Amor, Álcool e Outros Poemas
Sabrina Ternura
Tipo: Lírico
Postado: 07/09/17 02:25
Editado: 07/09/17 15:59
Avaliação: 10
Tempo de Leitura: 1min
Apreciadores: 5
Comentários: 4
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Palavras: 172
[Texto Divulgado] "Tulipa do ex amor" A descoberta da falta de amor próprio após tropeços na vida amorosa
Não recomendado para menores de dezoito anos
Capítulo Único Amor, Álcool e Outros Poemas

Eu era a primeira da sua lista,

Quem você procurava quando amanhecia

E que fazia sua alma demoníaca permanecer adormecida.

Diga-me, querido,

A vida continua bonita

Sem minha companhia?

Eu costumava a ser sua garota favorita

Quando o bar estava cheio

E minha alma transbordava esquecimento.

Eu era uma garota malvada,

Pois largava garrafas de vidro pela casa

Enquanto as nossas crianças corriam descalças.

Diga-me, querido,

Ainda sou seu paraíso?

Eu era seu maior delírio

E fazia teu corpo tremer de prazer

Quando nossos filhos sonhavam,

''Você fode como uma rainha'',

Tu dizia enquanto eu gemia seu nome no pé do ouvido.

Eu era a desalmada que você amava

E que escrevia sobre a vida que não tinha,

Pois se afogava ainda mais num esgoto de mágoas e bebidas.

Eu era o que nenhuma outra foi capaz de ser

Para o homem que não me prometeu tudo,

Mas que deu-me o mundo.

Diga-me, querido,

Você ainda sente meu amor

Depois de meu rosto perder a cor,

Depois do meu corpo se decompor?

❖❖❖
Apreciadores (5)
Comentários (4)
Postado 07/09/17 03:01

Eu realmente não consigo externar o quanto esta obra me agradou. Sério, Srta Ternura... Essa leitura fez minha mente voar alto com pensamentos, sentimentos e, talvez, até mesmo lembranças... E esse final então? Satã, que a Tortura possa sempre dar as caras por aqui! Que texto estimulante (para mim, o Doente do site, é um viagra literário!) e belíssimo! Bravo, Srta Ternura! Bravíssimo!

Atenciosamente,

Um ser que aprecia um bad romance bem eelabordo e contado como este, Diablair.

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Postado 09/09/17 14:18

Sr. Diablair, fico honrada em lhe encontrar por aqui, principalmente com uma obra deste gênero. Me alegra demasiadamente tua presença e comentário. Obrigada! c:

Postado 07/09/17 22:43

Gosto de leituras que remetem à algo póstumo, nesse caso, meio que imaginei uma carta póstuma. É um diferencial que há muito não encontrava. Aliás, achei interessante uma das coisas que ficam no ar: como o amor é estranho. Aqui o amor é tão diferente das vezes que encontramos na maioria de suas obras, não é algo que remete ao romantismo clássico, uma adaptação de um clichê, embora muitas das situações há uma pitada clássica do seu marco.

É um romancismo erótico, mas carnal e distorcido. Não há promessas de amor, um casal perfeito, a rotina utópica, embora seja mais próximo da realidade que vivemos. É um amor que tem mais falhas, menos demonstração, mais erotismo, mas que ainda sim não deixa de ser amor. E aliás, que poeta/escritor não se assemelha ao fato de escrever sobre a vida que não tem?

Muito bom, Brina!

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Postado 09/09/17 14:22

O poema acima pode ser visto como uma carta póstuma, de fato. A minha intenção desde o inicío era essa, porém decidi deixar ao leitor, o trabalho de imaginar o que as palavras eram. Seria uma carta deixada para o amado? Os pensamentos do espírito de alguém que já se foi para seu único amor? Enfim, as alternativas podem ser infinitas dependendo do nível de criatividade do leitor.

Obrigada, Pãozinho da Fofura!

Postado 08/09/17 13:36

Talvez eu seja realmente Doente. Acabei distorcendo um pouco toda a beleza dessa obra. Eu imaginei uma pessoa totalmente controladora e, talvez, um pouco descontrolada que planejou assombrar o amor da sua vida até depois da morte. Tentou controlar as emoções desse amor e fazer com que ele se sentisse culpado ou algo do tipo pelo resto da sua vida. Peço desculpas por isso...

Voltando ao sentido real, devo dizer que você é incrível! A melhor! Ficou muito lindo. Parabéns!

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Postado 09/09/17 14:26

Srta. Flávia, é como eu disse no comentário da Pão: a obra foi deixada para ser interpretada da forma que o leitor deseja. Não quis deixar totalmente explícito o que o contexto é, pois acredito que deixar o leitor imaginar o que a história pode ser é algo bem bacana.

Por fim, agradeço pelo comentário e por ter entrado nessa minha jogada de libertar a criatividade em relação à obra acima. Obrigada, Flávia das Facas!

Postado 24/02/18 18:42

Mana, não tenho palavras pra descrever o quão emocionante esse texto é. Simplesmente fantástico, tu é só orgulho <3

Postado 25/02/18 11:45

Obrigada ❤

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