Intermúndio
Meonni
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 25/02/17 16:51
Gênero(s): Crônica Drama Reflexivo
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 57seg a 1min
Apreciadores: 3
Comentários: 2
Total de Visualizações: 250
Usuários que Visualizaram: 5
Palavras: 152
[Texto Divulgado] "Lá Vem a Cobra, Lá Foi o Pandeiro" O personagem encontra-se no meio do mato em situação desfavorável após cair em um rio e perder seus equipamentos eletrônicos e seu pandeiro.
Não recomendado para menores de doze anos
Notas de Cabeçalho

Espero agradar, Boa leitura!

Capítulo Único Intermúndio

Os riscos diários, efêmeros e afanosos me prezavam o incômodo da vida. De motivos sóbrios para seu desprezo. Meus arcos-celestes iam desde o branco ao negro de um colorido surreal. Marginalizado dentre os panoramas paradisíacos, meus desejos cativos descabiam o corpo sereno numa névoa densa e translúcida. É aqui que encontro companhia, que é tão somente a minha. Talvez a solidão me mataria, ou antes, presenteara-me com o abandono e seus afins mais solitários e súbitos. Não me é má ideia, ou me levará a um prejuízo imensurável e nefasto, apenas proverá delícias silenciosas e inqueridas. Mistérios como quem com pálpebras fechadas em pressão, vê o sol brilhar em toda a sua glória. Nesta condição fantástica ouço minhas vozes em suas profundidades, e com elas sigo iluminando a vida alucinada. Vida que a muito desconsidero e pouco estimo. Mas, se eu vier a morrer, estarei sorrindo... E talvez sozinho eu possa viver.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Espero que tenha gostado. Obrigado.

Apreciadores (3)
Comentários (2)
Postado 26/02/17 19:32

Lembrou-me demais uma pessoa a quem tanto estimo e, por não comprrender, acabo decepcionando vezes sem conta (ou, talvez, não mais...). Acredito que seu texto retrata fielmente as sensações/sentimentos/pensamentos (ou a falta/deformidade deles) não só dela, mas de certa forma os meus e o de tantos, tantos outros e outras...

Belíssimo! Bravíssimo!

Atenciosamente,

Um ser sem palavras, Diablair.

Postado 27/02/17 16:28

Creio de que qualquer realidade com que construímos, dentre os panoramas moldáveis, além da cultura real e consumável, reflete veemente às sensações de espírito, por vezes, da alma, sem compreensão de outrem necessariamente. O sentimentalismo me é a temperança da realidade difusa.

Muito obrigado!

Postado 27/02/17 17:35

Esse é o Felipe que eu conheço! Que texto esplendoroso! Achei aqui tantas palavras que eu sempre pensei que faltassem, é como uma sensação múltipla que me acaricia e me joga de cima de um morro, me identifiquei tanto com esses sentimentos e sensações descritas! Obrigada por isso, você é demais!

Postado 27/02/17 20:23

Muito Obrigado Sr.ta Capre! ^^