Dia de Compras.
Jhess S
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 09/11/16 23:51
Editado: 10/11/16 00:04
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 3min a 4min
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Notas de Cabeçalho

Espero que gostem.

Capítulo Único Dia de Compras.

Crônica I

Dia de Compras.

Estávamos eu e meu pai na rua grande da cidade fazendo compras. O sol quente do meio dia rachava o asfalto do lugar, mas não intimidava as pessoas. Fomos comprar qualquer besteira que pudesse ajudar a empurrar o tédio de uma sexta pra um buraco bem fundo.

Enfim passamos por uma loja de tecidos bem bonitos, paramos e vimos alguns retalhos, mas nada que chamasse a atenção.

Continuamos andando, rumando sem fim pelas calçadas esburacadas.

-Filha, vamos merendar algo? -Ele me perguntou apoiando a mão na testa para fazer sombra.

-Claro.

Me arrastando por entre as pessoas, fomos parar em uma lanchonete vagabunda e de terceiro mundo.

Meu pai bem fora de seu juízo pediu logo um copo de cana bem gelado e um pastel gorduroso. Como sou uma pessoa um pouco mais receosa, para não dizer fresca, apenas me contentei com uma garrafa de água bem lacrada

Nos 'alimentamos' e continuamos a percorrer o lugar.

Já havia se passado algumas horas desde o lanche anterior, meu pai encontrou uma banquinha de sorvete e tomou um. novamente pedi apenas água. Logo depois churros. Depois pastel.

Por volta de uma quatro horas da tarde, estávamos com os braços cheios de sacola: roupas, calçados, eletrodomésticos. Todo tipo de coisa que só se usa uma vez e depois esquece na caixa/gaveta.

Riamos alegremente quando meu pai que avançou na minha frente paralisou. Acabei esbarrando nele sem querer. Olhei para cima e vi que ele suava frio apesar do calor. Seus olhos esbugalharam e eu pensei: o que tá acontecendo?

Meu pai me encarou e logo procurou com os olhos alguma coisa.

Sera que ele foi roubado? ou esqueceu de comprar algo?

-Minha filha... -Ele começou meio gago. -U-um Banheiro?

-Agora pai? Aqui perto não tem nenhum. -Eu falei relaxando.

-Mas é urgente.

Ouvi sua barriga roncar.

-Égua, não vai dar tempo. -Ele murmurou.

Saímos as pressas entrando nas lojas e perguntando se tinha banheiro.

Ficava cada vez mais triste ouvindo o não das pessoas e o fato dos funcionários não saberem ajudar sobre onde ficava o banheiro mais próximo.

Meu pai corria com uma mão segurando as suas partes de trás, e eu teria rido se não estivesse preocupada.

Esse velho! Comeu tanta porcaria! Vai ver só depois.

Ele pegou munha mão e entramos em uma loja de roupas, algo com R, não sei dizer. Entramos vuados. Os funcionários nem chegaram perto. Subimos pela escada rolante e quando um senhor cm uma vassoura na mão foi passando meu pai o abordou:-Você pode me dizer onde fica o banheiro? -Ele sussurrava.

Vi eles trocando informações e logo meu pai deixou os trilhões de sacolas que carregava encima de mim.

Ele correu e pude vê-lo desabotoando a calça antes mesmo de entrar no pequeno comodo.

Como não sou besta, fui em direção ao banheiro feminino e entrei. Deixei as sacolas em um canto e fiz minhas necessidades. Lavei minhas mãos e sai.

Esperei 5.

10.

15.

20 minutos e nada dele. Já havia descido. Subido e sem sinal do meu pai.

Quando enfim ele saiu pela porta molhado de suor e ao mesmo tempo com água. Sua camisa estava encharcada e seu rosto pálido.

-Como foi? -Perguntei em tom de sarcasmo.

-Vamos comer agora só fibra.

Rimos e fomos pra casa.

❖❖❖
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Postado 10/11/16 01:28

É difícil de colocar um elogio do tipo "adorei" quando a temática do texto trás sentimentos não muito bons kkkkk

O texto tá ótimo, parabéns. ^^

Postado 10/11/16 07:47

Hauaahuahe Obrigada :3

Ah é só um dia qualquer afinal. Rsrs

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