O Canto da Sereia
Maia
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 11/11/16 21:37
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 2min a 3min
Apreciadores: 3
Comentários: 2
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Palavras: 424
[Texto Divulgado] "O quarto" Quando a filha bem sucedida e mais nova de uma família instável, recebe uma ligação do seu irmão e retorna para a sua antiga casa, não imaginaria a série de eventos que iria acontecer.
Não recomendado para menores de dezesseis anos
Capítulo Único O Canto da Sereia

Tudo começou com aquela música, cujo pensei eu, ser apenas nossa e de mais ninguém. Sua beleza excêntrica me chamou a atenção, você era algo exótico e único para mim, sem perceber fui arrastada às profundezas do mar de uma paixão platônica – não deveria ter cedido fácil assim.

Suas palavras, sua voz, seu canto. Tudo isso me hipnotizou como nada antes havia feito, e, quando percebi, já estava sob o seu feitiço.

Uma voz na minha consciência tentava de todo o jeito me alertar sobre você, de alguma forma eu estava tentando me auto proteger do meu próprio coração. Eu estava fascinada pelo errado, era algo incrivelmente atrativo e instável, como as ondas do mar.

É errado, não é mesmo? Eu não deveria querer algo fora do meu controle, mas você não podia ser controlada, muito pelo contrário, você era quem dava as regras e eu as seguia cegamente. Você me tinha em suas mãos, eu estava enfeitiçada.

Você pegou minha mão e me guiou para este vasto mar de sentimentos nunca sentidos antes, uma mente confusa e um coração apaixonado são fáceis de controlar e enganar. Por mais que eu soubesse disso preferi ignorar, eu deixei a minha guarda baixa e você atacou, tão sorrateiramente e ao mesmo temo bela.

Com promessas improváveis – mas ao mesmo tempo tão confiantes, e palavras bonitas você me atraiu. Agora eu me afogo em falsas esperanças e desilusões que você implantou na minha mente, meu coração esta quebrado e não vejo sentido em concerta-lo.

Você me levou até o fim do mundo e depois simplesmente desapareceu da minha vida. Tudo esta escuro, e, eu me afogo em meus próprios temores, sinto-me uma tola que se deixou enganar por palavras vazias e uma bela voz.

Escutei histórias sobre sereias durante toda a minha vida, sabia como elas poderiam ser espertas e traiçoeiras, mas nuca acreditei que existissem – até conhecer você. Por mais que eu nade contra a correnteza não adianta, eu fui tola de mais e me deixei enganar pelo canto da sereia.

Por mais que você tenha me ludibriado e brincado com os meus sentimentos, gostaria de te ter de volta, a atração que sinto por você é quase fatal e essa parte de mim que faz com que ignore o certo grita pelo seu nome. Não adianta, você se foi e nunca mais voltara, eu sei disso.

A duvida que me mantem presa neste mar de desilusões que eu construí. Você causou tanto mal a alguém que te queria tão bem, por quê? Divertiu-se minha sereia?

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Apreciadores (3)
Comentários (2)
Postado 02/12/16 15:42

Wow! Amei o texto! Incrivelmente, ele também se encaixa no 19º Desafio Quinzenal - Falso Amor. (ao meu ver, é claro)

Achei bem interessante. Trazer a personificação da personalidade das sereias pra vida real. Bem pensado! E com uma escrita muito boa, leve, fácil e agradável de se ler. Gostei bastante!

Parabéns pela obra! Ficou ótima!

Postado 16/12/16 04:43

Desculpe a demora para responder, muito obrigada mesmo pelos elogios e fico feliz que tenha agradado. De verdade obrigada!

Postado 02/09/17 18:16

Fofinho e cruel, sua obra é muito amável <3 Adorei muito!!

Porém, tem alguns errinhos que talvez nã tenha notado, então peço que reeleia. Também peço que leve em consideração uma certa confusão no final.

De mais a mais, tenho a elogiar muito a maneira que escreve esta obra (senti em alguns momentos uma rima, aqui ou ali; mas pode ser coisa da minha cabeça), me fez imaginar algumas cenas e eu adorei.

Muito obrigado por compartilha sua obra aqui na Acadêmia.

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<3