Meus Suicídios (Em Andamento)
True Diablair
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 26/08/17 18:15
Editado: 19/11/20 22:16
Qtd. de Capítulos: 8
Cap. Postado: 26/08/17 18:15
Cap. Editado: 19/11/20 22:02
Avaliação: 9.98
Tempo de Leitura: 1min
Apreciadores: 5
Comentários: 5
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Usuários que Visualizaram: 14
Palavras: 209
[Texto Divulgado] ""
Não recomendado para menores de dezoito anos
Meus Suicídios
Notas de Cabeçalho

ATENÇÃO: ESTA OBRA É EXTREMAMENTE PESADA E DOENTIA DEVIDO À TEMÁTICA ABORDADA E O MODO COMO ISTO FOI FEITO. LEIA POR SUA CONTA E RISCO.

Esta obra não faz ou pretende fazer apologia ao tema abordado, bem como o autor não incentiva a prática do mesmo. Todavia, se o/a leitor(a) quiser mesmo ir em frente, não creio que eu poderia impedir, certo? Haha.

Primeira Tentativa Trânsito

Uma vez eu fiquei observando o trânsito em uma avenida movimentada aqui da cidade onde morava. Constatei que ninguém realmente prestava atenção em nada que não dissesse respeito às suas respectivas rotinas e vidas. O ir e vir incessante de carros e pessoas em um fluxo praticamente autônomo e padronizado me hipnotizou como um pêndulo e fez com que o vazio interno engolisse os berros da autopreservação por um segundo.

Uma corrida célere e breve foi realizada, fazendo com que eu fosse atingido em cheio por um ônibus que vinha a toda velocidade. Uma onda de dor imensurável me assolou por completo conforme meus ossos eram fraturados e rasgavam minha carne para ficarem expostos como minhas vísceras e os excrementos de meu ventre. Alguns orgãos explodiram enquanto meu corpo era submetido a todo o peso do veículo quando as rodas passaram por cima de mim. Fiquei parcialmente desmembrado, desfigurado além dos limites e inerte no asfalto agora tingido de vermelho-sangue, cinza-encefálico e marrom-fezes, com um leve colorido de almoço e suco artificial de limão.

Eu era a mais nova imundíce a emporcalhar ainda mais as ruas e os automóveis do município.

Então eu voltei à realidade, esperei o sinal de pedestres abrir, os carros pararem e segui meu caminho.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Novos sintomas da Doença. Bem-vindos ao meu (I)mundo.

Apreciadores (5)
Comentários (5)
Postado 26/08/17 21:49

O que seria mais um pouco de sangue em meio a toda a sujeira das ruas, não é mesmo? Seria apenas uma quebra momentânea de rotina. Bom, eu nunca presenciei nada tão liquefeito quanto o descrito aqui, mas já vi umas coisas estranhas que me deixaram hipnotizada.

Inclusive, hoje um ônibus ia "rebaixando" um carro. Quatro pessoas virariam arte bem na minha frente, mas graças a buzinas e pedestres o "pior" não aconteceu.

Um devaneio ou outro as vezes faz bem para a Doença ou só para a alma mesmo... Os dois, um só... Acho que da tudo no mesmo. Ou não... Vai saber.

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Postado 27/08/17 08:21

Ah, tens toda a razão, Srta Flávia... O show tem que continuar. Tudo não passaria de uma pausa momentânea das engrenagens deste monumental, inclemente e inumano moedor de carne (e de mentes e do espírito) chamado Sociedade/Mundo...

Eu pessoalmente também não vi nada acontecendo diante de mim, todavia já testemunhei alguns acidentes logo após ocorrerem que me fizeram ficar pensativo. Se imaginar em algo assim é doentio. Logo, de fato me... Ajuda.

Gratíssimo, gratíssimo!

Postado 26/08/17 22:38

Ultimamente estava lendo tantos textos do estilo drama/romance que pegar um texto alá Diab dá um certo... Alívio? Senti saudades dos teus textos, Manu! Inclusive, apenas você tem a capacidade de trazer à tona (aqui nesse lugar tão romantizado e dramático) um pouco de loucura e terror. Entretanto, aqui está mais para um horror psicológico, porque convenhamos, não foi nada agradável ler as descrições das vísceras aparecendo, os ossos sendo expostos... Podia jurar que até ouvi os barulhos dos ossos quebrando!

E sabe por quê? Porque demonstra o quão rica são as suas descrições; dá-se para imaginar perfeitamente o momento descrito, como se fossemos um fantasma à margem. Por falar em fantasma, podia jurar que a última estrofe era como um espírito. Mas depois que reli percebi que tudo era um devaneio do protagonista.

Um devaneio suicída.

Mal posso esperar pelas suas outras doen--- capítulos. Parabéns, Senhor! ♡

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Postado 27/08/17 08:32 Editado 01/09/17 10:41

Ah, Srta Pam... Se bem soubesse o quão árduo me é estar aqui, rodeado por todo esse amor, romance e afins... Mas, como bem disse um dos antagonistas do filme A Cruzada, "Eu sou o que sou. Alguém tem que ser".

É uma surpresa e tanto vê-la por aqui; admito que ainda hohe tenho uma certa dificuldade de enxergar e realmente crer no seu lado mais "from hell" (a despeito de roedores e outras coisas que é melhor não citar). Tenho uma forte e romantizada imagem de sua bela e adorável pessoa que me impede de concretizar tal feito.

É uma tremenda lisonja obter essa espécie de comentário tão positivo de uma das pessoas que mais admiro como autora, leitora e mulher, ainda mais considerando a proposta desta... Coisa. Espero que meus níveis hediondos da Doença não a façam ir embora futuramente...

Gratíssimo! Gratíssimo!

Postado 27/08/17 20:28

Quem nunca visualizou um feito viceral enquanto esperava o farol abrir? O título da antologia me chamou atenção, mas quando comecei a ler, senti que ia bem além. Nossos olhos falham muitas vezes, quando o assunto é ver as coisas além do que elas transparecem. Seria este nosso maior pecado? Nossa maior falha?

O narrador literalmente nos engana. Um misto de terror, suspense e êxtase são transmitidos desde o começo do texto até a última linha. Foi uma leitura surpreendente e fora do normal, pois, quando se pensa num suicídio os detalhes parecem inválidos e somente o objetivo é almejado. Porém, vendo a situação por este ponto de vista e da forma que foi colocado, chego a uma conclusão: Quantas vezes e de quantas formas, nós não nos matamos sem perceber? Digo, não é somente ações e vícios que nos levam a morte, mas também nossos próprios pensamentos. Algumas pessoas abrem mão de sua vida por não suportarem conviver com seus pensamentos (o ser humano é um tipo de monstro criado para torturar a si mesmo?).

A riqueza de detalhes é algo que me chamou atenção também. Parece até que estamos ao lado do narrador, lendo seus pensamentos presenciando esse acontecimento. Você sabe que tenho grande admiração por suas ênfases em detalhes, pois entramos de cabeça na obra.

Espero ver mais dessa antologia tão surpreendente!

Postado 27/08/17 22:04

Srta Ternura! Sempre me surpreendo quando sou honrado com a presença de sua ilustre presença por entre estas minhas insanidades literárias! Sua análise sobre a proposta da obra foi absolutamente extasiante! Satan, estou tão orgulhoso e agradecido por uma autora de tamanha carisma e sensibilidade como a senhorita ter feito um comentário de tamanha qualidade e entusiasmo!

De fato, concordo em gênero, número e grau com cada uma de suas palavras! Somos, muitas vezes, vítima e carrasco simultaneamente! E aqui pretende um coup de grace (ou melhor, desgrace) pior que o outro...

Ganhei a noite! Muitíssimo obrigado, de todo o meu autodestrutivo e obscuro coração! Gratíssimo!

Postado 28/08/17 10:08

Seria eu?

Imagino desastres e fins terríveis, conversas cuspidas com ódio e entre dentes, mortes e mais mortes, todas minhas.

Imagino fogo, e imagino batidas e imagino como eu faria para escapar se por acaso eu estivesse em uma bicicleta descontrolada, sem freios em uma descida... E é um furdunço, ao vivo dentro da minha mente, é aquele negócio de se perder no nosso filme de terror bizarro e imaginário... E quer saber? Isso me mantém viva de alguma forma.

Me mantenho atenta.

Meu Deus... É meio incrível, senti uma conexão estranha e mágica entre esta sua obra divinamente macabra e realista, e um outro texto que acabei de ler aqui, que fala sobre se proteger o tempo todo da morte.

(Acho que o senhor já o leu).

Tenho de dizer, você é excelente, você não só jorra sangue e vísceras como o mais puro talento e emoção.

Como sempre, encantada de te ver entre as mesmas mazelas. E também de luto por te ver nelas, como sempre.

Parabéns por este texto divino.

Pacificador.

Postado 28/08/17 10:17

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

Vontade de abraçar a Srta Janeiro com tal ímpeto que arrancar-lhe-ia um grito de dor! Me faltam palavras para expressar o que senti ao ler este comentário! Só me resta então os gritos, os devaneios e os agradecimentos!

Gratíssimo! Gratíssimo!

Postado 26/10/20 20:05

Antes de mais nada: eu fui enganada.

Acho que essa foi a mais bela descrição de um suicídio que já li em toda minha vida, pois foi bonito, foi poético, cheio de cores, cheio de beleza imersa em tristeza e sentimento de insignificância humana!

"O asfalto agora tingido de vermelho-sangue, cinza-encefálico e marrom-fezes, com um leve colorido de almoço e suco artificial de limão" - fiquei com muita vontade de pintar um quadro desse momento mágico de morte, e se eu fizer isso, irei mostrá-lo a você, Diab!

Mas, no final, esse narrador não passa de mais uma representação de mim, que tanto já pensei em algo assim, e nunca de fato fiz.

De certo modo, ainda bem, mas fiquei meio triste ao me ver no texto... O que é ótimo, pois o sentimento melancólico sempre me atrai!!

Parabéns por esse primeiro maravilhoso capítulo, querido Diablair!

Um abraço, atenciosamente, de uma criatura que amou as cores da morte,

Meiling <3

Postado 07/11/20 22:16

Se um dia esse quadro vier a existir, eu realmente apreciaria vê-lo, minha quetida Mei... Ainda que a inspiração dele tenha vindo de algo tão bucólico e negativo.

E que bom que nenhum de nós foi em frente com tal anseio mórbido ou jamais teríamos tido a oportunidade de nos enamorarmos um pelo outro...

Muitíssimo obrigado! Gratíssimo!

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