria das pessoas vivas correu para fora da sala, se espremendo para passar pela porta que tinha sido aberta ao fim do pronunciamento do organizador daquele banho de sangue gratuito.

Quatro das cinco vítimas atingidas agora estavam mortas, sangue banhava o que sobrou do rosto da menina de cabelo azul caída no fundo da sala, o homem baixo e de barba se afogava no próprio sangue caído perto do garoto ruivo que fora atingido pelos vidros, a menina de vestido preto mantinha um olhar assustado na face remexida paralisada, o corpo homem de terno tinha sido pisoteado pelas pessoas que saíram em disparada da sala de aula.

Diferente do começo daquela noite, a sala de aula agora estava totalmente desorganizada. Havia cadeiras viradas, fora do lugar e até manchadas de sangue, os corpos dos primeiros mortos eram uma marca de que aquele jogo era sério e todo o conteúdo dos vídeos também.

O homem que trabalhava para a pessoa por trás daquilo tudo atirou no rosto de Jerome Rosales que chorava sem parar enfiando o canivete mais fundo no estomago do dele. O rosto de Jerome explodiu numa chuva de sangue e restos de cérebro para todos os lados – espirrando principalmente no homem de terno caído perto da saída – o som estrondoso e macabro assustou as poucas pessoas ainda presentes e com um sorriso o homem apontou a arma para o próprio rosto e atirou, tendo o mesmo destino de Jerome Rosales.

Erin gritou assustada levando a mão ao rosto enquanto chorava sem parar.

Ignorando a cena, a mulher de jaleco – que mais tarde se apresentou como Krista Vondelier – correu na direção de Ethan e Erin, posteriormente conseguindo fazer um curativo com as bandagens de um kit de primeiros socorros que ela achou ao lado da cadeira em que ela acordou. Krista percebeu que a bala não tinha entrado no braço de Erin, para a sorte dela, o tiro acertou de raspão.

O relógio agora marcava 03:41 da manhã. O que significava que eles só tinham três horas até o amanhecer.

XxXxX

Dez minutos tinham se passado desde o suicídio do homem com a arma. Ainda tinha restado sete pessoas na sala. Do outro lado das instalações, onde ficava a sala de aula que explodiu, o fogo queimava sem trégua mesmo depois de meia hora e de muita chuva.

Ethan estava sentado recostado a parede e Erin tinha encostado a cabeça do ombro do garoto, Krista estava sentada em cima de uma mesa perto dos dois. As outras cinco pessoas na sala tinham se apresentado com relutância.

Mexendo nos cadáveres e roubando itens valiosos dos mesmos, estava Tim Drews, um homem alto com roupas espalhafatosas e jeito de malandro. Ele comemorava a cada achado.

Uma menina observava a paisagem pela janela, ela usava uma roupa de colegial e uma blusa amarrada na cintura, seu cabelo castanho se movia com a brisa que a chuva produzia. Ela se chamava Sarah Alderson. Ela estava parada perto do garoto que teve a garganta cortada.

Victor Kayler era um homem loiro, de olhos castanhos e uma fisionomia que lembrava a de Erin, ele tinha dois anos a menos que Ethan e tentava se comunicar com alguém, mas o telefone se recusava a funcionar.

Tentando fazer o monitor funcionar, Melissa Mardawa se frustrava passando a mão no cabelo ruivo cortado em Chanel.

Chris Whiten vasculhava a mesa do professor atrás de documentos, mas obviamente não obteve sucesso.

Ethan havia tomado uma decisão. Ele sairia daquele lugar e levaria o maior número de pessoas possíveis. Eles sairiam todos juntos e conseguiriam resgate e justiça para o que aconteceu naquele lugar. Ele se levantou, limpou a garganta e começou a falar:

- Se as ameaças forem mesmo verdade, e eu não duvido que sejam, então temos que sair daqui o mais rápido possível. Tenho certeza de que todas aquelas pessoas já devem ter conseguido sair desse lugar...Então vamos nos unir e... – um riso foi ouvido.

- Você acha que isso é algum desses filmes da atualidade onde o grupo perde alguns membros mas sai vivo? – Krista perguntou com um olhar superior – acorde para a vida. Isso é sério. Se brincar vamos morrer. – Krista se levantou e atravessou a sala, indo pegar uma certa maleta em uma carteira no fundo da sala.

- Olha, garoto, eu sou negro. Negro sempre se fode nessas situações, aprendi com filmes de terror – Tim disse inspecionando um anel que tinha pegado da menina de óculos ainda caída em cima da mesa – e se fosse você também não embarcava nessa – ele falou se referindo a Chris.

- Eu concordo com o Ethan. Ficar em grupo é mais seguro. – Chris respondeu com uma voz firme.

- Sabe, se isso for como há dez anos, nenhum de nós vai sobreviver – dessa vez foi Victor que falou – há dez anos, um incidente ocorreu entre os alunos e professores de diversas turmas dessa universidade. Durante a noite eles vieram aqui e começaram a se matar, só porque alguém espalhou um boato que fez todos se virarem uns contra os outros. Na manhã foram achados mais de cinquenta corpos.

- E qual a relação entre este incidente e esse? – Ethan perguntou se levantando e em seguida ajudando Erin.

- Se acontecer o mesmo conosco, e já está acontecendo, então pode ser que a mesma pessoa esteja por trás do incidente de agora e de dez anos atrás. – Victor disse concluindo o pensamento.

- Bela teoria da conspiração – Sarah respondeu se virando para o grupo – mas não creio que os motivos de dez anos atrás e de agora sejam os mesmos. Todos nós fomos sequestrados, diferente daquelas pessoas que vieram por livre e espontânea vontade.

- Você parece saber muito sobre isso... – Erin falou timidamente segurando o braço com o curativo manchado de sangue.

- Fiquei curiosa com isso anos atrás e fui pesquisar. – Sarah respondeu friamente – os boatos dizem que houve um sobrevivente...mas nada foi confirmado. Não consigo entender o motivo disso.

- Talvez para proteger a identidade da vítima. Sabe, um recomeço. – Chris começou falando – lembro que na época várias notícias sobre isso circularam nas mídias. Muitas acusavam o reitor da universidade e outras diziam que nem membros da faculdade as vítimas eram.

- Será que ele está por trás disso? Digo, o tal sobrevivente – Melissa finalmente se pronunciou com um rosto entediado – aaaah, eu tinha um encontro pra hoje à noite...

- Estamos no meio dessa situação e a menina se preocupa com um encontro – Krista comentou – bom saber das prioridades de todos aqui. – A mulher loira falou do fundo da sala.

- Vamos focar no importante – Ethan recomeçou.

- Eu não vou fazer parte de grupo nenhum. – Krista agora estava indo em direção a saída enquanto tirava o jaleco – boa sorte. – e assim ela deixou a sala, sem maiores explicações, levando a maleta que poderia ser tão valiosa naquela situação.

- Eu vou com vocês – Chris se aproximou com um olhar sério.

- Eu também! – Melissa levantou o braço. A garota tinha um jeito infantil misturado com uma malicia evidente que chegava a ser perturbador. Mais perturbador era o fato dela estar pisando em cima do que sobrou do cérebro do homem mal-encarado.

- Foi mal, garoto. Tô vazando. – Tim falou indo embora da sala.

Victor Kayle não falou nada, apenas arrumou a gravata e saiu da sala, logo sumindo no corredor mal iluminado. A sala ficou em silencio e as pessoas lá se olhavam com determinação.

Eles então começaram a vasculhar o lugar atrás de coisas que poderiam ser usadas como armas para se defender, em poucos minutos eles veriam a realidade brutal onde tinham sido jogados de uma hora para outra. Eles não sabiam, mas cerca de oito pessoas já estavam mortas uma hora depois de deixar a sala.

Aquela madrugada chuvosa de uma quarta-feira juntamente com a antiga universidade, seria palco de mais um incidente que ficaria marcado para sempre. O que aqueles cantos escuros poderiam guardar? Que segredos estariam escondidos atrás da porta do diretor?

Este jogo mostraria o pior das pessoas, das piores maneiras possíveis, afinal, o ser humano foi programado para achar formas de se destruir.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Obrigado por lerem e até o próximo (e sangrento) capítulo o/

Apreciadores (3)
Comentários (3)
Postado 27/10/16 09:38

Hey!

Rapaz, meus sinceros parabéns!

Me senti preso na sala com os outros participantes do jogo.

Enquanto lia, também fiquei na dúvida se o melhor era sair do local ou continuar lá.

Se fosse para apostar, apostaria que o tal sobrevivente é quem está fazendo isso. Meio que tomou gosto pela coisa.

Novamente, meus parabéns. Fico no aguardo do próximo capítulo.

Postado 28/10/16 19:03

Olá!

Muito obrigado!

Se eu estivesse na mesma situação que estas pessoas eu não saberia bem o que fazer. Ficar e explodir com o prédio ou sair e ser morto brutalmente por outra pessoa? As opções não parecem muito boas...

Quanto a mente por trás disso...é melhor ficar no segredo por enquanto.

Muito obrigado pelo comentário o/

Postado 28/10/16 20:00

Hey, Gus! Desculpe a demora para ler!

Que belezura temos aqui :3

O começo me lembrou Dangan :v

Nossa, que criativo esse lance das pessoas apertarem botão para matar! Hahaha. Bem inovador :3

Pena que só vai ter três capítulos... Bem, vai ser um ótimo trabalho, certamente!

Até o próximo! :D

Postado 22/12/16 20:00

Desculpe a demora pra responder e-e

É porque o sonho era com os personagens de Dangan, foi bem esquisito até...Então, meus planos de acabar até o final do mês deram errados (obviamente)

Obrigado pelo comentário o/

Postado 18/06/18 22:29

Satã, como pude deixar passar esta obra? Só pode ser um sinal do Inferno para o que estou querendo fazer!

Sr. Gustavo, primeiramente quero pedir-lhe desculpas por demorar tanto tempo para ler sua sanguinolenta obra. Ela me fez sentir aquele gostinho de suspense com carnificina de Battle Royale e me incentiva grandemente a levar a cabo um audacioso projeto que há tempos chafurda na minha cabeça.

Também quero lhe parabenizar pela empreitada, foi bem divertido(?!) ver uma garota explodindo vinte pessoas e morrendo por causa disso logo em seguida. Fora que a narerativa, as descrições peeturbadoras, a promessa de mais massacre e drama, unido ao mistério acerca de quem está por trás de tudo isso e o motivo fazem a nós, leitores, querer lhe agredir por só existir mais um capítulo ao invés de dois!

Excelente! Indo devorar o segundo (e restante) capítulo imediatamente!

Atenciosamente,

Um ser que estava na sala ao lado, Diablair.

Postado 19/06/18 15:30

Olá, Diab! Faz bastante tempo desde que eu postei essa história (e pra ser sincero, ainda penso em reescrevê-la ou continuá-la). Eu tive sim algumas inspirações com Battle Royale (que diga-se de passagem é o meu livro favorito), mas também tentei jogar algo meu na história.

Fico feliz que tenha gostado tanto assim!

Muito obrigado por seu comentário <3

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