Maré Sublime (Em Andamento)
6 de Janeiro
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 31/10/18 16:59
Editado: 02/11/18 01:34
Qtd. de Capítulos: 2
Cap. Postado: 02/11/18 01:34
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 4min a 6min
Apreciadores: 1
Comentários: 1
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Palavras: 759
[Texto Divulgado] "O olhar de Jurema" Jurema, uma brasileira comum, tem seu dia a dia e sua reflexão sobre sua vida narrada neste conto, que visa mostrar uma breve descrição do brasileiro em geral.
Livre para todos os públicos
Maré Sublime
Capítulo 2 Portal

Mesmo decidida a deixar tudo para trás, apenas por causa de uma lenda, a cabeça de Catarina não cessava de pensar em Lisboa lá sozinha...

Para falar a verdade, a menina não sabia ao certo a razão de sua busca, apenas precisava de uma aventura, de uma mudança ou de uma forma secreta de fazer facilitar para que a natureza a engolisse só para ela poder desaparecer da vida sórdida que sempre tivera, porém, ela nunca teve coragem o suficiente para fazer isso sozinha...

Não é fácil ter senso de riqueza quando se é cega e excluída da família, sua única família era Lisboa, Catarina sempre a chamara por "mãe" e, quando seus pais faleceram, a garota não se culpou pelas lágrimas não derramadas.

Era melhor assim.

Talvez fosse egoísmo pensar desta forma, no entanto, ela não podia concordar com a ideia de família se igualar a um simples parente de sangue.

Família era irmã, era o frescor da água, as texturas do jardim, a cozinheira, a brisa suave da madrugada e até mesmo o gato que surgia às vezes na casa e sempre roçava em sua perna.

Por todos os lugares ela ouvia "tão rica e cega, não pode ver as maravilhas de ser quem é..."

E realmente, ela não podia. Tudo era sombrio, não só fisicamente, como em todos os aspectos.

Os pés de Catarina vacilaram e lentamente e seus joelhos se colaram ao chão.

Pelo barulho da pancada e pelo cheiro de metal molhado, estava sangrando.

Doía muito, ela sentiu suas pernas bem úmidas, logo imaginou que estivesse sentada em sua própria poça de sangue.

Tudo tinha mesmo de ser tão difícil?

"Alguém me leve... Por favor!" - ela sussurrou aos céus implorando enquanto sua alma rosnava de ódio e impaciência.

Quase que imediatamente, ela ouviu passos abafados e gelou. Começou a tremer.

"O-o-oi?" - sua voz saiu falhada temendo tudo que a escuridão possuía.

"Oi..." - a voz feminina macia respondeu ao segundo em que os passos cessaram.

"V-v-você sabe quem eu sou?" - seus cotovelos tremeram.

"Você é a cega que procura pela maré!" - a voz muito clara e confiante, soou contente por cada canto da floresta.

"Como você sabe??? Minha irmã te mandou para me buscar???" - a consciência de Catarina ardeu pensando em todos os possíveis sofrimentos causados em sua irmã.

"Quem é sua irmã?" - a voz feminina indagou confusa.

"Lisboa... Sou a Catarina... Da mansão..."

"Alguma referência natural de onde fica este lugar?" - a voz pareceu confusa.

"Referência natural???" - Catarina não sabia mais se sentia medo da situação ou da conversa.

"É... Uma grande árvore, ou uma constelação que pende sobre o local... Não sei identificar estes tipos de locais aonde habitam... Humanos do seu tipo..." - a voz incerta, se tornou aguda pela dúvida.

"Humanos do meu tipo? Que conversa é essa?!" - a cega se pôs em pé num pulo.

"Você caiu aqui..."

"Sim, caí no chão."

"Não... Você... Despencou AQUI."

O coração de Catarina parou e se encolheu dentro do peito.

A menina teve de se sentar.

"Eu só caí! Por quê? Caí em cima de algo seu? - os dedos da menina percorreram o solo à procura de algo destruído sem encontrar nada - O que você está falando?!?!?!" - os gritos estrondosos da cega abalaram a natureza, e uma a uma as criaturas colocaram suas cabeças para fora das moitas para averiguarem a cena...

Uma ninfa nua, confusa, confundindo ainda mais uma humana cega, que encontrava-se largada no chão.

"Encontrou o que queria." - uma das ninfas, a menor do tamanho de oito polegadas esclareceu com sua voz estrondosa.

"QUEM DISSE ISSO?! " - a cega já estava se urinando de pavor.

Entre sussurros vindos de bocas encantadas, algumas ninfas zombavam, outras sentiam pena, algumas diziam para levar a humana para seu mundo novamente, outras queriam devolver-lhe a visão roubada no nascimento. Sussurros aterrorizantes estavam deixando Catarina insana.

Ali era o inferno?

Ela apalpava o ar em vão, não encontrava um só corpo, apalpou o chão e sentiu-o muito mais molhado do que antes... Quase que alagado.

Aonde ela estava?!

As ninfas anãs se puseram em círculo ao redor da garota, que tentava alcançar aqueles corpinhos, sempre mirando as mãos alto demais.

Enquanto isso, as ninfas calcularam a queda, olharam para cima e viram o portal brilhante se fechando pouquinho a pouquinho, ainda discutiam sobre o que fazer em relação à bagunça toda.

Foi quando uma ninfa mais estressadinha, lascou uma paulada na cabeça da menina humana, que desmaiou caindo na grama molhada no mesmo instante.

"E agora?!" - exclamaram todas juntas admirando aquele corpo gigante adormecido e sangrento.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Continuem sangrando comigo...

Apreciadores (1)
Comentários (1)
Postado 19/11/18 22:51

Eu não sei por que não li antes esse magnifico capítulo!!!!

EU ADOREI ESSA CRIAÇÃO DE MUNDO! Não tenho muito a dizer, quero mais capítulos e esses vou devorar instantaniamente quando eu ver a notificação AHAHAHAHA.

Obrigado por compartilhar sua obra comica e misteriosa.

<3

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