Maremotos (Terminado)
Alien
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 13/09/17 16:27
Editado: 13/09/17 18:54
Qtd. de Capítulos: 17
Cap. Postado: 13/09/17 16:27
Avaliação: 9.76
Tempo de Leitura: 3min a 4min
Apreciadores: 4
Comentários: 4
Total de Visualizações: 294
Usuários que Visualizaram: 14
Palavras: 590
[Texto Divulgado] "Já que é pra mudar" Estaria fadado a viver em desalma Era o que eu pensava Um fantasma almadiçoado a vagar em multidões Que meu rosto para os outros não teria sequer feições
Não recomendado para menores de catorze anos
Maremotos
Notas de Cabeçalho

Olá :)

Essa é uma história de 2015, que eu revisei toda ela para postar agora. Ela já está concluída e tem quase 20 capítulos.

Capa em breve.

Boa leitura.

Capítulo 1 Capítulo 1

O meu traseiro está doendo de tanto ficar sentado. E entre xícaras de café e poemas ruins, eu passo os meus míseros dias. Ok, nem são tão ruins assim, apenas me deixe sozinho com a minha mente e eu já consigo me entreter. Ou tentar.

Só que parece que falta algo e... eu não estou falando de metade da laranja ou algo do tipo. Isso, além de mentira, seria muito clichê para o mau humor ambulante que eu estou agora. Falta fé, falta ações, falta NATURALIDADE. E se por um acaso ainda não entendeste do que eu estou falando, experimente ir lá fora na rua. Gritar e acenar um cumprimento para todos que passarem. Aí você irá compreender.

A maioria das pessoas são tão tediosas e amarguradas que me irritam e me fazem gostar de estar sozinho. O mais chocante, é que geralmente elas estão na "flor da idade" e se bobear são mais novas que eu e já perderam completamente a fé em tudo em todos. Não entenda errado, eu realmente sou meio desacreditado, mas acho que tudo tem um certo limite. A esperança não deve simplesmente morrer e nos largar num poço de de infinitas lamentações e tragos de consolação. Isso seria deprimente demais para alguém que já foi da farra.

Eu sou um adolescente, e adolescentes são um saco, no meio de uma porrada de gente chata, eles conseguem ficar em ênfase. Tente ter uma conversa civilizada com um sobre como está a economia mundial, sobre política ou até mesmo sobre qualquer situação banal do dia a dia e verá a desgraça... boa parte deles não sabe uma palavra sequer sobre algo que não seja sobre seus ídolos, seriados e games. Ou então sobre a tal criatura que ele(a) está com vontade de "pegar". Sério, eu mesmo gosto dessas coisas, mas viver só para elas é meio patético.

Eu já sou patético o suficiente sem isso.

Aliás, essa semana minha mãe resolveu "verificar" as pastas do meu computador enquanto eu não estava em casa, achando que encontraria pornografia ou algo do tipo. Coisa de mãe mesmo. Remexeu até nas mais antigas e resolveu ler o que havia em alguns dos meus documentos do Word, e é por isso que eu estou aqui sozinho no sofá hoje; sábados costumam ser animados e eu saia um pouco do computador; até encontrava com outras pessoas. Mas o que aqueles pequenos textos revelaram sobre mim, deve ter sido um pouco duro para ela aceitar. Eu pelo menos, não gostaria muito de que meu filho escrevesse sobre a morte como uma noite num motel. Acho que também piraria e o faria ir a um psicólogo.

Só que eu não sou louco e não estou doente, nada do que aquela psicóloga de quinta me disse na quarta feira a tarde, era verdade. Tá, ela não me chamou de louco (acho que eles nem podem fazer isso), mas dizer que o seu comportamento não é normal e que os seus pensamentos são obscenos... dá na mesma. A mulher me perguntou umas oito vezes o que me deixava tão perturbado emocionalmente."As pessoas tem sentimentos" eu disse a ela e completei "Eu tenho sentimentos. Você não concorda com o que eu escrevi ali?" apontei para uma de minhas poesias que ela tinha impressa em mãos. Depois de pensar um pouco, virar a cabeça um pouco para o lado direito, ela apenas respondeu secamente que eu poderia dizer à minha mãe que era apenas uma fase.

Naquela tarde eu descobri porque muitas pessoas tinham raiva de psicólogos.

❖❖❖
Apreciadores (4)
Comentários (4)
Comentário Favorito
Postado 14/09/17 21:22

Eu desisti de tentar socializar com pessoas na rua. Ou elas me ignoram ou olha para mim como se eu fosse uma atração de circo por causa do cabelo azul e coisas do tipo.

Olha, a minha mãe até lê as coisas que eu escrevo, mas a maioria é comédia ou algo menos obscuro. Tenho medo que ela leia meus textos sobre a morte e passe uma hora e meia reclamando que eu deveria ser mais positiva e escrever aquele lindo e velho "felizes para sempre".... Como se algo assim existisse.

Enfim, vamos para o próximo capítulo!

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Postado 15/11/17 19:10

A minha só sabe o que eu escrevo, mas ela não faz questão de ler e nem eu de mostrar! Hahaha.

Talvez por uma visão semelhante, que a mãe dele surtou

Postado 29/11/17 18:35

Será que me identifiquei muito ou demais com esse capítulo?

Adorei a maneira que o narrador expõe seus pensamentos sobre os que estão ao seu redor, a crítica para com a sociedade (que, pelos deuses, está perfeita e tão exata) e sobre como psicólogos podem ser chatos.

É apenas uma fase, eu ouvia muito isso. Já faz 9 anos que estou nessa fase de escrever sobre aquilo que me vem na cabeça, rs.

Meus parabéns pelo capítulo. Tenho grandes expectativas para com essa obra.

Postado 01/12/17 18:09

Hahaha sempre é apenas uma fase!

A sociedade perturba ele. Em todos os sentidos.

Muito obrigada!

Postado 05/12/17 17:44

Só acho que essa psicóloga tirou o diploma pelo telefone, que cuzona, nada do que ela fez na consulta é permitido, ainda mais por ser uma das primeiras vezes...

Pessoas são cuzonas, até eu.

Adorei mesmo, sinto como se esse texto fosse uma mini-eu dentro da minha mente narrando as coisas pra mim antes de eu dormir.

Esse romance promete, parabéns mesmo, foi um ótimo jeito de falar sobre uma pessoa jovem, no mundo atual, com seus problemas mentais sem ser algo clichê.

Parabéns!

Postado 28/12/17 14:19

Pois é! Infelizmente as pessoas costumam cag## para o quê se deve ou não fazer. Usam o diploma como abanador.

Poxa, muito obrigada! <3

Postado 03/02/18 00:18

Meus deus, como eu me identifiquei com esse poema!! Imagino eu, que se as pastas do meu computador fossem vasculhadas, além da pornografia, os textos que escrevi não só não agradariam como também levariam quem as vasculhasse a me rotular como "louco" ou, em uma maneira mais sofisticada de se dizer, "uma pessoa com distúrbios mentais". Estou profundamente feliz da minha meta semanal ter colocado esse texto em meu caminho! Vou imediatamente ler os próximos capítulos!!