Reflexões sobre quase-contentamentos
6 de Janeiro
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 05/07/18 00:18
Editado: 05/07/18 00:19
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 48seg a 1min
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Palavras: 130
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Não recomendado para menores de doze anos
Capítulo Único Reflexões sobre quase-contentamentos

Nós somos lambedores de cicatrizes, temos corpos grandes. O colchão ficava pequeno, nem respirar dava, mas a gente se abraçava, até o abraço ficar dormente, até deixar de ser.

E então você se virava, com todo o direito que se tem de dormir bem, e eu por algum motivo, sempre deixava mais espaço pra você. Minhas coxas beijavam o azulejo frio, mas tudo bem, estávamos a salvo. Dois corpos quentes, num rio abastecido de um possível contentamento.

E agora, sabe, minha coluna dói menos quando durmo em minha própria cama, me sinto menos morta quando estou sozinha dentro de todo o meu vazio.

Fico me indagando se é o mesmo com você.

Como eu poderia saber?

Como você poderia saber?

A ausência do essencial, é a nossa mais dolorida morte.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Obrigada a quem chegou até aqui para ver que o pássaro de hoje, dorme com fantasmas.

Apreciadores (1)
Comentários (1)
Postado 05/07/18 09:16

O essencial no caso seria se livrar de quem é um fardo?

Olha, se assim for, concordo, mesmo sendo feio, hehehe.

Muito bom. Parabéns

Postado 09/07/18 21:15

Particularmente, não, o essencial seria as pequenas coisas que te fazem querer estar ali, pequenas coisas preciosas.

Mas, quando se escreve, e se publica, as palavras de quem escreveu em parece deixam de ser dela, e todos podem interpretar como quiserem. Hahaha

Obrigada por estar aqui ❤