Maremotos (Terminado)
Alien
Usuários Acompanhando
Tipo: Romance ou Novela
Postado: 13/09/17 16:27
Editado: 13/09/17 18:54
Qtd. de Capítulos: 17
Cap. Postado: 13/09/17 16:27
Avaliação: 9.84
Tempo de Leitura: 3min a 4min
Apreciadores: 1
Comentários: 1
Total de Visualizações: 115
Usuários que Visualizaram: 7
Palavras: 590
[Texto Divulgado] "Wrath and love" Bryan é o típico garoto que é apaixonado por sua melhor amiga que namora com o cara mais canalha da cidade e que apenas ela não percebe isso. Estranhamente, o mesmo cara parece causar efeitos entorpecentes em todas as moças que se interessa. Ao ser irritado por Caleb, Bryan descobre uma atitude que nunca adotara. Desde então, ele começa a sentir-se cada vez mais estranho, assim como alguns acontecimentos que vão aparecendo ao seu redor.
Não recomendado para menores de catorze anos
Maremotos
Notas de Cabeçalho

Olá :)

Essa é uma história de 2015, que eu revisei toda ela para postar agora. Ela já está concluída e tem quase 20 capítulos.

Capa em breve.

Boa leitura.

Capítulo 1 Capítulo 1

O meu traseiro está doendo de tanto ficar sentado. E entre xícaras de café e poemas ruins, eu passo os meus míseros dias. Ok, nem são tão ruins assim, apenas me deixe sozinho com a minha mente e eu já consigo me entreter. Ou tentar.

Só que parece que falta algo e... eu não estou falando de metade da laranja ou algo do tipo. Isso, além de mentira, seria muito clichê para o mau humor ambulante que eu estou agora. Falta fé, falta ações, falta NATURALIDADE. E se por um acaso ainda não entendeste do que eu estou falando, experimente ir lá fora na rua. Gritar e acenar um cumprimento para todos que passarem. Aí você irá compreender.

A maioria das pessoas são tão tediosas e amarguradas que me irritam e me fazem gostar de estar sozinho. O mais chocante, é que geralmente elas estão na "flor da idade" e se bobear são mais novas que eu e já perderam completamente a fé em tudo em todos. Não entenda errado, eu realmente sou meio desacreditado, mas acho que tudo tem um certo limite. A esperança não deve simplesmente morrer e nos largar num poço de de infinitas lamentações e tragos de consolação. Isso seria deprimente demais para alguém que já foi da farra.

Eu sou um adolescente, e adolescentes são um saco, no meio de uma porrada de gente chata, eles conseguem ficar em ênfase. Tente ter uma conversa civilizada com um sobre como está a economia mundial, sobre política ou até mesmo sobre qualquer situação banal do dia a dia e verá a desgraça... boa parte deles não sabe uma palavra sequer sobre algo que não seja sobre seus ídolos, seriados e games. Ou então sobre a tal criatura que ele(a) está com vontade de "pegar". Sério, eu mesmo gosto dessas coisas, mas viver só para elas é meio patético.

Eu já sou patético o suficiente sem isso.

Aliás, essa semana minha mãe resolveu "verificar" as pastas do meu computador enquanto eu não estava em casa, achando que encontraria pornografia ou algo do tipo. Coisa de mãe mesmo. Remexeu até nas mais antigas e resolveu ler o que havia em alguns dos meus documentos do Word, e é por isso que eu estou aqui sozinho no sofá hoje; sábados costumam ser animados e eu saia um pouco do computador; até encontrava com outras pessoas. Mas o que aqueles pequenos textos revelaram sobre mim, deve ter sido um pouco duro para ela aceitar. Eu pelo menos, não gostaria muito de que meu filho escrevesse sobre a morte como uma noite num motel. Acho que também piraria e o faria ir a um psicólogo.

Só que eu não sou louco e não estou doente, nada do que aquela psicóloga de quinta me disse na quarta feira a tarde, era verdade. Tá, ela não me chamou de louco (acho que eles nem podem fazer isso), mas dizer que o seu comportamento não é normal e que os seus pensamentos são obscenos... dá na mesma. A mulher me perguntou umas oito vezes o que me deixava tão perturbado emocionalmente."As pessoas tem sentimentos" eu disse a ela e completei "Eu tenho sentimentos. Você não concorda com o que eu escrevi ali?" apontei para uma de minhas poesias que ela tinha impressa em mãos. Depois de pensar um pouco, virar a cabeça um pouco para o lado direito, ela apenas respondeu secamente que eu poderia dizer à minha mãe que era apenas uma fase.

Naquela tarde eu descobri porque muitas pessoas tinham raiva de psicólogos.

❖❖❖
Apreciadores (1)
Comentários (1)
Comentário Favorito
Postado 14/09/17 21:22

Eu desisti de tentar socializar com pessoas na rua. Ou elas me ignoram ou olha para mim como se eu fosse uma atração de circo por causa do cabelo azul e coisas do tipo.

Olha, a minha mãe até lê as coisas que eu escrevo, mas a maioria é comédia ou algo menos obscuro. Tenho medo que ela leia meus textos sobre a morte e passe uma hora e meia reclamando que eu deveria ser mais positiva e escrever aquele lindo e velho "felizes para sempre".... Como se algo assim existisse.

Enfim, vamos para o próximo capítulo!

#ad01 - 086/154

Postado 15/11/17 19:10

A minha só sabe o que eu escrevo, mas ela não faz questão de ler e nem eu de mostrar! Hahaha.

Talvez por uma visão semelhante, que a mãe dele surtou