Rico, milionário
Francisco
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 16/01/19 23:08
Gênero(s): Comédia
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 1min a 2min
Apreciadores: 3
Comentários: 1
Total de Visualizações: 152
Usuários que Visualizaram: 6
Palavras: 261
[Texto Divulgado] "Sem história " Esse é um conto bem ao contrário e entendedores entenderão as entrelinhas dele
Livre para todos os públicos
Notas de Cabeçalho

Eu não podia acabar minhas férias sem escrever nada. Lamentavelmente, não estou com as melhores ideias e, por isso, preciso treinar a criatividade. Assim, este texto é mais um exercício do que qualquer outra coisa.

Capítulo Único Rico, milionário

Hoje estou rico, milionário. Há uma semana, andava pela rua e vi um velho hilário. Ele me disse que compraria uma carteira de cigarro com seu salário. Eu, fumante e salafrário, decidi vender a minha carteira por um preço bem ordinário: duzentos reais mais honorários. Isso é pouco dinheiro, mas ainda não acabei meu itinerário. Entrei em uma lotérica e joguei os duzentos reais crente no melhor cenário. Um invejoso e um latifundiário me chamaram de lunático e otário. Não deu outra: aconteceu o extraordinário! Com o dinheiro já em minha conta, vi que nunca mais teria problemas monetários. Para celebrar, fui a livraria comprar um dicionário. A primeira palavra lida foi “corsário”. Meu futuro seria um conto literário. Fui a um marceneiro e pedi um navio com tudo que fosse necessário: freezer, leme, poltronas, velas e perfumes da O Boticário. Adentrei pelos mares sem celular e relógio porque não me interessava mais o horário. Parti para o Caribe para viver num mundo sem calvários. Ah, que desnecessário! No alto mar, vi algo legendário. Três grandes navios majoritários, liderados pelo velho hilário, pelo invejoso e pelo latifundiário; eles vivem em aplicar contos do Vigário. Jamais pensei em cair em golpe tão temerário. Eles vieram até mim recuperar o dinheiro de um golpe visionário. Em complô com lotérica, governo e livraria, eles achavam um destinatário que recolheria o dinheiro do proletário. Depois, contratavam mercenários e o recuperariam num ato autoritário. Hoje estive rico, milionário. Queria ser de Peixes, mas sou de Aquário. No fundo do mar, não poderei nem escrever meu inventário.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Deixem seus comentários abaixo para o que acharam dos textos e das rimas!

Até a próxima!

Apreciadores (3)
Comentários (1)
Postado 17/01/19 13:14

É possível ver o progresso e tom crescente que o texto vai tendo, sim, como se o autor só finalmente conhecesse o que está escrevendo no final. Achei original, e isso sempre conta mais que critérios técnicos.

Talvez eu não tenha visualizado o peso de texto tão nitidamente quanto você o pensou, mas enxergo que tenha um, talvez a crueldade do mundo e como o único caminho para felicidade é a humildade e o desapego? Ou já estou exagerando haha

Muito bom e flui bem.

Postado 17/01/19 17:39

Olá.

Sim, ele está vivendo o momento final, com os golpistas no seu pé. Meio que foi o filme que passou na sua cabeça e que mostrou o porque ele estava nessa situação, hehehe.

E é interessante ver a sua interpretação, sobre ter um peso. A ideia sempre foi só arrancar um sorriso do leitor, pura e simplesmente, hehehe. Fico feliz que você tenha visto como viu o texto.

Obrigado pelo comentário!