Projeto de super Herói. (Em Andamento)
Alenz07 Co-Autores De mala vazia
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 22/11/18 15:20
Gênero(s): Ação Aventura
Qtd. de Capítulos: 1
Cap. Postado: 22/11/18 15:20
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 5min a 7min
Apreciadores: 1
Comentários: 0
Total de Visualizações: 68
Usuários que Visualizaram: 4
Palavras: 865
[Texto Divulgado] "Descartável" Sabe, eu costumo fazer uso da escrita para desabafar, às vezes da fala também (mas não se pode falar por aqui). A questão deste poema é justamente esta: por que diabos você nem ao menos me escreveu adeus? Foi um descarte, como se o ser humano fosse descartável. Talvez aqui fique, já, uma ressalva: Não confunda às coisas, você não pode comprar tudo. E mais uma lembrança: O ser humano sente! (Parece óbvio, não?) Mas, acredite, há pessoas que parecem ter dificuldades de compreender isso. Boa leitura :*
Não recomendado para menores de dezesseis anos
Projeto de super Herói.
Notas de Cabeçalho

Não beba se dirigir.

Preparar Quem?

Eram por volta de sete da manhã e o trânsito da Avenida Brasil estava muito calmo, mesmo com a irregularidade de uma transição de um ônibus de viagem.

Era uma romaria, que voltava de São Paulo. Muitos idosos, crianças e poucos adultos, aproveitavam os últimos minutos da excursão, mas algo mudava no semblante do motorista.

— O que foi? — o organizador da viagem perguntava.

— Os freios e a marcha...

O motorista interrompeu-se, para tentar forçar o câmbio, sem sucesso nenhum.

Ao ver tal ato, o organizador do evento olhou para trás e vislumbrou uma senhora distribuindo lanche e duas crianças brincando.

— Por favor, sentem-se um pouco. — ele pedia gesticulando. — O motorista está com alguns problemas.

Ao escutar, os garotos sentaram-se e a senhora também.

O organizador apoiou-se com os braços em alguns bancos e quando foi olhar para o condutor, houve uma brusca aceleração.

Os bancos deitaram-se e o homem caiu fortemente, sendo aparado apenas por seus joelhos. Os gritos foram quase que instantâneos.

O ônibus, claramente desgovernado passava dos noventa por hora. Mesmo com seu motorista buzinando, ele tinha que desviar de alguns carros.

— Preciso ser rápido, ou vou chegar atrasado de novo.

Um jovem comentava, ele comia um salgado e descansava, em cima de uma árvore. Tinha uma grande mochila jeans nas costas e usava uma roupa de mergulhador.

— O que é isso? — ele perguntou-se ao ver o ônibus se aproximar. — E as leis de trânsito?!

O jovem perguntou-se, baixando a máscara de mergulho e começando a voar atrás do veículo.

— Se eu voar nessa altura...

Ele interrompeu-se, para conseguir passar no meio de duas carretas.

— Só mais um pouco de velocidade! — o garoto gritou, conseguindo cair no teto do ônibus.

Ele rolou e agarrou-se em uma haste de ventilação, mas antes que pudesse perceber um pombo defecou em seu olho esquerdo.

— QUE MERDA!

O jovem gritou tentando limpar-se e quando conseguiu voltar a olhar para frente, uma placa verde de indicação, chocou-se consigo. Ele caiu no asfalto quente e rolou.

Alguns carros desviaram. Outros dois e três motos bateram nas muretas e o que ia atropelar, conseguiu parar no último segundo.

— Sai do meio da rua! — um dos motoristas brigava. — Quer morrer?!

O garoto ergue-se e sem nem olhar para o homem, mostrou o dedo médio para trás.

— Filho da pu...

O motorista interrompeu-se ao ver o quase atropelado, voar para o céu.

— Eu nunca fiz isso, pode dar muita merda, mas preciso tentar.

Ele balbuciava algumas palavras ao subir o mais alto que podia, mesmo sem tirar os olhos do veículo desgovernado.

Um barulho semelhante a um trovão era ouvido no céu, mesmo com o dia ensolarado, era o jovem que voava em um mergulho suicida.

— Por favor, dê certo! — ele gritava protegendo os olhos com as duas mãos, por causa do atrito do vento.

A velocidade era tão alta que sua roupa ganhava pequenos cortes, junto com sua pele, mas ele conseguiu corrigir o vôo e ultrapassar o ônibus.

Toda a frente do veículo foi parcialmente amassada, pois ele tentou segurar, com toda sua força.

Assim que pôs os pés no chão, suas botas começaram a rasgar por causa do atrito.

— A velocidade, diminuiu! — o motorista gritou olhando o garoto. — Jesus Cristo!

Ele gritou ao ver a curva que dava vão para um viaduto, tentou virar a direção, mas o volante não respondia aos comandos.

— TO PRECISANDO DELE! POR QUE, NÃO AGUENTO MAIS!

O garoto que segurava o ônibus berrou, a velocidade voltou a diminuir e o motorista olhou para trás.

— Tem um cara tentando nos salvar! — ele gritou pulando do banco. — Mas ele não vai conseguir! Usem as janelas de emergência!

— Deve estar a uns quarenta por hora, nem todos cons...

— Ou fazemos isso, ou morremos! — o motorista interrompeu abrindo uma das janelas.

Os outros passageiros tomaram coragem e fizeram a mesma coisa.

Quase que instantes antes do garoto bater com as costas na mureta e do ônibus tombar com ele, do alto do viaduto.

Milagrosamente, ele encolheu as pernas ficando em posição fetal, isso fez com que apenas o vidro da frente batesse nele e é claro, o asfalto do chão.

— Caralho! — ele gritou de dor sem perceber que estava dentro do ônibus e que o veículo ficou de pé por sete segundos.

Apenas sete, pois depois desse tempo, o carro tombou de lado, deixando o garoto enxergar o alto do viaduto.

— Meu Deus, será que caímos em cima de alguma coisa?

Ele perguntou e mesmo muito arfante, pulou para cima do ônibus.

Assim que subiu, vislumbrou um sinal fechado para carros, uma faixa de pedestres um pouco afastada e várias pessoas tirando fotos e aplaudindo.

— Meus parabéns!

— Negão você é um herói! — um homem gritava, dando socos no ar. — É tipo o Batman!

— Viado, o Batman não tem super-força. — outro alertava.

— Se não for nenhuma gravação de filme, foi algo mais do que incrível!

Mesmo arfante, ele ouvia os elogios, em meio aos aplausos.

— Olha mamãe! — uma voz de cima lhe chamou a atenção. — Sobreviveu!

Era uma criança, no alto do viaduto, que estava junto com as pessoas salvas.

— Qual o seu nome? — uma mulher indagou.

— Ce... — ele pôs as mãos na boca interrompendo-se, bruscamente, até repensar.

— VINGADOR!

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