Ken Park (Em Andamento)
oFadadoNathan
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 02/12/18 00:31
Editado: 02/12/18 00:39
Qtd. de Capítulos: 3
Cap. Postado: 02/12/18 00:31
Cap. Editado: 02/12/18 00:33
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 3min a 4min
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Palavras: 526
[Texto Divulgado] "Descartável" Sabe, eu costumo fazer uso da escrita para desabafar, às vezes da fala também (mas não se pode falar por aqui). A questão deste poema é justamente esta: por que diabos você nem ao menos me escreveu adeus? Foi um descarte, como se o ser humano fosse descartável. Talvez aqui fique, já, uma ressalva: Não confunda às coisas, você não pode comprar tudo. E mais uma lembrança: O ser humano sente! (Parece óbvio, não?) Mas, acredite, há pessoas que parecem ter dificuldades de compreender isso. Boa leitura :*
Não recomendado para menores de dezesseis anos
Ken Park
Capítulo 1 Semie

Fim do primeiro mês da faculdade

Casa do Semie

Deitados na cama de solteiro

A menina enforcou carinhosamente o pescoço dele. Grosso. Quê?. Seu pescoço, tipo, é mais (disse ela entre fugas de ar da boca e risos) desenvolvido, ainda bem que eu tenho mãos grandes. A. Já fez academia?. Nunca. Estranho(ela apertou mais o pescoço). Você que é estranha, a namorada mais estranha que eu já tive. Ele disse soando divertido, entre risos, não querendo ser rude. Era a primeira namorada dele. Tinha conhecido ela na faculdade.

Eu sou sua namorada?

Semie que estava deitado de costas pra cima forçou o pescoço e olhou pela janela do quarto, a única da casa. Ele morava em um apartamento alugado, trabalhava de dia, pagava o aluguel e a faculdade. Estudava Cinema de noite na PUCRS. A namorada quis dormir com ele. 01:22 da madrugada.

Um mosquito voou da janela direto no olho esquerdo dele.

Caralho. KKK. O quê?. Um bicho voou no meu olho. Ele riu. Depois ela riu. Quando foi esfregar o olho ele involuntariamente virou o corpo e sem querer derrubou ela da cama. AAAAAAAAAAA. KKKKKKKKKKKKK. As gargalhadas ressoaram por cada quina do apartamento sem pais. Você já deve ter dinheiro pra comprar uma cama de casal.

O dia de apresentar a Mariana pros pais tinha chegado.

Você sabe que eu sou trigêmeo né?. Semie disse do lado de fora do apartamento dos pais, no corredor estreito do prédio. Não, você não me disse. A porta abriu para duas figuras. Uma sorridente e outra sem expressão catalogada. Atrás delas, outra tomava um cálice de vodka.

À mesa da sala, o pai, a mãe, a irmã do Semie e o casal. O irmão não apareceu, provavelmente estava estudando, tinha escolhido um curso difícil.

Virando para Mariana, a mãe começou a falar. Sabe, quando ficamos sabendo que o Semie estava namorando, eu e o Waldir ficamos muito felizes porque nós dois já tínhamos aceitado que ele não era dessas coisas, sabe, depois de tanto tempo sem nada. Que coisas?. Sabe, meninas. Um olhar subjetivo entre Semie e Mariana foi inevitável na hora.

A(era a vez da irmã se apresentar), ele também nunca foi muito atraente. Ela disse dando a oportunidade para todos da mesa rirem, o que Mariana não fez, ela estava achando tudo muito estranho, dava pra ver no comportamento da boca dela. Sabe(a irmã continuou), uma vez a minha mãe me contou que quando o Semie nasceu, o médico riu de tão feio que ele era. O pai continuou sem reação visível no rosto. A mãe espantou-se com a atitude da filha de contar isso, que na cabeça dela era uma história secreta.

Casa do Semie

Seus pais são horríveis(Mariana disse deitando na cama antes de Semie). Acho que todos são. Sua irmã também. Uma filha da puta. KKK

Aquela história da minha irmã, sabe, meu irmão já tinha me contado ela, só que ele falou que os médicos ficaram assustados. Ele encarou um pouco a janela, e depois encarou a namorada. Os dois se apreciaram por um minuto.

Deita aqui.

Só o teu pai tem razão. O quê?. Você tem que cortar esse cabelo.

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