Excertos de poemas encharcados de uísque (Em Andamento)
Ovni Cius
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Tipo: Antologia Poética
Postado: 25/02/18 15:58
Editado: 25/02/18 17:18
Qtd. de Capítulos: 7
Cap. Postado: 25/02/18 15:58
Avaliação: 9.8
Tempo de Leitura: 1min a 2min
Apreciadores: 2
Comentários: 1
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Palavras: 251
[Texto Divulgado] "Espelho da minh'alma" Eis ai uma parte do que vivi, vi , morri e renasci. Sentimentos Versos Experiência Tudo numa coerência
Não recomendado para menores de dezesseis anos
Excertos de poemas encharcados de uísque
Notas de Cabeçalho

Olá, galera. Estive um bom tempo longe da AC. Muita coisa aconteceu nesse interlúdio. A propósito, quase morri algumas vezes. De algum modo, sobrevivi e estou aqui para espalhar palavras prenhes de delírio e dor. Talvez alguma luz — quiçá?

Enfim, boa leitura.

Capítulo 1 Nossos narizes cheios de pó

Caço nos bolsos a caneta Bic

que supus perdida.

Lanço um lânguido olhar em derredor

e avisto as jovens belas petropolitanas &

suas jovens belas amigas caminhando

casualmente com sabe-se o quê em mente;

de modo que dou um longo gole no uísque

e furiosa mas lentamente escrevo

versos verdes versáteis que crescem feito folhas

de solitárias árvores na penumbra esquecida

dos cantos inabitados da cidade...

A excitação que sinto é meramenre contemplativa

não um desejo concreto de conquistar a carne

para depois do gozo des-desejá-la...

Não mais caminho como outrora.

Ando desconfiado manco meio de lado

Caduco corcunda como quem tem consciência

De que não passa de barata engrenagem

No Sistema -- e a qualquer momento um porco

Pode me deter e estourar meu crânio com um fuzil.

Não obstante taco o foda-se e prossigo

Sozinho ouvindo John Coltrane sonhando

Com a total dissolução dessa civilização doente

Enquanto trovões ribombam

E mais de cem pessoas são bombardeadas em Damasco

E Kim Jong Un e sua gangue decrépita

Elaboram ogivas capazes de mandar Júpiter pelos ares

E tribos indígenas são massacradas

Por fazendeiros cobiçosos malditos e ferozes

E a Monsanto sabotando plantações orgânicas

E poetas alcoólatras perdidos como eu

Ensejam cantar & denunciar as calamidades do nosso século.

É que eles querem nos minar & dopar

Com incessantes anúncios e ofertas estúpidas

É que eles querem estuprar nossos cérebros

Enquanto assistimos ao Jornal Nacional

E nos deparamos com a bandidagem irrefreável

Correndo solta no Brasil debaixo de nossos narizes cheios de pó.

❖❖❖
Apreciadores (2)
Comentários (1)
Postado 02/03/18 11:03

Quem é vivo sempre aparece, não é? É muito bom tê-lo por aqui novamente.

A obra nem começou direito e minhas expectativas para ela já são grandes. Adorei este primeiro poema, de fato, bem impactante.

Parabéns ❤

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