Mãe terra
lest
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 21/05/17 16:45
Editado: 21/05/17 18:07
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 6min a 9min
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Palavras: 1106
[Texto Divulgado] " Apenas se jogue!" seja da altura de um pé, ou de um precipício para haver aventura tem que ter um inicio. tudo começa do momento em que tu se jogas.
Não recomendado para menores de doze anos
Capítulo Único Mãe terra

Era um soldado, isto ele tinha certeza, mas todo o resto parecia nebuloso, estava caminhando com roupas e uma arma que lembravam a guerra civil americana, mas suas roupas estavam surradas, ele estava sujo, e se sentia incrivelmente cansado. enquanto caminhava, começava a perceber cada vez mais o ambiente em volta de si, que se mostrava como uma floresta escura, tão escura que mal podia ver seus passos, porém conseguia perceber os galhos que batiam contra seu corpo, e o som das folhas ao vento.

Seguiu por este caminho por um tempo razoável, suas pernas doíam, porém algo o fazia continuar andando por este caminho, como se ao final dele houvesse algo mágico que o atraia, sem realmente saber o que isto poderia ser, mas continuava um caminho sombrio, sem saídas, em busca de uma esperança que ele mesmo não sabia o que poderia ser. Ouviu o zunido de projeteis cortando o ar, o que colocou pânico em seu coração, seu corpo mais uma vez se esquentou, não se sentindo mais como um pedaço de gelo, e então se jogou ao chão para se proteger, percebendo que algumas das balas passava realmente perto de seu corpo.

Tentou levantar sua cabeça para poder ver o que acontecia, e poder contra-atacar, quando ouviu uma voz feminina ecoar em sua cabeça “não!” falava com força, e isto impediu que ele se levantasse, e então ouviu o barulho de uma bala passar onde sua cabeça estaria, “venha, continue, você está quase conseguindo!” ouviu aquela voz mais uma vez, então se rastejou pelo chão, para evitar que seja atingido. O caminho começou a mudar, começou a perceber que haviam luzes em volta dele, que pareciam sumir e reaparecer, o que fez pensar que estava perto de algum dos lados da guerra, a ponto de poder ver a luz das explosões dos rifles, porém não ouvia o barulho das mesmas, e em pouco tempo também não ouvia mais o barulho das balas.

Se sentindo mais seguro, se levantou mais uma vez, ficando encantado com o que via, haviam pequenos traços dourados onde estava, que desapareciam e reapareciam, que nadavam no céu como um peixe na água, e de tão brilhantes, iluminavam aquela floresta que até então parecia a própria escuridão. A partir desta luz, conseguiu perceber que aquelas arvores eram majestosas, e de espécies que nunca havia visto, possuíam flores das mais coloridas, até prestou mais atenção aos cheiros a sua volta, sentindo uma mistura de perfumes que nunca antes havia sentido, estava maravilhado, apenas levantou a cabeça com os olhos fechados, aproveitando o lugar que estava. Foi quando ouve o barulho o barulho de galhos se quebrando no chão, provavelmente pelos passos de alguém, e em um estado de auto-defesa, aponta seu rifle na direção do ruído.

-Se acalme, não o farei mal. – Na direção que apontou sua arma, via uma mulher com uma beleza única, pele morena e seu cabelo escuro, parecia alguma espécie de indígena, o homem não conseguia fazer mais nada além de abaixar a arma e observar a beleza daquela mulher, coberta por um traje branco da mais fina seda, que fazia um belo contraste com sua pele.

-Onde estamos?

-Estamos em lugar nenhum. – A moça ria, enquanto se aproximava devagar.

-Sua voz, ela me parece familiar... Foi você que salvou minha vida, me pedindo para não me levantar!

-Sinto não ter feito isto, apenas consegui lhe proteger enquanto está aqui... – Dizia a moça com voz triste.

-Claro que não, sem você, eu estaria morto agora! – Dizia o homem, tentando a animar, sem entender realmente o que ela queria dizer com estas palavras.

-Acho melhor não ficarmos aqui, você ainda parece muito cansado, me siga – A mulher adentrava mais fundo na floresta, porém era fácil a seguir, pois aquelas criaturas douradas pareciam estar em volta dela, clareando o caminho dos dois.

Finalmente chegaram a uma área aberta, que continuava escura, pois todas as arvores ao redor pareciam cobrir aquela pequena área, que era apenas iluminada pela luz dourada, e no centro desta área, havia uma grande arvore, que possuía porta e várias janelas, seu diâmetro era tão grande, que mal poderia ver ao outro lado, e a mulher apenas ia em direção a sua porta, e a abria gentilmente, abrindo passagem para que o soldado entrasse.

Já dentro da casa, tudo era feito de madeira, escura como o próprio tronco das arvores, o que lembrava a cor da pele de sua guia, e tudo era iluminado com tons de ouro, graça aos seres mágicos que os acompanhavam.

-Sinto muito por ter que conhecer este lugar. – Dizia a mulher com sua voz triste.

-Não precisa se desculpa, nunca tinha apreciado uma beleza tão grande quanto a sua... Digo, desse lugar. – Ele parecia realmente encabulado pelo que disse, o que fez a moça rir.

-Não precisa ficar acanhado, você ficará aqui até descansar o suficiente para retirar este peso sobre você.

-Como assim?

-Não se preocupe com isto, apenas se sente comigo.

A moça se senta em bancos que parecem tocos de arvores delgadas, que estavam dispostas em volta de uma mesa de madeira, convidando o mesmo a lhe acompanhar, e então o soltado se senta a mesa com ela. Logo a mesma serve ao soldado uma bebida quente, que possuía ao mesmo tempo um cheiro doce e forte, que o mesmo bebe aos poucos, e a cada gole o mesmo ficava um pouco mais tonto, ao ponto que ao final do copo se sentia completamente bêbado, ao perceber isto a mulher se levanta e estende a mão a ele.

Ela então o leva até seu quarto, onde retira seu traje, revelando um corpo incrivelmente belo, com seios e quadris fartos, e então se senta na cama, convidando o homem, que devido ao seu nível de álcool, apenas senta entre suas pernas, apoiando a cabeça em seus seios, enquanto ela o acaricia os cabelos.

Logo, as memórias de John, como o soldado era chamado, voltam a sua cabeça. Lembra de muitas coisas para serem descritas, era de uma família rica, tendo muitas mordomias quando ainda era criança, ao se tornar adolescente, se uniu ao exercito, porém a guerra civil se instaurou, e o mesmo participou da guerra, sendo um grande soldado, até um dia que estava abaixado em uma mata, no meio de um tiroteio, e ao levantar a cabeça para ver o que acontecia, levou um tiro, causando morte instantânea.

-É, realmente você não pôde me salvar – O homem ria de maneira triste. – Porém, sinto que em seu colo conheci a paz... – Seu corpo se desfazia em pontos brilhantes, e então se tornou mais uma daquelas criaturas douradas.

❖❖❖
Apreciadores (2)
Comentários (4)
Postado 21/05/17 16:50

Hey, bem-vindo! Curti muito a história. Espero ver mais por aqui nesse estilo, hem? Só queria te alertar que se trata de um conto ou crônica, e não um roteiro do tipo cena, ok? Seria melhor editar! :D

Postado 21/05/17 16:57

Pois é, eu só vi que tinha essa publicação depois de ter postado, vou mudar lá e dos outros (estou colocando vários quase que ao mesmo tempo, então estou me confundindo um pouco)

Postado 21/05/17 17:00

Se precisar de ajuda com algo só chamar ;)

Postado 21/05/17 17:03

Obrigado :3 mas vou me arcetando aos poucos

Postado 14/06/18 22:04

Há muito tempo não leio uma obra tão única quanto a sua. O tema guerra ultimamente se tornou um tanto clichê, sendo redigido por vários autores ao ponto de tornar-se algo comum, não tão inesperado e legal como outrora foi. Porém você deu um ar mais interessante, com uma pitada de suspense e criatividade.

Eu imaginei que o soldado estaria morto, porém a leitura foi tão cativante que é uma pena ter acabado. Queria que tivesse uma breve continuação e mostrasse um pouco mais do que aconteceu.

Os detalhes foram bem precisos, deu para imaginar perfeitamente toda a cena que se desenrolou. Meus parabéns pelo conto!

Postado 16/06/18 17:11

Que coisa mais grandiosamente linda!

Eu me senti nos pés dele... Vendo as cores da esfera... Sendo aquecida pelo seio da Mãe Terra... Sentindo o frio na barriga até me converter em um ser de luz... O que você fez aqui, foi pura magia, muita delicadeza, muita clareza. Meus parabéns, sua obra é divina!

Postado 16/06/18 17:11

Que coisa mais grandiosamente linda!

Eu me senti nos pés dele... Vendo as cores da esfera... Sendo aquecida pelo seio da Mãe Terra... Sentindo o frio na barriga até me converter em um ser de luz... O que você fez aqui, foi pura magia, muita delicadeza, muita clareza. Meus parabéns, sua obra é divina!

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