Inocente
Shizu Devastir
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 17/01/17 00:19
Editado: 21/10/21 00:50
Gênero(s): Drama Romântico
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 3min a 4min
Apreciadores: 3
Comentários: 2
Total de Visualizações: 700
Usuários que Visualizaram: 12
Palavras: 550
[Texto Divulgado] ""
Não recomendado para menores de catorze anos
Notas de Cabeçalho

Este conto é mais ou menos uma continuação do "Consolando uma desconhecida".

Não necessáriamente continua aquela história, este fala mais sobre o personagem em si próprio. Espero que gostem, mesmo sendo um pouco mais incinuante. ^^

Capítulo Único Inocente

"Um conto, que continua outro; uma resposta para uma história, sem fim certo".

Para os leitores que apostaram em um final malicioso, que ia muito além daquela xícara de café, revelo o seguinte: Estavam totalmente certos! Alguém como o nosso garoto não ama ninguém, não ajuda sem ter outras intensões, não a pureza no que dizem e sempre refletem sobre os erros das suas mentiras...A verdade: Eles só amam duas coisas: O dinheiro e a possibilidade de satisfazer seus desejos, e tenha isso em suas cabecinhas, fariam qualquer coisa para sentisse realizados.

"Como eu consigo? Fazer amor, sem nem ao menos ama-la..."- perguntasse, enquanto escuta os gemidos de uma mulher com um nome qualquer.

As horas passam e a consciência de Matheus continua a pesar, como os "funcionários" mais experientes diriam, e dizem: -Carne nova é, assim mesmo, fraca... –risadas debochadas.

Levanta da cama, mais que usada, olha cansado a amante com seu corpo exposto, está dorme feliz, ou seja, seu trabalho foi bem feito: -Ela sorri, enquanto dorme... e eu fumo. Afinal, estou merecendo.

A forte luz que vem da janela desperta o interesse deste jovem, que dirige-se até a mesma. A sua nudez espanta algumas mulheres religiosas, que caminhavam até uma pequenina igreja ao lado do motel, que tinha um nome peculiar: "Plaisirs". Traduzindo do francês para o português tornava-se fácil ler: Prazer.

Grita do alto para aquelas mulheres, que estão a fazer um fiasco: -Por favor, moças. Hoje eu estou de cueca...- roupa intima, que nem é tão intima assim.

Sai da sacada, murmurando: -Se aquela mulher não tivesse...- ressalta a palavra "mulher" com desprezo. -Eu podia ter uma vida diferente? -uma pausa -Ah, como desejo saber a resposta desta pergunta – soltas risadas assustadoras em uma tentativas frustrada de acalmar sua raiva, mas só um ato pode deixa-lo calmo, por isso, volta a cama para ficar novamente em paz.

Naquela mesma noite um sonho...Não, uma lembrança o faça delirar, suar e sussurrar algumas palavras, enquanto dorme: -Matheus -chama a atenção, uma mulher de uns vinte e poucos anos.

Vira seu olhar ainda inocente para aquela jovem e bela moça. -Aqui, uma rosa amarela para minha única flor –estica seu braço, oferecendo não só a planta, mas seu coração juvenil.

-Não posso aceitar, eu não consigo fingir mais –continua a olhar calmamente, docemente e friamente, era um olhar múltiplo de dor e mentira.

Uma lágrima tenta cair –Por que?

Risadas de sarcasmo são soltas. -Por favor, não me faça rir. Você acha mesmo que me faz feliz? Não tira nem um eu te amo sincero, imagina um gemido. A verdade é que eu estava mentindo! Criança... - a palavra continua sendo repetida, enquanto ele cai em um buraco fundo, implorando por aquele amor falso.

Acorda, quase que em um salto. Senta-se assustado na cama bagunça e molhada de suor. -Mais que droga! -esfrega sua cabeça.

A resposta da pergunta que pode estar rondando seus pensamentos caros leitor é simples. Ele só entrou neste "esquema" para apreender com quem melhor sabe, fazer uma mulher enlouquecer por um homem, por amor, por um amor falso e uma vingança falhada. Para que? Acabar viciado em "encontros causais" com garotas, esposas, velhas e sei lá mais quem, que só importam-se com seu corpo muito bem cuidado, mesmo não sendo mais puro continua inocente.

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Apreciadores (3)
Comentários (2)
Postado 17/01/17 22:43

Existem alguns piolhos no texto (mesmo que eu tenha lido lá quando tu me mandou eu não cheguei a ver, deve ser porque o texto não tava formatado). Acredito que essa parte de "culpa/remorso" pudesse ser um pouco mais desenvolvida.

:D Bom trabalho o/

Postado 17/01/17 23:06

Mas ele não se culpa... Ele só questiona-se sobre as possibilidades...

Como posso dizer ... ele é um bom garoto... mas não tem sentimentos afetivos mais não

Postado 17/01/17 23:56

Por isso culpa/remorso. Pelo menos eu acredito que a pessoa ficar pensando e refletindo sobre o que poderia ter acontecido (as possbilidades, no caso) é um certo remorso hahaah

Postado 18/01/17 00:02

Agora entendi... eu acho... ahahha Bom quando nos encontramos, novamente, você tenta me explicar melhor... ou não.

Postado 12/02/17 19:45

Foi um bem-vindo e interessante desenvolvimento do protagonista das duas obras. Vejam só o que um sentimento (ou a ausência dele) pode fazer a uma pessoa... Mas, como a Srta Júlia bem frisou, se ele se questiona tanto e até sonha com o assunto e suas consequências, dá-se a entender que existe um pouco ou até um considerável nivel culpa/remorso em seu âmago.

Mas, como meu nível de interpretação de texto é desprezível e repulsivo, prefiro apenas conentar que, a despeito dos supracitados "piolhos", sua obra proporcionou uma leitura agradável e até inspiradora (imaginei a inocência lentamente se convertendo em insanidade e, por fim, em malevolência). Parabéns, Srta Shizu!

Atenciosamente,

Um ser maculado e depravado, Diablair.

Postado 12/02/17 20:37

Agradeço pelo comentário, atencioso.

Tentarei melhor a minha escrita.

Shizu <3

Postado 12/02/17 21:04

Todos nós precisamos, Srta Shizu. Todos nós...