Minha ultima valsa
Kallya
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 18/03/17 00:04
Editado: 18/03/17 00:08
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 3min a 4min
Apreciadores: 4
Comentários: 2
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Palavras: 519
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Livre para todos os públicos
Notas de Cabeçalho

Um sonho antigo que nunca esqueci me inspirou messe texto.

Espero que gostem.

Capítulo Único Minha ultima valsa

A chuva fina molha cada vez mais meu cabelo, meu rosto arde com o vento gelado que sopra , ondas violentas enchem o ar da noite com o gosto da agua salgada . Na ponte onde estou, as poucas pessoas e carros que passam parecem vultos coloridos, sem rosto ou forma.

Olho para as águas ajitadas, banhadas por luzes amareladas de postes antidos, sem saber ao certo o que procuro nas sombras.

Ouso olhar mais a fundo na escuridão. Lá, uma fragil estrutura se ergue sobre as águas, balançando ao sabor do vento forte. Nela, envoltos pela noite, seres de sombra se divertem, balançando nos canos ao sabor da tempestade.

Uma nevoa se erque, o som das risadas chegam ate mim, fracos, mas ainda ali. Procuro por mais algo que sinto estar lá, e o encontro, no topo, em pé, sem mecher nem um musculo, olhando pra mim.

Não sei como, mas não estou mais la, sinto-me cansada, não sinto mais o vento, um ar metalico deixa um gosto amargo em minha boca; as risadas trazidas pelo vento, morreram, so um bip, baixo e irritante ficou. Náo consigo abrir os olhos, isso me apavora.

Sufoco.

Começo a sentir dor, forte e constante, rasgando meu peito. Algo acontece, mas não consigo me consentrar o bastante para saber o que é, mas eu ralaxo, aos poucos não sinto mais dor, sinto a escuridão me levar. E eu de bom grado, vou com ela.

A chuva, fraca e gelada, lavam de mim a lembrança insistente da dor. Me sento, agora, mais afastada das luzes. O vento traz as mesmas risadas pra mim, perto, muito perto, tento correr em sua direção, mas estou cansada demais.

Braços fortes me erquem, rostos desconlhecidos e familiarem sorriem pra mim. Meu corpo ja não pesa, deixo que me levem e me deitem em uma confortavel cama forrada de sedas e setins. Fecho os olhos, e pela primeira vez não tenho nedo, não tenho dor.

O mesmo ar metalico me desperta, não consigo me mover, não consigo falar, meus olhos se abrem lentamente , e ele esta la , vestido de negro, tão belo, tão triste, ele se aprocima e sorri, fala alguma coisa, não entendo, uma lagrima cai de meu olho, e mais algumas depois desta.

Porque estou chorando?

Algo dento de mim se quebra, posso sentir, respiro mais uma vez e relacho.

So entáo entendo o que meu anjo negro me disse.

"Calma, ja esta acabando"

A escuridão me leva novamente, abro os olhos em meio as luzes de velas em delicados postes de cristal. Ele esta la, me oferece a mão para uma valsa, minha ultima valsa.

Flutuo, leve sobre pés descalços, o enorme vel que nos enconbre voa para lonje, não paramos, porem eu olho ao redor, rostos familiares, e esquecidos, se despedem de mim.

Tristes.

" É hora de você ir"

Meu anjo sussura em meus ouvidos me dando um suave beijo.

Sinto-me ainda mais leve.

Levada pelo vento, me vou, passando por uma vida de lembranças, hora doces, hora amargas. Erros e acertos. Encontros e despedidas.

Meu tempo acabou.

Vivi.

Amei.

Chorei

Sorri

E agora morri.

❖❖❖
Apreciadores (4)
Comentários (2)
Postado 19/03/17 02:48

Eu gosto de obras com base onírica pois me soam bem surreais. Consequentemente, um belo (ou grotesco) exercício para a criatividade e a capacidade de nareação/descrição do autor. Por outro lado, textos assim permitem uma ampla variedade de interpretações, o que é um ponto bem positibo na minha modesta opinião.

Sua obra foi interessante, todavia carece de uma revisão mais apurada pois contém uma quantia mensuráveis de erros que acaba maculando a beleza do conto. Acredito que tal coisa tenha ocorrido por conta de uma postagem apressada ou algo do tipo. Mas, quem nunca o fez e nem errou, que atire a primeira pedra.

No mais, bom trabalho!

Atenciosamente,

Um ser que não sabe valsar mas morreu assim mesmo, Diablair.

Postado 27/06/18 22:42

Sua obra é tão linda... Os primeiros versos gargalha de qualquer outra tentiva de escrita que tente se parecer mais bela.

Gostos. Cheiros. Ar metálico...!!! Já senti isso, sua obra é um voo leve ao inconsciente. Ao inconsolável. Eu diria ser, uma elevação astral, ou uma paralisia do sono (uma das mais belas e assustadoras), meus mais sinceros parabéns, você usou as palavras com toda a sua alma.

Mas, como o Diableir disse e também reparou. Há muitos erros de português, de acentuação, de espaçamento. A amém creio que tenha sido a pressa... Em muitas delas você trocou o G pelo J. Ou o X pelo CH, são erros corriqueiros, que não tiram a beleza de sua obra, mas a deixariam mais bela se ali não estivessem. Enfim, parabéns, me sinto agraciada por ter lido isto!